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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

ORIXÁS, TARÔ E OS SIGNOS DO ZODÍACO - O QUE ESPERAR PARA 2013?

Tarô dos Orixás por Eneida Duarte Gaspar

Estava à procura de uma imagem de tarô quando acabei encontrando um texto de Michele Serinolli publicado no "Clube do Tarô" sobre qual será o Orixá regente de 2013.
Segundo a autora, e diferentemente do que já postei aqui no blog sobre este tema, o ano de 2013 será regido por Oxóssi Iemanjá ( vide comentário da autora do texto postado hoje (16 de Dezembro) aqui no blog ).
Este orixá é associado ao número 6 (a soma dos números do ano de 2+0+1+3 = 6).
O Arcano VI - Os Enamorados, é simbolizado por Oxóssi nas cartas do Tarô dos Orixás, de Eneida Duarte Gaspar.
Além de dele, teremos mais outros três orixás influenciando o próximo ano, quer saber quais?
Confira o texto aqui.

The Mandala Astrological Tarot by A.T. Mann
Aproveitando a temática "previsões 2013", seguem AQUI as orientações, também de Michele Serinolli, para cada signo segundo os Arcanos do Tarô.


quinta-feira, 20 de setembro de 2012

CORRESPONDÊNCIA ENTRE AS CARTAS CIGANAS E OS ORIXÁS

Em seu livro "Cartas Ciganas: a estrada da vida", Margarita Fasanella nos conta que há, dentro do baralho cigano, 14 cartas que fazem correspondência com alguns Orixás. 
São elas:

 Carta 1 - Cavaleiro
Orixá correspondente:Exú
Carta 3 - Navio
Orixá correspondente: Iemanjá
Carta 5 - Árvore
 Orixá correspondente: Oxóssi
 Carta 6- Nuvens
Orixá correpondente: Iansã
Carta 7- Serpente
 Orixá correspondente: Oxumaré
Carta 9 - Ramalhete
 Orixá correspondene: Nanã
Carta 10 - Foice
Orixá correspondente:Obaluaiê
Carta 13 - Criança
 Orixá correspondente: Logum-Edé
Carta 20 - Jardim
 Orixá correspondente: Ossain
Carta 21 - Montanha
 Orixá correspondedente: Xangô
Carta 22 - Caminhos
 Orixá correspondente: Ogum
Cartas 24 - Coração e 32 - A Lua
 Orixá correspondente: Oxum
 Carta 31 - Sol
Orixá correspondente: Oxalá


Imagens: Lenormand - Carta Mundi

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

ORIXÁS - FORÇAS SAGRADAS DA NATUREZA

Gravuras e concepção: João Makray  (www.joaomak.net)  Textos/edição do livro: Flavia Castro  (www.batoke.com.br)
imagem:Tempo
A Marca dos Tempos
Consciência
Os Tempos: o Tempo eterno, o Tempo cronológico ou físico e o Tempo espiritual.
O Tempo que nasce de cada Orixá. Como Iansã, esse Orixá não pode ser visto, apenas percebido através de seus efeitos, tais como os sinais da idade do Tempo cronológico. Tempo traz a consciência e as referências relativas à vida na Terra: o passado, presente e futuro, assim como a aspiração à eternidade.

imagem: IFÁ
IFÁ - A Síntese
Sabedoria
Ifá é a sabedoria contida em todo conhecimento. Ifá é o poder de síntese. Através da simplicidade trazida pela sabedoria, alcançamos a luz de Oxalá.

imagem: OXALÁ
A Luz das Realizações,a Paz 
Luz Espiritual 
Oxalá é o último Orixá do Xirê. O ponto onde tudo converge antes de reiniciar um novo ciclo de manifestação da vida na Terra. Em Xangô, apenas uma pequena parte da energia liberada pela atuação de Elegbará, cristaliza. Essa energia é lapidada e refinada no ciclo da Terra, diluída no ciclo das Águas, sintetizada no Ar. Quando alcança Oxalá, resta apenas uma ínfima proporção da energia impulsionada por Elegbará. É a culminação de tudo que é manifestado na Terra: a luz das realizações.

fonte da imagem: Amazon.com

Inspirado na cosmogonia do Templo Guaracy, João Makray mergulhou no universo dos Orixás para revelar, com sua arte, algumas de suas manifestações na natureza. Muito além de ancestrais divinizados ou deuses míticos personificados com roupagens de colonizadores, os Orixás de João Makray trazem a dinâmica da vida, da natureza sagrada.

Dezesseis Orixás se sucedem na sequência chamada, pelo Templo Guaracy, de Xirê. A palavra traduzida muitas vezes como “roda” ou “dança” evoca a elaborada organização das forças da natureza que nasceram com a criação do mundo.

Segundo a Cosmogonia Guaracyana, em algum momento da eternidade, a luz, substância original do universo, se concentrou, adquiriu consciência de espaço e se expandiu. Essa explosão e a consequente fragmentação da luz, conhecida pelos científicos como Big Bang, deu lugar a uma trindade: Luz, Consciência e Energia. As três se expandiram ao mesmo tempo, de forma unificada. Entretanto, enquanto Luz e Consciência progrediram em forma linear e paralela, a Energia foi perdendo intensidade e adquirindo densidade, afastando-se cada vez mais de seu ponto de origem, criando uma curva descendente da qual nasceu o Xirê, a manifestação de toda vida na Terra.
Essa extraordinária dinâmica dos Orixás percorre os quatro elementos numa espiral contínua e infinita, que inicia com o Fogo primordial de Elegbará, originário do centro da Terra, para atingir Oxalá, a grande síntese da luz no Ar.
Para acompanhar cada gravura, foram escolhidas algumas palavras geradas pela maravilhosa visão Guaracyana dos Orixás. A intenção é preparar o olhar para o encontro com a natureza sagrada, tão presente na arte de João Makray.

Quadrante do Fogo
imagem: Elegbará
Os Orixás de Fogo – Elegbará, Ogum, Oxumarê e Xangô – percorrem o caminho da criação à cristalização. Marcam a origem, o ponto de partida. Dão início à sequência dos 16 Orixás a partir do quadrante sul do Xirê. Daqui os outros seguem, no sentido horário, a trajetória pelos quatro pontos cardeais.

Quadrante da Terra
imagem: Obaluaiê
Os Orixás da Terra – Obaluaiê, Oxóssi, Ossãe e Obá – representam a realidade física e concreta da vida. É o ciclo da saúde e da subsistência. Ponte entre o Fogo e a Água, os Orixás da Terra ocorrem numa sequência que vai alterando seu teor de Água, do mais seco ao mais úmido.

Quadrante da Água
imagem: Oxum
Os Orixás das Águas – Nanã, Oxum, Iemanjá e Ewá – são relacionados com todas as emoções. Eles seguem o caminho natural das Águas, das nascentes ao mar e à evaporação. Encontram-se ao norte do Xirê, em oposição ao Fogo do sul. Se o ciclo do Fogo é associado com a potência, o ciclo das Águas traz a consciência, criando o equilíbrio das dualidades.


Quadrante do Ar
imagem: Iansã
Os Orixás do Ar – Iansã, Tempo, Ifá e Oxalá – vão perdendo sua representação física. Depois de Iansã, só podem ser percebidos com a mente e o espírito.


Gravuras e concepção: João Makray (www.joaomak.net)
Textos/edição do livro: Flávia Castro (www.batoke.com.br)

Veja mais em http://xire.org/orixas/elegbara.html

terça-feira, 26 de julho de 2011

SALUBA NANÃ ! SALVE SENHORA SANT'ANA!


Mãe protetora de todos nós.
 Senhora das águas opulentas. 
 Deusa das chuvas benévolas.
 Deixa cair sobre nós a chuva divina da tua bondade fecunda e infinita. 
 Saluba Nanã Buruquê! 
Purifica com tuas forças nossa atmosfera
 para que possamos ser envolvidos pelos teus olhos maravilhosos. 
 Saluba Nanã Buruquê!
 Saluba!

Nanã Ke-jaosi, aode,
Nanã Ke-jaosi, aode!
Nanã Ke-jasidó,aode,
Nana Ke-jasidó, aode!

A aoede, e ke jaosi,
A aoede, e ke jaosi...
A aoede, e ke jaosi,
A aoede, e ke jaosi!

Oh, Mãe que vem, enfim,
Oh, Mãe que vem, enfim,
Oh, Mãe que vai, enfim,
Oh, Mãe que vai, enfim!

Enfim ela vem...
Enfim ela vem...
Enfim ela vem! (*)


Senhora Santana
quando nesta casa entrou,
Senhora Santana
quando nesta casa entrou,
Trouxe cravo,
trouxe lírio,
trouxe flor de laranjeira,
trouxe cravo,
trouxe lírio,
trouxe flor de laranjeira. 


ponto de Preto-velho para Nossa Senhora Santana 





Textos
http://cethrio.vilabol.uol.com.br/modelos/preces.htm#Prece%20%C3%A0%20Nan%C3%A3%20Buruqu%C3%AA
Jamberesu: as cantigas de Angola Por Mário Cesar Barcellos (*)
imagens da internet desconheço os autores

quarta-feira, 29 de junho de 2011

KAÔ CABECILÊ! SALVE XANGÔ!

No alto daquela pedreira 
tem um lírio que Xangô plantou
Xangô, Kaô
Kaô Cabecilê!

Quando ele grita lá do alto da pedreira
As aves voam em seu louvor em revoada.
Os rios correm por mares e cachoeiras.
Os negros cantam em seu louvor
e tudo isso em homenagem a Xangô!
Xangô Kaô,
 Atotô, Yemanjá e Oxum.
Ôôôôôôôôôô Xangô 
Ôôôôôôôôôô Kaô 

Nzaze e, nzaze a,
Nzaze e, maiongolê, maiongolá!
Nzaze kilambô, ae ae
Kumbela nzaze.
Nzaze kilambo, ae ae
Bela nzaze!(*)



(clique na imagem)




sábado, 25 de junho de 2011

OXUMARÉ

imagem: Oxumaré por Gil Abelha


O Arco-Íris toma para si, o que não presta...
O Arco-Íris também toma para si,
A benção de Angola!


Fonte: Jamberesu - Cantigas de Angola - Mário César Barcellos - Ed.Pallas

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO - OXUM


Ó puríssima Virgem Maria, por vossa Conceição Imaculada e gloriosa prerrogativa de Mãe de Jesus alcançai-me de vosso amado filho a perseverança no bem, a humildade, a caridade, a pureza do coração, do corpo e da mente.
Assim seja!



Baixai, baixai, Ó Virgem da Conceição
Maria Imaculada para tirar toda perturbação.
Se tiver praga de alguém,
desde já seja retirado,
levando para o mar adentro 
para as ondas do Mar Sagrado.

Oxum, por Carybé
Mamãe Oxum, estrela guia
Dos filhos que choram de aflição
Iluminai a nossa estrada
Oh, Mãe Oxum! 
Luz de amor e compaixão.

sábado, 4 de dezembro de 2010

EPARREI, OYÁ! - SALVE SANTA BÁRBARA!

O dia de hoje é delas!


O iá, o iá, o iá e,
O iá Matamba(*) di kakarukaia, zinge.
O iá, o iá, o iá e,
O iá Matamba di kakarukaia, zinge o!
(Governa, governa, governa, sim,
A velha Matamba governa desde cedo.
Governa, governa, governa, sim,
A velha Matamba governa desde cedo! (Desde muito tempo.)



Santa Bárbara virgem dos cabelos loiros
Ela vem descendo com sua espada de ouro.**
Saravá!


Segundo Fernandes Portugal em seu livro "Curso de Cultura religiosa afro-brasileira, "Eparrei" é uma louvação a um dos raios de Oyá.
Conheça mais sobre a cultura afro na página do Professor da USP Reginaldo Prandi.
Saiba também quem foi Santa Bárbara, segundo o catolicismo.
Pra finalizar, não deixe de visitar o belíssimo site de Maria Bethânia


AXÉ PARA TODOS!

Fonte: (*)O inquice Matamba  corresponde ao orixá nagô Iansã - Letra da cantiga de Matamba e quem ela é,  estão no livro "Jamberesu - As Cantigas de Angola" de Mário César Barcellos - Ed. Pallas 


Leia também: Iansã, a transgressora pela vida


Imagem de Iansã por Carybé em África saberes e práticas



Imagem de Santa Bárbara - arquivo pessoal - desconheço o autor
(**) Ponto de Umbanda
Vídeo: Youtube

domingo, 28 de março de 2010

O ENCANTO DOS ORIXÁS

imagem: Zélio Fernandino de Morais


O encanto dos Orixás
por Leonardo Boff


Quando atinge grau elevado de complexidade, toda cultura encontra sua expressão artística, literária e espiritual. Mas ao criar uma religião a partir de uma experiência profunda do Mistério do mundo, ela alcança sua maturidade e aponta para valores universais. É o que representa a Umbanda, religião, nascida em Niterói, no Rio de Janeiro, em 1908, bebendo das matrizes da mais genuina brasilidade, feita de europeus, de africanos e de indígenas. Num contexto de desamparo social, com milhares de pessoas desenraizadas, vindas da selva e dos grotões do Brasil profundo, desempregadas, doentes pela insalubridade notória do Rio nos inícios do século XX, irrompeu uma fortíssima experiência espiritual.

O interiorano Zélio Moraes atesta a comunicação da Divindade sob a figura do Caboclo das Sete Encruzilhadas da tradição indígena e do Preto Velho da dos escravos. Essa revelação tem como destinatários primordiais os humildes e destituídos de todo apoio material e espiritual. Ela quer reforçar neles a percepção da profunda igualdade entre todos, homens e mulheres, se propõe potenciar a caridade e o amor fraterno, mitigar as injustiças, consolar os aflitos e reintegrar o ser humano na natureza sob a égide do Evangelho e da figura sagrada do Divino Mestre Jesus.

O nome Umbanda é carregado de significação. É composto de OM (o som originário do universo nas tradições orientais) e de BANDHA (movimento inecessante da força divina). Sincretiza de forma criativa elementos das várias tradições religiosas de nosso pais criando um sistema coerente. Privilegia as tradições do Candomblé da Bahia por serem as mais populares e próximas aos seres humanos em suas necessidades. Mas não as considera como entidades, apenas como forças ou espíritos puros que através dos Guias espirituais se acercam das pessoas para ajudá-las. Os Orixás, a Mata Virgem, o Rompe Mato, o Sete Flechas, a Cachoeira, a Jurema e os Caboclos representam facetas arquetípicas da Divindade. Elas não multiplicam Deus num falso panteismo mas concretizam, sob os mais diversos nomes, o único e mesmo Deus. Este se sacramentaliza nos elementos da natureza como nas montanhas, nas cachoeiras, nas matas, no mar, no fogo e nas tempestades. Ao confrontar-se com estas realidades, o fiel entra em comunhão com Deus.

A Umbanda é uma religião profundamente ecológica. Devolve ao ser humano o sentido da reverência face às energias cósmicas. Renuncia aos sacrifícios de animais para restringir-se somente às flores e à luz, realidades sutis e espirituais.

Há um diplomata brasileiro, Flávio Perri, que serviu em embaixadas importantes como Paris, Roma, Genebra e Nova York que se deixou encantar pela religião da Umbanda. Com recursos das ciências comparadas das religiões e dos vários métodos hermenêuticos elaborou perspicazes reflexões que levam exatamente este título O Encanto dos Orixás, desvendando-nos a riqueza espiritual da Umbanda. Permeia seu trabalho com poemas próprios de fina percepção espiritual. Ele se inscreve no gênero dos poetas-pensadores e místicos como Alvaro Campos (Fernando Pessoa), Murilo Mendes, T. S. Elliot e o sufi Rumi. Mesmo sob o encanto, seu estilo é contido, sem qualquer exaltação, pois é esse rigor que a natureza do espiritual exige.

Além disso, ajuda a desmontar preconceitos que cercam a Umbanda, por causa de suas origens nos pobres da cultura popular, espontaneamente sincréticos. Que eles tenham produzido significativa espiritualidade e criado uma religião cujos meios de expressão são puros e singelos revela quão profunda e rica é a cultura desses humilhados e ofendidos, nossos irmãos e irmãs. Como se dizia nos primórdios do Cristianismo que, em sua origem também era uma religião de escravos e de marginalizados, “os pobres são nossos mestres, os humildes, nossos doutores”.

Talvez algum leitor/a estranhe que um teólogo como eu diga tudo isso que escrevi. Apenas respondo: um teólogo que não consegue ver Deus para além dos limites de sua religião ou igreja não é um bom teólogo. É antes um erudito de doutrinas. Perde a ocasião de se encontrar com Deus que se comunica por outros caminhos e que fala por diferentes mensageiros, seus verdadeiros anjos. Deus desborda de nossas cabeças e dogmas.


(Leonardo Boff é autor de Meditação da Luz. O caminho da simplicidade. Vozes 2009.)


Mais sobre Zélio Fernandino de Morais em Acervo Ayom

sexta-feira, 19 de março de 2010

O TARÔ E OS ORIXÁS

imagem: A Imperatriz - Tarô de Marselha, ilustrado por Kris Hadar


Encontrei no "Feedjit" do blog, um visitante que chegou aqui, procurando pela equivalência entre os Arcanos do Tarô e os Orixás.
Pergunta interessante.
Nesta busca, o visitante foi direcionado para a postagem sobre o Xultun, o tarô Maia.
Fui até lá  para ver se havia alguma referência sobre isso no texto, e não há.
Então, me lembrei que no referido livro de Diana de Assis, ela faz uma relação entre os Arquétipos do Xultun e os Orixás na descrição de cada carta.
Em particular acho que tarô e orixá não tem nada haver, uma vez que os Orixás não respondem a jogos com cartas.
Suas comunicações são pelo jogo de búzios, é uma outra energia.
Já ouvi muita gente dizendo que Iemanjá é  A Papisa, A Imperatriz,  A Estrela e até A Temperança... uma por estar ligada a intuição e segredos, a outra por ser considerada "a Mãe", e as duas últimas por estarem com ânforas derramando e temperando as águas.
Diana de Assis,  relaciona cada arquétipo do Xultun com os planetas, e algumas vezes com o próprio orixá.
Cada selo (kin) maia é regido por um planeta e é aí que, pelo menos para mim, começa a "confusão" é bem provável que hajam mais Orixás e Selos Maia do que planetas, mas vamos lá!


Arcanos no Xultun/Tarô clássico/Orixá equivalente:


O Louco/O Louco/ Exú (sim ele é um Orixá)
O Mago/O Mago/Iemanjá (neste caso a autora relaciona o orixá ao deus Netuno/elemento água e ao selo 1, O Dragão)
A Sacerdotisa/A Sacerdotisa/Orixá Tempo
A Imperatriz/A Imperatriz/Obaluaiê
O Imperador/O Imperador/Xangô
O Xamã/O Papa/Oxóssi
Os Enamorados/Os Enamorados/não há
O Carro/O Carro/não ha
O Cacto/A Justiça/Oxum
O Eremita/O Eremita /Exú
A Roda da Fortuna/A Roda da Fortuna/não há
A Força/A Força/não há
O Pendurado/O Pendurado/não há
A Morte/A Morte/não há
A Temperança/A Temperança/Oxóssi
O Diabo/O Diabo/Xangô e Obaluaiê (esta referência é com relação ao planeta Júpiter Solar, regente do selo 15, A Águia)
A Torre/A Torre/Iroko (Orixá Tempo)
A Estrela/A Estrela/não há
A Lua/A Lua/não há
O Sol/O Sol/não há
O Julgamento/O Julgamento/não há
O Mundo/O Mundo/não há


imagem: Iemanjá, por Carybé - África Saberes 

No livro O Tarô Sagrado dos Orixás (Ed. Pensamento), de Zolrak,  a correspondência entre os Arcanos do tarô e os Orixás fica mais "estranha" ainda. Para ele nem todos os orixás tem arcanos correspondentes, veja a lista como está no livro:

O Mago - O Babalorixá
A Papisa - OXUM*
A Imperatriz - IEMANJÁ*
O Imperador - OXALÁ*
O Papa - não é citado
Os Enamorados - O Casal
O Carro - OGUM*
A Justiça - XANGÔ*
O Eremita - OMOLÚ*
A Roda da Fortuna - OXUMARÉ*
A Força - não é citado
O Pendurado - O Prisioneiro Escravizado
A Morte - IKU
A Temperança - O Anjo custódio
O Diabo - O Diabo
A Torre - Aldeia
A Estrela - O Homem
A Lua - A Lua
O Sol - O Sol
O Julgamento - O Karma
O Mundo - A Terra
O Louco - O Expulso

Na realidade foram citados  apenas *7 orixás, porém são cultuados pelo menos 16, aqui no Brasil.
Não dá para fazer esta conta. Estas correspondências entre Tarô/Orixá acabam  quase sempre deixando a desejar.