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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

ARCANO VIII - A JUSTIÇA


Descrição
Uma mulher de semblante severo, com o barrete dos magistrados, está sentada num torno com espaldares imponentes. Empunha com a mão direita uma espada e com a esquerda segura uma lança de ouro.

Simbolismo
Sem fim nem começo, o OITO é um número cósmico. As influências de Vênus e Saturno trazem a necessidade de verdade e justiça assim como intensificam a lógica, o raciocínio e as estruturas.
A Justiça, representada desde a Antiguidade por traços femininos, nos lembra TÊMIS, sempre simbolizada com a balança, a espada e a venda nos olhos em sinal de imparcialidade. A Justiça Divina de nosso Tarô traz na cabeça o barrete judiciário ao qual está superposta uma pequena coroa de ouro. Esse emblema da soberania, que indica os rigores da lei, é decorado com o signo solar, o que vem a confirmar que as ações se executam em plana claridade.
Como o Imperador, ela porta o colar trançado da força e da união. Na mão da razão, empunha a espada do poder e da bravura. Concedendo total poder à mão que a impunha, essa espada poderá abater-se brutalmente para punir os maus e proteger os bons.
Na mão esquerda, a balança de ouro nos lembra que a incorruptibilidade é a própria base de toda justiça. Sinônimo de equilíbrio, prudência e ordem, esse instrumento serve à pesagem das coisas materiais e também à dos atos e intenções. Instalada sobre um trono de espaldares maciços, a Justiça alia a estabilidade à disciplina. Implacável exará sua sentença com severidade.

Sentimental
Ela é o indicio de um bom julgamento em face das relações sentimentais. A retidão e a honestidade conferem um bom equilíbrio aos contatos afetivos. Entretanto, pode, algumas vezes, assinalar uma falta de flexibilidade nos hábitos ou acentuar uma certa frieza nas conversas amistosas. A Justiça, assim como o Sumo Sacerdote, legaliza as uniões.

Profissional
As profissões que tem ligações com o Direto ou a Administração são favorecidas. Esta lâmina permite restabelecer o equilíbrio nos momentos de desordem. Toda análise no quadro de uma evolução profissional será bem julgada.

Espiritual
A Justiça Divina, guiada pela razão, pode abrir-se à harmonia cósmica.

Saúde
Os brônquios são frágeis e devem-se temer dificuldades respiratórias.

Síntese
A Justiça estrita e severa traz estabilidade aos que a buscam. A espada prestes a se abater vai cortar e permitir a liberação.


Fonte do texto: ABC do Tarô - Colete H. Silvestre - Circulo do Livro/1996 Fonte da imagem:http://insightfulvision.com/gallery-arcanes1.php

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A JUSTIÇA - Tarot de Waite

 

A Justiça é o Arcano XI. É o 19º caminho da Árvore da Vida que liga Chesed, a força universal criativa, anabólica e Geburah, a força destrutiva, catabólica. O Arcano XI, a Justiça, é o equilíbrio constante destas duas forças. As antigas formas têm de ser destruídas para que novas formas sejam construídas. É o caminho do eterno movimento, do processo contínuo.
Quando o Viajante aprende a ouvir a sua voz interior, pergunta-se: "Que quero eu?", "Qual a finalidade da minha existência?". Para responder a estas perguntas necessita ouvir o Sumo Sacerdote e ver através dos olhos do Imperador. Agora os "tens de..." deixam de fazer sentido.

É uma carta de discernimento. Saber discernir é ser sábio. Existem forças que se digladiam dentro de cada um. Existem medos, lados obscuros que fazem parecer que a razão está fora deles. As noções de certo e errado, de pecado e benção são formas de aprisionar a alma, de impedir que cresça, respondendo aos seus impulsos mais profundos. Saber ver no escuro é uma questão de aprender a acender a Luz.

A carta de Justiça é uma carta de bom-senso, de tolerância, de versatilidade. Parar para ver para além da aparente escuridão. Não impedir que a Força, que está em cada um, fique acorrentada por medos e enganos. Calar e ver fundo são a forma de atuar com Justiça. Assim, a energia criativa poderá continuar a projetar na direção adequada ao seu movimento. É uma carta de Grande Sabedoria. A Justiça é um ato de Amor e versatilidade. Na ausência de rigidez acontecerá o movimento, fluido e bem direcionado.

Saber escolher, decidir, cumprir a tarefa. Ser Sábio é a carta de Justiça, não esquecendo que a tolerância faz parte deste processo. Ser tolerante não significa ser cúmplice com o que não concordamos. Significa aceitar a diferença e ser benevolente com o erro. Ser justo é, também, saber perdoar.

No movimento da carta Justiça o processo de auto-estima tem grande significado, pois só quem aprende a perdoar é que ama completamente. Amar os nossos defeitos é transformá-los de uma forma sábia, sem repressão, com bom-senso positivá-los. Perceber que o certo e errado não são tão estanques quanto parecem. Perceber que nada é estanque. Que tudo pode ser alterado desde que, com bom-senso, seja percebido o erro. Esta é a carta da Justiça.

Fontes: