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sábado, 30 de novembro de 2013

ATRIBUTOS DOS MONASTÉRIOS - ENTREGA DO SER - Faixa 3

Continuando as transcrições das partilhas de Trigueirinho, segue abaixo a 3ª faixa de uma série de 84: 
"Alargar limites e arrancar as rochas que não se aplainam por si"

A partilha propriamente dita, começa aos 19:53 minutos (texto em azul), uma vez que antes disto, Trigueirinho faz uma explicação do que são estes atributos e da forma como o grupo Entrega do Ser poderá trabalhar com os mesmos.


Baixe e ouça em http://www.irdin.org.br/acervo/detalhes/12463

Nós vamos estudar o Atributo número 3 do Grupo Entrega do Ser que diz: Alargar limites e arrancar as rochas que não se aplainam por si.
Esse grupo A Entrega do Ser, não representa uma atitude passiva nossa, por causa da palavra entrega. A entrega do ser não é uma passividade mas ela dá muito trabalho e, se nós omitimos todas as etapas deste trabalho ou uma delas, a entrega fica incompleta. Este grupo da Entrega do Ser, ele apresenta estas quatro etapas, estas quatro fases do trabalho e como são 12 os Atributos há três Atributos para cada fase, para cada etapa. E como nós já estudamos quase todos os Atributos deste grupo, então nós já temos condições de ver o grupo como um todo e ver estas quatro etapas, porque aí vamos nos aprofundando neste trabalho de Entrega do Ser. Esses Atributos, esses 12 da Entrega do Ser, foram colocados aqui numa certa ordem e esta ordem é a ordem das etapas, mas isto não quer dizer que a gente não possa vivê-los ou que a gente não possa estudá-los concomitantemente, ou começar por um Atributo fora da ordem das etapas. A ordem cronológica não é importante, então nós vamos ver os Atributos que compõem cada etapa, vamos ver um deles hoje, mas vocês compreendendo e sentindo a necessidade de trabalhar A Entrega do Ser, podem começar por qualquer um. Então, nós falarmos em etapas aqui neste grupo de Atributos, não quer dizer que vocês sigam a ordem das etapas, mas que façam, que vivam os Atributos segundo a atração que sentirem por eles.
Entregar o Ser, que é um trabalho longo e minucioso, num certo sentido, entregar o ser é mudar radicalmente a posição da nossa consciência. Como não se pode fazer isto de uma vez, você não pode fazer uma volta de 180 graus com a consciência, tudo de uma vez, então os Atributos são 12 e eles vão cobrindo as etapas pra se dar esta reviravolta mas, onde se chega com estes Atributos com a  Entrega do Ser é numa mudança radical.
Que mudança é esta? É a mudança que todos devem fazer um dia, mas que não tem consciência de que devem fazer esta mudança, isto é, a consciência comum, a consciência humana, o ser que ainda não se entregou, que não fez a sua entrega, a consciência deste ser está sempre no centro de tudo, então, ele está no centro, ele é o ponto focal de tudo. O que ele vê, o que ele sente, o que ele percebe, tudo é em função de ser com ele, dele estar no centro, percebe... Todo mundo é assim, quem ainda não está entregue.
Então, é o que se passa comigo, é nisso que eu me baseio para agir, não é? Quase todo mundo é assim. E isto é realmente a entrega zero, porque se você reage, se você age, se você vive, se você decide em função do que se passa com você, como todo mundo faz, você realmente não entregou nada, você pensa que entregou. Então você tem um modo de ver as coisas e você começa a determinar tudo segundo aquele modo que você tem de ver as coisas, ou segundo aquele modo que você tem de sentir as coisas, de perceber as coisas; e aqueles que são mais inteligentes dizem: " bom, eu vou basear tudo no meu modo de compreender as coisas". Não é isto que todas as pessoas boas fazem? Esta gente toda não está entregue, porque eles se baseiam neles, eles se baseiam no que eles sofrem, no que eles passam, no que eles percebem, no que eles vêem, no que eles compreendem. Mesmo que ele esteja compreendendo uma coisa, como compreendem os sábios, ele não está entregue, porque ele está se baseando no que ele compreende. Ele está se colocando no centro de tudo e isto é a consciência comum, desde os menos evoluídos até os mais evoluídos. Quando na entrega do ser, quando o ser está entregue, isto não existe mais, porque aí, não está nada mais sendo baseado em mim como centro, não é naquilo que eu estou sentindo, nem percebendo, nem compreendendo e nem vivendo. Não é nisto que eu estou me baseando. Isto pode continuar existindo, mas eu não me baseio nisso. Então o trabalho de entrega do ser, não é bem você se oferecer assim como você é, porque assim como você é, serve para bem pouco. Porque você vai fazer uma coisa de um outro jeito, mas você está sempre no seu centro, percebe? Então entrega do ser não é isto. Você dizer: "eu me ofereço pra isto, eu me entrego pra isto, esta é a minha entrega". Isto tudo é muito nobre, é muito bonito, mas entrega não é bem isto. Entrega é você deixar de estar no centro. É de você determinar as coisas, não por aquilo que você está percebendo, sentindo ou vivendo ou vendo ou compreendendo. Esta gente pensa que está entregue mas não está. A entrega começa quando você se baseia não no que se passa como você, mas quando você se baseia no que se passa com todos.
E qual é a gradação da entrega? Quando é que nós estamos mais ou menos entregues?
Nós estamos menos entregues, quando nós começamos a nos basear naquilo que se passa com o outro, com aquilo que nós estamos compreendendo do outro, e vamos estar cada vez mais entregues, quando nos baseamos com o que se passa em maior número de seres.
Então, o menos entregue, ele está se baseando no que se passa com o outro, que ele está percebendo. A entrega vai aumentando na medida que você vai percebendo o que se passa cada vez com um maior número de seres. Isto é que é entrega. Não é você estar disponível 4 horas por dia, depois fica disponível 8 horas por dia, fez uma entrega, não isso aí é outra coisa. Você faz uma entrega e você está fazendo a entrega e a sua entrega está se ampliando é quando você deixa de ser o centro e coloca o outro no centro, ou coloca alguns outros no centro ou coloca um grupo no centro e aí quando você coloca uma outra coisa no centro, não mais você, aí é que começa a entrega e esta entrega vai aumentando é quando você vai se baseando num maior número de pessoas e de seres e a entrega é completa, se se pode dizer isto, é quando você já sente todos. Então aí a consciência vai aumentando, esta é a entrega que vai aumentando. Então você vai por etapas.
Então se há uma entrega perfeita, você se baseia na necessidade de todos. Você está vivendo em função de todos. Você saiu do centro e não é um outro ser ou um grupo que tomou o centro, porque isto é uma entrega pela metade. O que tomou o centro, foram todos e, a entrega é para todos, e quando há um ser realmente entregue, ele como centro não existe mais e nenhum ou outro como centro ou grupo. Nada disto existe mais. Então o que está no centro são todos. O que está no centro é o TODO.
E essa entrega gradual, este movimento gradual, vai dando ao ser a capacidade ser onisciente, de ser onipresente, de perceber todas as coisas. Então, esta entrega é muito longa. Ninguém está entregue só porque se dedica a uma coisa. Ele está se dedicando a uma coisa, ele está no centro ainda, é ele que está de dedicando.
Então, estes Atributos nos levam a isto, ou vão nos levando a isto e, agora que nós já estamos mais ou menos com todos presentes, nós podemos já trabalhar esta Entrega do Ser de uma forma mais adulta. Podemos trabalhar esta Entrega do Ser um pouco além das nossas atitudes conosco no centro, porque enquanto sou eu, fazendo as  coisas como eu vejo, como eu acho, como eu sinto e como eu preciso, eu nem comecei esta entrega realmente.
Então, o início do trabalho é você ir se entregando, mas você está no centro, porque é você
que está se entregando. Isto é o início. Isto é o começo. Lá no fim, você já está vivendo, sentindo, percebendo, você está em função de todos e isto é muito importante, porque aí nós entramos num ritmo mais adulto e perdemos tantas ilusões de fazer tudo de melhor e de bom pra nós mesmos, com a desculpa de que é o bom e de melhor, e dizer que está entregue. E o próprio ritmo destes 12 Atributos vai nos levando pra esta Entrega mais ampla ou cada vez mais ampla, que nunca é completa.
Então dos 12 Atributos vamos vê-los em grupo de três, porque aí temos as quatro etapas, as quatro fases desse trabalho de entrega. Os três primeiros Atributos, nós iriamos chamar de fase ativa da entrega.
Como semente, não só romper a própria casca, mas perfurar o solo, este é o primeiro da fase ativa, porque diz romper, perfurar, isto subintende uma ação, interna ou externa, mas isto subintende uma ação.
O segundo Atributo Expressar a Vontade mesmo nas fases de transição, expressar também é ação.
E o terceiro Atributo, que é o de hoje, Alargar limites e arrancar as rochas que não se aplainam por si,  isto é ação.
Então hoje nós estamos no terceiro Atributo da ação. Hoje nós estamos chegando a um trabalho de aperfeiçoar a nossa ação.
Então nós temos esta primeira fase da entrega que é uma fase ativa e pelos Atributos, pelos três primeiros, vocês vão ver de que ação se trata, pra você estar numa entrega ativa.
Então não tem nada a ver com ações físicas, são todas ações de todo o ser, são ações da consciência.
Além dessa fase ativa, na Entrega do Ser, nós temos a segunda fase que é a fase da observância, observância das leis, observância do Atributo e essa fase da observância começa com:
Reverenciar perpetuamente.
Na simplicidade, chegar à Essência.
Reconhecer o impulso que leva à Realidade.
Aí vocês têm a fase da Observância, neste movimento da Entrega do Ser.
A terceira fase da Entrega, depois da entrega ativa e depois da observância das leis da entrega, a terceira etapa é a etapa de trabalho interior e os Atributos também nos ajudam neste trabalho interior. Tanto nos ajuda na ação, quanto nos ajuda na observância das leis da entrega, quanto nos ajuda neste trabalho interior e é simples reconhecer quais são os Atributos do trabalho interior:
Buscar em primeiro lugar a Fonte de Vida e deixar que o Regente coordene o seu ser. Aqui se fala em Fonte de Vida, aqui se fala em Regente e, para nós, no nosso nível de consciência, não há coisa mais profunda. Então isto é trabalho interior, na energia dos Atributos.
Depois o oitavo Atributo, que também é trabalho interior: Construir as bases, elevar as paredes e, então, entregar a Nova Morada. 
A Nova Morada, isto tudo diz respeito a vida interior. Nada disto é vida aqui fora e, o nono Atributo da fase do trabalho interior, que é Trabalhar e viver em solidão, tendo como única fonte de impulso o próprio mundo interior.  Aqui as palavras são bem claras.
Então na Entrega do Ser nós temos os Atributos da fase ativa, que são os primeiros três, temos os Atributos da fase da observância, que são os três seguintes, temos os Atributos da fase do trabalho interior, que são o sete, o oito e o nove e temos finalmente os Atributos da confirmação que são os três últimos:
Nem se punir, nem manter autocompaixão nem autocomplacência.
O outro, Estar no lugar correto e colaborar com as Hierarquias.Tudo isto é confirmação, isto são confirmações. Isto são os Atributos finais e o último Ter o Eterno como única Verdade. 
Que é a confirmação final da Entrega do Ser. Então para nós vermos este de hoje Alargar limites e Arrancar as rochas que não se aplainam por si, será bom que a gente veja o grupo todo da Entrega do Ser, desta forma, porque aí vocês vão depois, nos seus momentos de tranquilidade, nos seus momentos de estudo, de silêncio, vão ver isto como um Todo, para poderem absorver mais estes Atributos que restam.

(19:53) Então para Alargar limites, nós podemos entender muitas coisas, porque nós podemos estar alargando os nossos limites gradualmente e isto faz parte deste Atributo. Mas Alargar limites e Arrancar as rochas que não se aplainam por si, isto já é um alargamento de limites mais avançado, porque uma coisa é você estar alargando seus limites, ampliando a sua consciência. Uma coisa é você estar empurrando os seus hábitos, as suas idiossincrasias, as suas maneiras de pensar, não é? Você vai empurrando estas coisas todas, você vai rejeitando estas coisas todas, isto não deixa de ser alargar limites.
Então você vai empurrando aquilo que você é, você vai deixando de lado, você vai deixando pra trás, você vai alargando os seus limites, mas Arrancar as rochas que não se aplainam por si, isto já é um alargamento de limites um pouco mais decidido, porque estas Rochas que não se aplainam por si, são aquelas características nossas, aqueles nossos pontos que a gente não conseguiu transformar, ou que a gente não conseguiu transmutar.
Então veja que, durante a Entrega, você tem a transformação, durante a Entrega você tem a transmutação, você tem todos esses trabalhos. Mas Arrancar uma rocha que não se aplaina por si, esta... esta não vai resolver nem com a transformação que você fez até agora e nem com a transmutação que você conhece. Porque que aqui está escrito a palavra ROCHA?
Esta ROCHA, isto está querendo dizer, o que há de mais antigo em você. O que há de mais duro. O que há de mais ancestral em você, e isto, claro que você não conhece.
Você não conhece, porque rocha quer dizer uma coisa realmente muito antiga para nós.
Então, o que não se aplaina por si, isto podem ser aqueles aspectos nossos, aqueles nossos pontos, aquelas impressões, aquelas recordações, aquele modo de ser, que está nos nossos átomos permanentes, por isto é que diz ROCHA. Aquilo está muito arraigado, aquilo está como uma rocha nos nossos átomos permanentes, no nosso átomo permanente físico, no nosso átomo permanente astral e no nosso átomo permanente mental, e o que está nesses átomos e, que não é rocha, que são outras coisas, você consegue transcender através da transformação, da transmutação. Se você aprender a arte de se transformar, você aplaina muita coisa no seu ser. Se você tiver a Graça da Transmutação, você também aplaina muitas outras coisas, mais antigas, mais as rochas da Lemúria ou até anterior, quando nós éramos Reino animal, muito mais antigo que a Lemúria, neste planeta, isto são as rochas que não se aplainam por si. Então aqui é preciso realmente uma força especial. Uma decisão especial, porque isto que faz parte do ser, isto é muito antigo. Isto é rocha.
Isto tem que ser arrancado. Isto tem que ser arrancado, porque o ser  não está entregue com isto. Então aqui, estes Atributos, entram numa fase mais adulta. Nós estamos com coisas no nosso ser, para serem entregues, para serem arrancadas e que não será com as nossas forças, e que não será com a nossa transformação, que chega até a um certo ponto e não será com a transmutação, mas há necessidade de outra força, há necessidade de uma outra energia aqui. Então, como é que nós vamos arrancar estas rochas, ou como estas rochas vão ser arrancadas? Aqui precisa uma sintonia, precisa uma sintonia. Aqui não tem que fazer força. É um trabalho, mas não é um trabalho de fazer força.  Não se arranca estas coisas do ser fazendo força. Estas coisas que não se aplainam por si, esta se resolve com sintonia, por isso é que a linhagem dos Espelhos  é a linhagem deste grupo Entrega do Ser.
A linhagem dos Espelhos está neste grupo, representa a entrega do ser total e perfeita, por causa da sintonia. O Espelho representa sintonia, então este é o Atributo da Sintonia. Embora esteja falando de arrancar, de alargar, de rocha, ele é muito delicado. Então está falando de alargar, de arrancar, está falando de coisa dura, mas é o mais delicado de todos.
E aqui precisa uma sintonia cada vez mais fina, que precisa um alinhamento. Aqui precisa uma intenção cada vez mais desinteressada, cada vez mais sobre-humana, para realmente arrancar estas rochas. O ser humano tem que entrar em sintonia... com que plano?
Não é o caso de estar examinando. Porque estas rochas são realmente muito seguras no nosso ser, isto é muito antigo. Então esta sintonia, ela é para ser aperfeiçoada, ela é pra ser trabalhada, ela é pra ser assumida. Como se esta sintonia fosse para ser trabalhada perpetuamente, sempre. Mesmo porque, esta sintonia vai servir para outras coisas, em outras etapas, isto vai servir para outras coisas.
Quando nós cantamos um Atributo, ou quando nós usamos um Atributo desses, no momento da nossa oração, no momento da nossa Entrega, no momento do nosso silêncio, nós podemos fazer isto em nome da sintonia, porque aí a energia segue a nossa intenção. A energia segue um pensamento. Segue o nosso movimento. Então você pode estar cantando este Atributo ou pode estar pronunciando este Atributo com várias intenções. Se isto for feito como sintonia, se isto for usado para você estar mais sintonizado, com algo que você não sabe o que é, que você não imagina, como os Espelhos. 
Os Espelhos sintonizam, mas isto é infinito. Este programa, esta trajetória de um Espelho, de um ser Espelho, isto é infinito. Isto não tem fim. É como esta sintonia.
Então você tem que ter uma atitude, uma atitude de alinhamento sem limites. Você não tem nunca que ficar esperando. Já está sintonizado. Percebe o espírito deste Atributo! O Espírito disto. Então você busca sintonia sem estar examinando se a sintonia está correta, se você está fazendo bem, o que está acontecendo com a sintonia, aonde vai chegar. É a sintonia pela sintonia. Você vai se alinhando, vai buscando esta coisa interna, esta coisa superior, esta coisa suprema, esta coisa abstrata que não tem nome. Não tem definição pra você. É isto o que arrancam estas rochas; e antes de passar por esta experiência de você fazer esta sintonia com esta simplicidade, com esta ausência de teoria, porque aqui não tem nenhuma teoria sobre nada, estas rochas não se arrancam se você começa a teorizar, aqui trata-se de você estar em sintonia. Parece muito abstrato, mas não é. Isto é uma necessidade de todo ser Espelho. Isto é uma necessidade, ele está nesta linhagem. Se ele está nesta linhagem, se este Grupo de Atributos é desta linhagem, quem está trabalhando isto tem uma necessidade suprema desta sintonia, porque aqui não se trata de receber mensagens, nem de ficar fazendo comunicações. Isto tudo é o terra a terra dos Espelhos. Esses Atributos não estão nesse ponto. Esta é a sintonia que você não está calculando como ela está. Isto é uma sintonia pura. Existe essa sintonia de você estar se esforçando para sintonizar, como você está ali numa mesa de som, está trabalhando, está atento pra aquilo estar muito sintonizado. Esta não é uma sintonia material. Isto não é sintonia que se faça com aqueles botões que você vai apertando e que vai girando. Não é esta sintonia que se trata, quando se trata de Espelhos. Não é esta sintonia. Esta sintonia é aquela que se faz na maior simplicidade da tua entrega, em outras palavras, é aquela sintonia que acontece quando você está deixando de ser o centro daquilo que você vive, daquilo que você faz, daquilo que você pensa, daquilo que você busca, enfim, de toda a sua ação. Porque não se entende, não se concebe uma Hierarquia Espelhos com aquele ser no centro, com entidades no centro. O que está no centro ali, é realmente o TODO. Então estes Atributos tem essa energia, todos os Atributos desta série. Agora este terceiro é muito especial, porque se vocês refletirem um pouco ou se vocês tentarem visualizar o que são estas rochas que não se aplainam por si, que são aquilo que vocês tem dentro, ou tem nas células e que vocês não conseguem nem detectar, não conseguem nem saber o que é, mas sabem que está lá, isto aqui precisa sintonia, isto precisa você estar realmente voltado para esta coisa superior, você voltado pra esta coisa infinita sem colocar limite algum, sem colocar limite algum, sem colocar nenhum ponto de chegada. Por isso é que o Atributo diz "alargar limites". Agora alargar limites, como se disse, depende de cada um. Depende do que cada um vai fazendo neste trabalho. Mas você vai alargando seus limites, você vai fazendo força, você vai se entregando, você vai renunciando mas, você na Entrega do Ser vai chegar num ponto que é pura sintonia, puro Espelho e é aí que estas coisas se resolvem. Isto é um setor do Monastério realmente dos mais especiais pra esta época na qual esta humanidade da superfície concreta e que vive encarnada dentro de uma mente concreta, precisa alargar seus limites para entrar em sintonia ou com a raça futura ou com outros setores da raça humana atual que certamente não estão na vida física, não estão no plano físico e não estão na vida externa. Então aqui é realmente uma questão de sintonia e não é aquela sintonia de você ficar com dor de cabeça de tanto pensar na sintonia é o contrário. E há aqueles Seres Espelhos que atingiram uma tal maturidade que nem pensam mais na sintonia, já estão sintonizados. Então aqui se chega nesta etapa que o Atributo está indicando. Nesta etapa ativa e que depois vai passando para a fase da observância de algumas leis que estavam incluídas em tudo isto que se disse, no trabalho interior e finalmente no confirmar-se. Porque estas coisas não adianta nós dizermos "vou fazer'"e vai fazendo, porque estes caminhos são árduos. Quando você resolve fazer e vai fazendo, você vai passar por tantas provas, que você vai precisar se confirmar o tempo todo, porque a todo momento acontecem coisas pra te provar e a prova neste grupo da Entrega do Ser é esta. As provas são todas colocando a ênfase em você como centro das coisas. E a prova vem, você se sentindo o centro das coisas. " Então eu vou fazer porque eu estou sentindo isto, eu vou fazer porque eu acho que é assim, eu vou fazer porque estou fazendo o meu melhor". Isto tudo não tem nada a ver com a Consciência Monástica da Entrega do Ser. Você vai começar a fazer realmente esta Entrega Maior, quando não for mais você que está no centro, mas o que está no centro são todos e você vai entrando nesta totalidade, você vai entrando nesta Consciência Total realizando gradualmente todos os Atributos deste grupo. Repetimos, não ordenadamente, porque nós podemos ter já recordações de trabalhos espirituais anteriores, em vidas passadas. Nós podemos ter já bases construídas em vidas passadas de caminho que já fizemos. Então, de repente nós vamos pegar um Atributo que está lá no fim, lá no décimo segundo lugar e aquele o nosso começo e isto precisa ter realmente uma certa sintonia pra ir percebendo, não aquela sintonia que o grupo de Atributos da Entrega do Ser vai nos levar a fazer, mas o início da sintonia, o início desse alinhamento, que é o nosso Eu Interno, o nosso Eu Superior, depois o nosso Espírito, depois o nosso Regente, já que tudo isto é nominado neste grupo de 12 Atributos. Quando você tenta colocar em pratica esses Atributos imediatamente chega uma prova proporcional ao teu empenho. A prova vem na proporção da sua vontade de realizar aquilo. Então você pode ter uma vontade muito sincera, uma intenção grandiosa, você pode ter uma intenção pura, você pode estar decidida, honesta, sincera, dentro daquilo, a prova vem na proporção de tudo isto. Então quanto mais sincero você é, quanto mais autêntico você é, a prova vem em relação a isto. Enfim, a prova acompanha a tua intenção. A prova acompanha a tua proposta. Senão que prova seria? Seria uma prova para um indivíduo mais fraco. Seria uma prova para um ser que trabalha menos coisas ou que não trabalha nada, isto não é prova. A prova vem na proporção da tua compreensão. Então você já compreende muitas coisas, você já se sente muito evoluído, então você tá bem no centro da tua atenção, aí vem a prova, aí vem uma prova do tamanho da tua compreensão e é aí que eu quero ver você passar. Então esta entrega do ser é uma energia muito ampla, muito ampla e nós esperamos com estes dois ou três Atributos que no faltam, depois deste, a irmos ampliando esta nossa intenção diante da Entrega e realmente sairmos deste jardim da infância de dizer " eu vou fazer isto porque eu estou entregue" porque entregue não é isto, isto é entrega aqui no mundo, não é a Entrega Monástica, não é a Consciência Monástica da Entrega que é outra coisa, outro plano, outra Consciência e que não tem absolutamente nada a ver com coisas da Terra, é realmente você se deslocar de ser o centro da tua vida, de ser o centro da razão de tudo o que você faz e colocar ali todos. TUDO e TODOS. É disto que se trata com estes Atributos.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

ATRIBUTOS DOS MONASTÉRIOS - ENTREGA DO SER - Faixa 2

Continuando as transcrições das partilhas de Trigueirinho, segue abaixo a 2ª faixa de uma série de 84:
"Expressar a Vontade, mesmo nas fases de transição".

A 1ª faixa pode ser lida e ouvida em: http://arcanodezenove.blogspot.com.br/2013/10/atributos-dos-monasterios-entrega-do-ser.html


Hoje vamos refletir sobre o atributo Expressar a Vontade, mesmo nas fases de transição, que é o número dois do grupo Entrega do Ser.
É importante que a gente compreenda o que é a energia da Vontade, que não é o mesmo que desejo, não é o mesmo que desejo humano, porque é a energia da Vontade e não o desejo, que leva a realização interna. Se nós desejarmos a realização interna, se nós desejarmos o contato e a vida interior, nós não vamos conseguir, porque o o desejo não basta é preciso para isto a Vontade. O esforço que nós fazemos, o esforço é um produto da personalidade, o esforço é feito pela personalidade humana, mas a Vontade não tem nada haver com esforço. A Vontade começa a acontecer, começa a fluir, quando a personalidade se integra e se une com a alma. Então nós usamos o esforço para integrar a personalidade, usamos o esforço para alinhar os nossos corpos e tudo isto é esforço humano que nós temos que aplicar. Então, aplicando esforço, nós nos aplicando, nos dedicando, nós vamos alinhando os nossos corpos e vamos fazendo um contato com a alma. É a partir daí que começamos a conhecer a Vontade. Tudo o que nós fazíamos antes e conhecíamos antes eram variações do desejo, mas é quando nós nos alinhamos com a alma, quando começa a fluir a energia da alma é que nós vamos conhecendo a Vontade, vamos experimentando esta energia, que é extremamente poderosa e que é muito diferente do desejo e muito diferente de fazer as coisas com esforço. Quando se faz as coisas com esforço nós estamos conectados com níveis intermediários do nosso ser, mas quando a Vontade começa a fluir, a Vontade faz a maior parte. A Vontade é Criadora, porque a Vontade ela está conectada com níveis muito mais profundos nossos e esta Vontade que vem de níveis mais profundos, isto é uma energia que nós começamos a manifestar através da mente. Então não existe um ato físico de Vontade, na realidade. A Vontade ela é canalizada e ela chega na mente e é na mente que ela irradia para os corpos, que ela irradia para a personalidade.
Então veja que a mente, está acima do emocional, está acima deste desejo cego, deste desejo pouco inteligente. Desejo que segue impulso, seguem instintos, seguem hábitos, emoções, isto surge no emocional, isto surge no plano astral ou surge na mente que ainda não está imbuída da Vontade, da mente que ainda não está canalizando a Vontade. Então, se nós não estivermos polarizados na mente, se nós não estivermos com a nossa mente muito em foco, nós não chegamos a perceber esta energia, nós não chegamos a receber isto, não chegamos a perceber e não ficamos conhecendo uma vida com Vontade, não ficamos conhecendo esta situação de ser a Vontade ou de ter Vontade. Disse que é preciso uma mente relativamente educada para ela começar a receber a Vontade, para ela reconhecer isto, receber, assumir e começar a irradiar, começar a passar isto para os corpos ou para a personalidade. A mente então, tem que estar preparada para receber isto, porque se não a mente se degrada, a mente desce ao nível de desejo e fica com estes movimentos humanos que vem do desejo. Porque que quando nós falamos em desejo, nós ligamos logo a nível humano e quando falamos em Vontade estamos falando de outro nível? Quando nós como eu consciente, começamos a nos entregar a níveis mais profundos, nós vamos começando a perceber através da alma esta energia da Mônada. A Vontade não vem da personalidade, a Vontade não vem dos nossos níveis humanos, os nossos níveis humanos vêem desejos mas não Vontade. A primeira fonte de Vontade em nós é a Mônada, que por sua vez, já está conectada com níveis mais profundos e nós sabemos que temos mais profundamente além da Mônada o Regente, este nosso núcleo bem sintonizado com o Plano Cósmico. É dali que vem a Vontade. A Vontade não começa no homem, a Vontade vem do Cosmos. A Vontade vem destes centros cósmicos, infinitamente magnéticos. É dali que vem a Vontade, e quem capta, quem entra em contato com esta energia é o Regente que passa isto para a Mônada, que passa isto para a alma e a alma passa isto para a mente.  Então esta Vontade não vem do ser humano, isto não surge no nível humano do ser, isto vem de um plano infinitamente maior, infinitamente mais alto. Então, para você colaborar com um plano evolutivo para a Terra ou para a humanidade, pra você colaborar com o serviço universal, você precisa de uma força, de um impulso que corresponda àquele nível, você precisa de um impulso que corresponda aquele plano de onde estas coisas provém. O plano evolutivo, o plano para o planeta, o plano para a humanidade isto não vem da mente de ninguém, isto não vem de nenhum ser humano, não vem da humanidade também, a humanidade é parte deste plano. Então, isto é uma coisa muito maior, muito mais vasta do que esta percepção humana, do que esta vontade em nível humano. Isto vem de mais alto, isto vem de mais profundo. Então quando nós renunciamos a este nível de desejo humano, quando nós renunciamos a isto muito conscientemente nós começamos a construir um canal de ligação com esta coisa real que é a Vontade. Então você não troca o desejo pela Vontade, porque a Vontade está num outro plano, a Vontade é uma força, uma energia, é um Raio que vem do plano Cósmico.
Você começa por renunciar ao desejo humano, você começa por rejeitar este desejo humano mas não para ficar sem nada, não para se tornar passivo. Quando você não se sujeita mais ao desejo humano e você começa a fazer este canal bem conscientemente, você começa a fazer esta ligação com a alma, com a Mônada e com o Regente, você não vai ficar vazio e nem passivo. Você vai ser realmente um prolongamento deste plano, você vai ser realmente um canal pra que este plano evolutivo possa se desenvolver, possa se aplicar aqui na vida terrestre. Então, nada de maior se faz com desejo. Pra nós estarmos bem sintonizados com o plano maior, pra estarmos além desta média de situação humana, pra entrarmos em um nível, pra entrarmos em um estado mais evoluído, mais avançado, mais elevado, nós precisamos desta Vontade. É esta Vontade, é esta energia, não é o desejo, é esta energia que leva a alma controlar os corpos, é que leva a alma a integrar a personalidade, que leva a alma a fazer com que a personalidade exprima coisas avançadas, coisas superiores, coisas elevadas enfim, desejo é coisa para as crianças e Vontade é outra coisa. Vontade é um outro nível de querer.
Do ponto de vista do planeta, esta força, esta energia é representada pelo Centro Miz Tli Tlan(*), representada por este Centro Planetário que capta a Vontade Cósmica, que a processa em termos que o planeta possa receber e assumir e que depois começa a irradiá-la para a órbita terrestre. Então nós temos dois caminhos ou dois processos para nos comunicar com esta Vontade, com esta energia. Um processo é você fazer o seu alinhamento com a alma, a alma fazer com a Mônada e a Mônada com o Regente e outro processo que pode ajudar neste, é a nossa compreensão, a nossa aproximação ou o nosso despertar pra este Centro Planetário que é a nossa aproximação interna com Miz Tli Tlan. Então, este Centro Planetário é o que desenvolve todo este processo da Vontade em nós especificamente e se nós quisermos conscientemente, colaborar com isto se nós tivermos um interesse ou se tivermos uma real necessidade de termos Vontade, de realmente dispormos desta força e desta energia, que está muito além do desejo, então, se nós tivermos esta necessidade, nós já podemos com o coração, podemos com a nossa devoção ou com a nossa mente, começarmos uma comunicação, uma sintonia com Miz Tli Tlan.
O Atributo do Monastério que diz: expressar a Vontade mesmo nas fases de transição, é muito ligado à nossa situação, ao que nós estamos vivendo neste momento, porque nós estamos vivendo uma transição muito fundamental pra nossa mudança de ponto evolutivo, pra nossa mudança de estado, que é a transição mental, a passagem da nossa consciência mental dedutiva, da nossa consciência mental racional, analítica, para uma outra consciência mental, uma consciência mental intuitiva, para um outro tipo de percepção. Então, nós estamos vivendo esta transição e é a esta transição que o Atributo se refere e nós precisamos da Vontade nesta transição, se nós ficarmos desejando ser intuitivos, se nós ficarmos desejando ter uma percepção superior, uma percepção maior com esta força do desejo, nós não chegamos à isto. Com a força do desejo nós começamos um controle mental, começamos nos preparar, começamos a formar um ambiente para termos um controle mental. Mas pra fazer realmente esta transição nós precisamos da Vontade, nós temos que atrair esta Vontade ou através de uma devoção tão ampla por Miz Tli Tlan, como por uma decisão, por uma opção de fazer este alinhamento interno e de chegarmos a núcleos mais profundos do nosso ser, partir dos quais esta energia começa a fluir.
Essa transição na qual nós precisamos de Vontade para fazê-la, para que ela aconteça, isto é um período intermediário entre dois ciclos, é um período intermediário entre este ciclo racional, este ciclo analítico, este ciclo pensante e o nosso próximo ciclo, que é um ciclo ligado a Mente Superior, que não tem nada haver com raciocínio e nem com análise e nem com deduções. Então é nessa transição que nós precisamos da Vontade. A Vontade quando é aplicada no meio de um ciclo, quando é aplicada durante um trabalho cíclico, ela tem muito efeito, só que ela é ligeiramente neutralizada pela própria vontade que está incluída no ciclo. Então, se nós estamos durante um ciclo de desenvolvimento a nossa vontade ali está colaborando a Vontade implícita naquele ciclo mas, numa transição, a nossa vontade não só é muito mais ativa, como a nossa vontade pode ser muito maior. Entre um ciclo e outro não há mais a energia total do ciclo que passou e não há ainda a energia do ciclo que está entrando totalmente presente. Então uma transição não é um momento em que a gente não esteja pleno. Uma transição como esta que nós estamos vivendo, é um momento de se desenvolver ao máximo possível esta energia da Vontade, porque numa transição nós não estamos contando com a Vontade original do que está passando e nem dispomos ainda da Vontade do ciclo futuro. Neste momento nós não dispomos mais da vontade que nós tínhamos no campo da dedução, no campo da disciplina mental, no campo do racionalismo.
Se nós quisermos ter vontade de voltarmos a tudo isto, se nós tivermos que ter vontade para ficar analisando as coisas, como fazíamos no ciclo passado, nós não vamos encontrar esta vontade em nós, porque isto está declinando, este tipo de vontade, isto está declinando com o ciclo que está saindo e se nós quisermos a Vontade que está implícita na percepção direta, na intuição, que esta energia é onipresente, está em tudo isto, mas nós ainda não temos isto completamente. Então, nós passamos no campo da vontade, passamos por provas muito intensas neste momento. Então você pode estar querendo aplicar a Vontade mas,  você está em prova, porque a vontade que você tinha, não tem mais e a Vontade  que você terá, você não tem ainda.
Então no campo na Vontade é preciso neste momento encontrar o próprio jeito de ter vontade, aqui a energia da Vontade tem que criar. O requisito pra isto, neste momento, é nós termos uma decisão totalmente tomada, totalmente resolvida de transcendermos este ego humano mesquinho, pequeno, é esta decisão de nós estarmos liberados destas forças do ego e estarmos já totalmente voltados para um energia mais universal. É só uma energia mais universal, é só uma renúncia a este pequeno ego, é só uma desistência de se continuar vivendo, de se continuar ativo neste pequeno ego, nestas coisas de personalidade, nestas reações de personalidade, é só uma decisão muito profunda neste sentido é que começa aqui a desenvolver este tipo de Vontade. Então, a Vontade que é necessária neste ciclo não é a vontade que nós conhecemos e nem a vontade que nós queremos, esta Vontade é algo que surge agora. Esta Vontade é algo que aparece, que se desenvolve à medida que você vai transcendendo este apego e esta tendência para tudo aquilo que é do ego humano.

- Vocês tem alguma pergunta à respeito deste tema?
- Trigueirinho?
- Pois não.
- Uma vontade que chama, vem lá de dentro, decisiva... e uma vontade de chegar a ela também...(não entendi o restante de pergunta para transcrevê-la) a 22min e 22 segs da partilha.
- Sim, teria que se ter uma vontade de se conectar com aqueles níveis, a vontade de se conectar com aquilo. O que vem daquilo é que é a Vontade que nós precisamos. Esta Vontade humana que nós dispomos, não é isto que vai construir o plano aqui. Esta nossa vontade, isto que nós dispomos hoje, isto não é o que vale para aquilo que deve ser construído, para aquilo que deve ser criado, para aquilo que deve ser desenvolvido na Terra, no planeta, na humanidade atual. Esta vontade que nós dispomos ela é suficiente para nós fazermos esta coligação e feita esta coligação é que nós vamos encontrar a Vontade adequada, é que nós vamos encontrar o grau de vontade adequado para a manifestação do plano aqui. Do plano evolutivo aqui. Isto tem haver com o 1º Raio, só que este atributo não está se referindo ao aspecto Poder da Vontade, está se referindo ao aspecto Vontade, do 1º Raio. Esta Vontade da qual estamos falando isto é como a metade do 1º Raio. Então, desenvolvido este processo, você estando conectada, você estando alinhada com a Vontade, aí começa a entrar o outro lado deste  Raio que é o Poder. Mas você não pode ter Poder, poder real, poder de verdade, enquanto não é uma Vontade Superior que está manifestando por seu intermédio. Primeiro é preciso que a vontade humana consiga este alinhamento e que através desta vontade humana, comece a fluir a Vontade Superior e é quando esta Vontade Superior surge no ser, quando o ser não tem mais vontade pessoal, não tem mais vontade do ego, quando o ser está fora deste engano, desta vontade pequena e quando ela já está dentro de uma Vontade Maior, é aí que o Poder, a outra parte do Raio, começa a se conectar com o indivíduo, começa entrar no processo e que a Vontade começa a se tornar poderosa. Poderosa quer dizer, capaz de colaborar com o plano evolutivo ou, estar em condições de ser um co-criador, de criar junto com a Criação. E realmente, nós teríamos que fazer um certo caminho na Vontade, teríamos que ser assistidos, teríamos que ser ajudados, ou teríamos que ser batizados por este Poder que é do mesmo Raio. Então começa com um trabalho sobre a Vontade depois prossegue com uma abertura para este Poder, até que este Raio esteja completo no indivíduo, até que este Raio esteja completo em um grupo, ou que este Raio esteja completo em todo o planeta, que parece que só vai acontecer em um ciclo futuro.
Mas nós como seres individuais ou como seres grupais podemos esta já trabalhando para isto, podemos estar já nos preparando pra isto e começar a manifestar coisas que antecipam o ciclo futuro, que antecipam a situação dos seres, que antecipam a situação da humanidade, a situação do planeta, isto é uma prévia, é uma experiência e pra isto tudo precisa Vontade. Desejo não leva a nada disto, pra isto precisa é esta outra energia.

- Pois não!
- pergunta formulada (Trigueirinho repete a pergunta): Como fazemos para diferenciar quando é desejo e quando é Vontade?
- O desejo geralmente, é para coisas da pessoa, é para coisas da Terra, é pra coisas humanas, é pra coisas materiais. O desejo está normalmente localizado aí nestas áreas. Quando começa a surgir a Vontade, quando a Vontade começa a surgir, existe uma ... não uma tendência, um impulso mesmo, no indivíduo de cumprir algo. É uma necessidade de cumprir. É uma necessidade de revelar. É uma necessidade de manifestar, mas isto não é definido, isto não é uma coisa da pessoa, do ser pessoal, do ser individual. Então enquanto se trata de coisas dele e de coisas pra ele, provavelmente é desejo da maior proporção deste movimento, porque quando começa a surgir a Vontade, a disposição e o impulso é para uma coisa muito maior e indefinida que não é para o indivíduo. Ele vai sentindo o limite dentro deste estado, ele vai vendo, ele mesmo vai percebendo que este desejo dele, que a coisa dele, a coisa pra ele, vai ficando nebulosa e que vai clareando é esta outra necessidade, que ele não sabe bem pra que é. E ele não deve saber mesmo, porque nada disso vem dele, isto vem de um outro plano e que acaba fazendo ponte com isto que ele tem dentro da Mônada, com isto que ele tem dentro da alma, acaba fazendo ponte com isto e aí quando faz a ponte com a alma a mente lhe diz, a mente o instrui, a mente colabora e vai, mas aí é numa direção que não é mais pessoal, que não é mais individual.
Para agir assim, nós temos um tipo de Vontade que vemos que é nova. Temos um tipo de impulso que nunca tivemos. Por mais que nós tivermos sido ambiciosos, por mais que nós tivermos sido desejosos das coisas, por mais que nós tivéssemos perseguido coisas humanas, aquilo que a gente usava pra conseguir, pra realizar, é uma sombra perto desta outra capacidade. Diante da Vontade, diante desta Vontade, não há nenhuma força externa, não há nenhuma pressão externa, não há nenhuma influência externa que possa tirar o indivíduo da sua sintonia, que possa demover o indivíduo de ser instrumento de uma realização, isto é Vontade. Você vê que o indivíduo tem Vontade, porque ele faz as coisas apesar do mundo, ele faz as coisas apesar de tudo, ele faz as coisas apesar de todos. Ele faz. Aquilo é Vontade. Aquilo é esta energia. É muito diferente daquilo que você faz mas desfaz, mas depois não faz mais, depois faz menos porque o outro não quer, porque a vida não deixa, porque as circunstâncias não permitem. Isto tudo não é Vontade, isto tudo são outras forças que vão levando o indivíduo pra esta outra posição, pra este outro estado. A mente é o instrumento que nós temos para recebermos a Vontade da alma, da Mônada e do Regente, isto tudo é através da mente. Se a mente não tiver uma estrutura que possa receber isto, esta Vontade fica nos planos superiores. O desejo também passa pela mente, também pode atravessar a mente, mas o desejo vem de um outro nível. O desejo vem de um nível abaixo do mental, o desejo é criado no nível emocional, o desejo é criado no nível astral e com a participação da mente maior ou menor e o desejo também pode ser canalizado pela mente mas, esta Vontade está acima, acima da mente, esta Vontade usa a mente para canalizá-la, mas não vem da mente.

- A aspiração...
- Aspiração é aquele sentimento, é aquele movimento que nós dispomos para atrair tudo isto. É aspiração. É você aspirar, você não pode dar ordens para um processo deste. Você pode aspirar a passar por um processo deste e é a aspiração que nos abre, que nos predispõe, é a aspiração que se comunica com tudo isto e que começa então, a abrir as portas para que tudo isto vá começando. Você aspira a partir do seu interno, a partir do centro do teu ser. Você aspira a partir de seus melhores sentimentos e essa aspiração, este desejo muito, muito purificado, este desejo muito sutilizado, este enobrecimento do desejo, porque aspiração subintende-se que seja positiva, não!? Que seja evolutiva. Então, esta aspiração vai criando um clima para isto e vai abrindo todas as portas para isto acontecer e aí isto começa a descer. A mente é a transmissora disto tudo. A mente transmite lá pra cima a sua aspiração, a mente canaliza a sua aspiração para o alto e a mente canaliza esta Vontade quando ela começa a descer. A mente é um ponto aí, de ligação.
Agora a mente não deveria passar deste ponto de ligação e de transmissão, porque se a mente começar à esta altura, a manifestar as suas qualidades puramente mentais, ela pode desvirtuar a aspiração, que vem da alma, que vem deste centro mais interno, ou ela começa a humanizar, ela começa a racionalizar com tudo aquilo que desce desta Vontade. A mente serve como meio de transmissão e será muito bom que a mente aí não comece a apresentar as suas tendências, as suas características e aí o desejo de que a mente seja assim, fala muito para a mente. A mente está próxima do desejo. Então se existe este desejo de que isto tudo aconteça, a mente absorve isto logo, isto deixa a mente mais flexível, este desejo, deixa a mente mais flexível. É um material que a mente absorve bem e se torna mais tranquila diante de tudo isto. Então o desejo não deixa de ser útil, apesar de que ele não serve para isto tudo aconteça, que isto desça. Este desejo serve para acalmar, isto serve para harmonizar e serve pra deixar a mente mais flexível neste sentido. A mente mais colaboradora de tudo isto.

- Seria una gracia? (Seria uma graça?)
- Como?
- Seria una gracia?
- Ah, sim. Com isto tudo preparado e com isto tudo em movimento, então aí é como se algo imponderável, eventualmente até fora do homem, desce um sinal, desce um impulso. Então é como se viesse uma confirmação, ou como se viesse uma autorização para  tudo isto acontecer. Então a gente diz que houve ali houve a graça. Isto veio de um nível mais profundo que estava observando. Nós somos observados por nós mesmos, em um nível mais profundo, como somos observados pela Inteligência Maior, pela Consciência Única. Somos observados. E é desses pontos de observação sobre o que se passa nesse nosso processo é daí que vem a Graça. Então nós temos uma graça menor, quando é uma graça que vem do nosso próprio ponto de observação para uma ajuda ali. E temos uma Graça Maior quando vem de um ponto de observação mais amplo, num certo sentido, fora de nós, ai é uma Graça Maior. A graça menor, aquela que parte do nosso próprio ponto de observação, a graça menor é para efeito de nós darmos um passo evolutivo, para compreendermos mais as coisas e a Graça Maior é para que a gente se torne mais inserido em um processo maior. A Graça Maior nos faz compreender, nos faz entender, viver coisas supra humanas, começamos a entrar em um processo mais amplo. Isto é por Graça Maior.
Mas nós precisamos de graças menores antes de termos uma Graça Maior. Nós precisamos de graças menores e precisamos aprender a esperar por esta Graça, precisamos aprender a contar com esta Graça, ter fé nesta Graça. Isto tudo é uma aprendizagem, porque se você sabe que precisa da graça e duvida da graça, você já está neutralizando este processo.
Você já está impedindo que isto aconteça. Então precisa que a gente seja educado para receber a Graça. Que a gente não duvide da Graça, que a gente não tenha dúvida que a Graça pode chegar a qualquer momento, que a gente não tenha dúvida disto. Que não haja nenhum restrição à esta Graça e isto é uma educação que nós vamos fazendo sobre nós mesmos. E se examinarmos as coisas que estão acontecendo em nós, ou as coisas que estão tendo início em nós, vocês vão ver que estão todas coligadas com a frutificação. Estão todas coligadas com os frutos que devem surgir de toda a nossa preparação. Esses primeiros frutos são delicados, esses primeiros frutos não são muito visíveis, mas eles estão aí e quando percebermos o fruto que demos ou aquilo que está frutificando, então zelar por aquilo, cuidar daquilo e deixar que este fruto amadureça e não cortá-lo ou interrompê-lo com as indecisões, com as dúvidas.


(*) Miz Tli Tlan
Atual centro regente do planeta, seu núcleo situa-se nos níveis intraterrenos dos Andes peruanos. Exprime a polaridade feminina da energia logóica, polaridade que predominará no novo ciclo da Terra.
Entrou em atividade a partir da presente transição planetária, substituindo Shamballa, que expressou a polaridade masculina e agora entra em recolhimento (vide Shamballa). Hoje Miz Tli Tlan é o maior Espelho ativo da Terra; seu nome, em Irdin, significa "homens sábios".
Capta o propósito divino para a Terra e é o mais potente centro intraterreno em manifestação no planeta. Até o momento não se projetou no plano físico, mas pode ser contatado nos planos internos da vida pelos que se preparam para penetrar a vibração de sua aura.
Recebe e transmite os  impulsos  emanados  daquilo  que esotericamente se chama coração do Sol,  impulsos  que asseguram  o  prosseguimento  da existência na Terra de acordo com parâmetros  evolutivos superiores.
O Logos planetário converge suas energias para o  interior  de  Miz Tli Tlan por intermédio de Amuna Khur,o  Senhor do Mundo. Partindo de Miz Tli Tlan, elas  se  espargem  por  todo  o planeta. Esse centro  regente  não  se    limita ao âmbito terrestre; como Espelho, abarca esfera s de consciência além da galáxia.
As emanações divinas dele irradiadas revelam-se como leis e princípios quando propagadas aos demais centros, os quais então se incumbem de conduzir a manifestação conforme padrões arquetípicos.
A consciência de Miz Tli Tlan é luz onipresente, permeada pela pura vida divina. As peculiaridades da sua civilização poderiam constituir ficção para o estado mental do homem da superfície da Terra, pois nela se vive segundo leis suprafísicas e leis da Supranatureza.
s habitantes de Miz Tli Tlan são sábios, unidos que estão à essência da vida. Pelo que emana de Miz Tli Tlan, a humanidade pode reconhecer a vontade espiritual e pautar sua vida por ela. Miz Tli Tlan responde às leis superiores e faz fluir para toda a Terra o amor divino.

Glossário Esotérico - Trigueirinho - Editora Pensamento

fonte:http://www.irdin.org.br/acervo/detalhes/12463

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

ATRIBUTOS DOS MONASTÉRIOS - ENTREGA DO SER - Faixa 1

Semana passada recebi um comentário em uma postagem do mês de Agosto/2013, sobre uma palestra de Trigueirinho que transcrevi para o blog porque achei muito importante tê-la ao alcance dos olhos e das mãos, para ser lida de quando em quando. 
Junto a esse comentário, que me comoveu bastante, tive a ideia de transcrever outras partilhas conforme meu tempo permitir.
Atendendo ao pedido do Gabriel (o comentarista), segue abaixo a primeira de uma série de 84 faixas, com o tema Atributos dos Monastérios.
A palestra pode ser ouvida e baixada em:
O texto não é meu, é apenas a transcrição, mas peço que, se por ventura alguém quiser copiá-lo, favor citar a fonte de onde retirou (o Arcano) pois, afinal deu muito trabalho (prazeroso) mas deu.
Em tempo nº1:
a parte do texto que está em itálico, foi a que mais me chamou a atenção.
Em tempo nº2: 
ao Gabriel e por extensão a todos os leitores desta postagem: que esta mensagem de Trigueirinho traga para você(s), aquilo que esteja(m) buscando em seu caminho evolutivo. Abraços e boa leitura!


Faixa 1 - Como semente, não só romper a própria casca, mas perfurar o solo

Então nós temos hoje o primeiro atributo de uma série de 84,este é o primeiro de todos, então ele contem em si o início e quase o fim do caminho o início para quem entra não neste caminho de busca é romper a própria casca e as etapas mais maduras que vem depois seria perfurar o solo e dependendo da profundidade aonde se chegar nós nos tornamos mais conscientes de certas leis superiores que regem o Cosmos visível ou invisível. Então, durante esta perfuração do solo vai haver etapas de conhecimento dessas leis e de nós tomarmos contato com estas leis e depois vai haver etapas nas quais nos cabe bem claramente expressar estas leis na vida externa também e aí já são etapas mais maduras deste processo e o Atributo diz como semente não só romper a própria casca, mas perfurar o solo, porque será que está aqui a palavra semente? Porque que nós estamos sendo chamados de semente aqui. Isto pode ter várias interpretações, mas, semente pode ser também uma primeira denominação da nossa vida impessoal, da nossa vida monástica, um sinal da impessoalização do nosso processo porque uma semente aqui pode estar significando que nós somos um toque, que nós somos uma semente de uma nova raça ou de uma nova humanidade. A nova humanidade, a nova raça é que são a coisa, é que são a entidade e nós somos as sementes que vamos dar naquilo, então isto é um toque muito impessoal e é um toque que é o início do caminho monástico. É nós nos considerarmos algo que vai entrar na criação de uma coisa maior e não nós nos considerarmos uma coisa individualizada. Então esta semente que está colocada aí, é aquilo que nós seríamos, isto é, um componente de uma raça futura, um componente da humanidade futura, assim seria o espírito de nós estarmos num monastério, como semente pra alguma coisa e não sendo alguma coisa já ali. Isto me parece bastante importante no inicio do exame desses atributos e, como semente, tanto nós podemos estar a serviço de uma raça nova neste mesmo planeta como muitos estão, assim como semente nós podemos estar como elemento de uma nova humanidade ou de um grupo humano ou de um outro grupo desta humanidade que deverá surgir, ou que deverá compor, ou que já faz parte da humanidade em um outro mundo embora a semente ainda esteja aqui. Então, existem dois tipos de preparação destas sementes. Umas sementes se preparam pra ser a próxima raça deste planeta, pra ser a nova raça deste planeta e outras sementes se preparam pra serem humanidade em outros lugares, em outros níveis, em outros mundos e, num monastério nós temos os dois tipos. Nós temos estes dois tipos de semente, sob um mesmo impulso, sob uma mesma força motriz porque a humanidade é uma só. A humanidade é uma mas, este processo de romper a própria casca e depois de perfurar o solo é um pouco conforme a semente, conforme isto que está aí enunciado. Esta semente ela está sempre sendo atualizada, ela está amadurecendo, ela está crescendo, e nela estão sendo atualizados valores, estão sendo atualizados critérios de crescimento, continuamente isto está acontecendo e, também podem estar sendo atualizados os objetivos desta semente, as metas desta semente, porque as sementes podem ter um desenvolvimento mais intenso e aí as sementes serem colocadas em outros escalões para irem para outros rumos. Então um monastério é uma coisa muito dinâmica, o monastério é uma coisa muito viva, e é um processo que não se repete, não se repete na própria semente, no próprio individuo, como não se repete grupalmente também, aquilo é dinâmico, aquilo é uma perene transformação, uma perene valorização daquilo que tem dentro, para ser expresso.
Do ponto de vista das sementes que estão se preparando para compor uma nova raça, neste mesmo planeta então romper a própria casca pra elas, significa elas transcenderem a consciência material e significa elas alargarem, elas ampliarem este sentido que toda semente tem de ser ela, de ser eu, porque ela se sente a semente mas ela no fundo é já a raça toda, na realidade ela é a raça toda, e se ela não rompe com esta casca, se ela não perde esta ilusão de ser ela então ai ela pode receber menos deste fluir, pode receber menos desta luz e desse poder que é o modelo para aquela raça, que é o modelo para aquele conjunto de sementes, e esta semente enquanto se considera ela, ela tem orgulho, ela tem separatividade, ela tem ambição, uma boa semente tem ambição espiritual, tem ambição a crescer. Então, tudo isto são as coisas que se trabalham no monastério. Tudo isso são as coisas que precisam ser liberadas, precisam ser soltas, precisam ser transcendidas e no inicio é preciso muito esforço para romper esta casca, muito esforço, porque a uma certa altura a semente pode ter a impressão que vai morrer, que vai deixar de ser, então a vida monástica não é muito fácil e também não é muito rápido esse processo, como se pode perceber, não?
Agora, não é rápido e precisa ser muito cuidadoso porque este sentido do eu, que esta semente tem, este sentido de ser ela uma coisa, isto no início, é uma base na qual a consciência maior ancora, assenta, pra poder estar aqui, então é preciso cuidado com estas sementes. Elas tem que romper a casca mas, aí não tem que acontecer uma separação entre esta coisa, esta consciência que deve ancorar aí, que deve rompê-la e que depois lhe dar forças pra ela possa começar a perfurar o solo. Então esta semente iludida de que ela é ela é muito importante no início isto, porque sem esta ilusão vivente não tem aonde a consciência que não tem forma, não tem aonde esta consciência ancorar; então, aqui a energia ou os raios que manifestam o monastério ou que manifestam este grupo monástico, os raios aqui tem que ter esta suprema sabedoria pra perceber quando é que isto tem que ser rompido, quando é que isto tem que ser destruído, pra que possa então começar haver uma perfuração do solo isto é, quando esta consciência começar a se aprofundar, quando esta consciência começar a entrar em contato com outros níveis, com outros planos da consciência única. Então é o atributo que tem o início e o final da nossa vida monástica, da nossa intenção de ser unidos com aquilo que é a consciência única. Se nós não vivermos este processo de romper a casca e de começar a penetrar o solo, se nós não vivermos este processo no ritmo correto e se não vamos tomando conhecimento destas etapas na época adequada, o que acontece é que nós começamos a participar destas condições caóticas em que se encontra a superfície da Terra. Mas se nós participamos da ruptura desta casca, no caso de alguns que ainda estão se esforçando bastante pra romper esta casca, ou pra acabar de romper esta casca, e no caso de outros, que já estão perfurando este solo, já estão caminhando num terreno mais desconhecido, num terreno mais misterioso, porque ninguém sabe o que tem um pouco mais lá dentro, mas sem isto, sem nós estarmos vivendo este processo, corre-se o risco de nós participarmos e nos envolvermos com esta situação caótica, presente na parte externa da Terra, e de perdermos a consciência do trabalho que está sendo feito internamente, interiormente no nosso ser ou na nossa essência interna. Então, perdendo-se a ilusão de que a semente é ela e se estando mais, um pouco mais coligado com esta ideia maior, com esta ideia da raça humana, com esta ideia da humanidade, porque aqui são sementes de humanidade, então estando mais ampliado isto tudo, a perfuração do solo e o aprofundamento disto é apenas uma questão de chegar o momento de acontecer e a intensidade desta perfuração, o ritmo deste aprofundamento é também uma questão da Consciência Maior estar trabalhando aí, e esta Consciência Maior estará levando em conta a condição do material com o que ela conta. No caso de nós seres humanos, Consciência Maior está levando em conta também para efeito desta perfuração, as condições dos nossos corpos, as condições do nosso ser externo e se as condições do nosso ser externo não suportarem um certo ritmo, se a aspiração desta consciência for suficientemente grande e intensa, esta perfuração pode se dar nos níveis inconscientes, pode se dar internamente. Mas se nós participamos de uma raça ou se nós já estamos participando de alguma forma da nova humanidade, isto se dá de qualquer maneira, os nossos veículos possam ou não possam suportar certos impactos.
Então é por isso que às vezes os veículos precisam se adaptar, os veículos precisam reconhecer que certas coisas não podem deixar de acontecer com eles e aqui acontece uma purificação do veículo, acontece uma adaptação de partes do veículo, mas isto é trabalho da Consciência Maior, isto é trabalho das Hierarquias que nós encontramos, reconhecemos em tantos outros atributos, não... que não são este, é o trabalho das Hierarquias sobre esta semente ou já sobre esta consciência.
A opção da consciência de começar esta perfuração e depois de prosseguir esta perfuração, esta opção é algo estabelecido entre a consciência e o todo e a consciência única, aqui não há possibilidade de ninguém interferir, nenhuma Hierarquia, por maior que seja pode entrar aqui, então esta consciência firma esta espécie de destino com a consciência única, ela mesma faz isto e aqui realmente nenhuma força pode entrar. Isto é um processo da consciência, a consciência livre. Aqui não há possibilidade de intermediário. Depois que esta firma, depois que esta coligação é reconhecida pela consciência iludida de ser ela mesma, porque a gente de semente passa a ser consciência iludida de ser ela mesma, tudo isto o monastério tem que abrigar, tudo isto o monastério tem que receber e tratar, educar, curar, construir, de forma que é uma vida muito interessante, uma vida muito rica e muito dinâmica. Neste trabalho de perfurar o solo, neste trabalho de ir aprofundando esta vida da consciência nos vários planos, nos vários níveis é muito importante na época atual é fundamental a participação e a presença de Erks(*), então é por isso que o trabalho teve início com Erks, porque aqui é fundamental Erks no início desta perfuração. O primeiro toque aqui, é dado por Erks. Isto porque Erks detém o conhecimento da evolução da humanidade cósmica, não só da Terra. Então, pra tocar num ser terrestre, ou pra tocar num ser que está aqui na Terra de alguma forma polarizado, quem faz este toque tem que conhecer a humanidade cósmica toda porque está lidando com uma partícula desta humanidade cósmica. Então é por isso que o trabalho todo começou com Erks.
Bom, quando entra aqui Mirna Jad, que é o outro centro planetário que rege tudo isto e porque que isto não entrou logo de início na nossa consciência? Não entrou logo de início na nossa consciência porque Mirna Jad trabalha isto, Mirna Jad trabalha esta perfuração, quando uma parte da nossa consciência interior já está num relativo controle dos corpos, daquilo que tem que romper ou, daquilo que já rompeu, Mirna Jad entra depois. Mirna Jad entra pra este efeito quando este processo já está em andamento e à medida que esta consciência começa a se voltar para dentro dela mesma...
Vocês se lembram que quando a gente lidava com Erks, a gente estava com fotografias de naves, né? A gente estava indo lá vendo as naves e as naves nos recebendo... mas isto tudo tinha que se interiorizar, tinha que se voltar para dentro, aqui já estava entrando Mirna Jad. Então isto tudo, esta consciência tinha que se voltar para dentro dela mesma e não para toda esta irmandade que, pra efeito de impressões dela, está fora, ainda.
Então, aqui é que entrava Mirna Jad, quando isto tinha que se voltar completamente para dentro, então aqui estamos em plena perfuração, estamos em plena perfuração e esse processo então com Mirna Jad, este processo que nós estamos vivendo hoje, neste momento deste centro espiritual, e neste momento deste grupo, já é um momento em que as consciências estão decididamente se voltando para dentro e se percebe isto, se percebe isto na intensão das pessoas, se percebe isso até no ritmo das pessoas, até no ritmo externo das pessoas, se percebe isso. Bem diferente do início, isto é um outro momento, isto é uma outra profundidade da perfuração que está acontecendo. Mas o trabalho em si, o trabalho aqui, o trabalho do centro espiritual ou o trabalho da Figueira, não abandonou àqueles que ainda tem que alimentar a aspiração a tudo isto, e ele também não abandonou o trabalho de servir de ponte com Erks. Tanto assim que como vocês perceberam, nem no plano físico nós podemos cortar o fio com Erks, tem que ter um representante de Erks aqui fisicamente, porque isto continua a ser ponte, porque nem todos fizeram esta ponte completamente estabelecida com Erks, estão rompendo, a semente está sendo rompida, a casca está sendo rompida, mas a ponte com aquele impulso inicial ainda não está pronta, ainda não está feita. Então, o trabalho tem que servir de ponte com isto e o trabalho também tem que harmonizar estas consciências, ou estas sementes, ou este trabalho de perfuração, tem que harmonizar isto com a aura de Mirna Jad, tem que harmonizar isto
com o seu centro seguinte, ou com o seu momento seguinte. Então aqui nós temos um trabalho que alimenta a nossa aspiração, temos o trabalho, o mesmo trabalho que ajuda a fazermos a ponte com aquilo que dá o impulso pra esta perfuração começar, e temos o trabalho que harmoniza o ser que já está se aprofundando com a aura de Mirna Jad e aqueles seres que intimamente, que internamente já chegaram num certo nível de perfuração e que já estão harmonizados com Mirna Jad, então aí o trabalho os introduz, o trabalho os coloca mais próximos daquela área da consciência de Mirna Jad, ou daquele templo interno de Mirna Jad aonde a raça é criada, aonde a raça é desenvolvida, a nova raça ou a nova humanidade de outros mundos, segundo o nível com que esta consciência se identifica lá na consciência Mirna Jad. Este trabalho é feito em nós continuamente, a gente saiba ou não saiba, tenha ou não consciência, isto é feito perenemente fora do nosso conceito de tempo, fora do nosso conceito de espaço, não? ... e fora também do nosso conceito de encarnação na matéria, porque isto pode estar influindo, isto pode estar mexendo com as nossas células mentais, emocionais ou etéricas-físicas, mas isto está muito intenso é nos nossos planos internos.
Nós podemos entrar em contato com isto diariamente, quando estamos em sono profundo,isto é, nossa consciência recolhida, no máximo grau de recolhimento que ela pode ter, cada vez que nós estamos em sono profundo, sem sonhos, nós estamos em contato bem consciente com isto. Quer dizer, este processo não está sendo feito à revelia nossa, porque em sono profundo nós sabemos disso, em sono profundo, nós experimentamos isto, porque neste momento de sono profundo, tudo aquilo que é a nossa consciência individualizada, seja a semente, seja aquele consciência que ainda se considera ela mesma, naquele momento de sono profundo, isto é como se fosse diluído. Então, naqueles momentos, naqueles segundos, a cada dia, desse dos nossos, a cada momento em que nós estamos em sono profundo isto está se imprimindo em nós, isto está se aprofundando em nós, isto está existindo de forma mais ampla em nós. Então nós poderíamos estar muito atentos a como despertamos, na hora do nosso despertar estarmos muito atentos, porque podemos ter dado algum passo enquanto estivemos em sono profundo, algo novo pode ter acontecido para nós, pode ter acontecido em nós.
Então naquele momento do despertar, aquele momento em que nós retornamos do sono, estar atento ali um pouco. Estar ali um pouco quieto, estar ali observando, porque aí podemos nos dar conta do trabalho que foi feito. Podemos nos dar conta de que nós podemos externamente também estar diferentes, porque estamos mudando a cada momento, estamos mudando a cada dia que passa; mas na hora do despertar, ali nós podemos nos dar conta e se nós nos dermos conta de que fomos tocados, ali se trata de nós não abandonarmos aquela impressão e de sairmos pra vida diária com esta impressão bem nítida, porque isto vai determinar uma mudança na nossa vida diária também, isto vai determinar uma mudança da nossa atitude na vida diária, porque aí se nós tínhamos tanta aspiração, esta aspiração agora pode naquele momento ser conduzida, pra na vida diária, naquele novo dia que vai começar nós aplicarmos aquilo que foi realizado, aquilo que aconteceu no sono profundo, porque ali não há dúvida, não há dúvida pra quem desperta, que algo aconteceu, e esses centros planetários e todas essas energias, todas estas forças, tudo que trabalha com isto, está muito atento as nossas reações, tudo isto está muito atento a como nós nos sentimos, a como nós reagimos, está muito atento. Então basta que nós quando despertarmos percebemos que houve qualquer coisa, nos identificarmos com aquilo e aspirarmos ser aquilo, aspirarmos manifestar aquilo, isto é notado, isto é notado, isto tem uma resposta e este processo desta perfuração ele é então intensificado e aqui é que existe a diferença entre um processo e outro. Porque  é intensificado o processo daquele que aspira e que faz este trabalho de querer que aquilo se exteriorize, que aquilo seja aqui fora também e que não seja um processo apenas secreto, apenas inconsciente, mas que isto seja aqui também e isto é notado. E aqui está a diferença de intensidade entre o processo de um e de outro, está dependendo da aspiração e está dependendo da correta canalização daquela aspiração, porque não se trata de aspirar a chegar lá no fundo, nós não precisamos nos preocupar com isso, aqui se trata de aspirar ser aqui fora o que está acontecendo lá dentro, não sei se eu estou me explicando, aqui não se trata de dizer "eu quero ser iniciado", aqui se trata de você ser aqui fora o que está se passando lá dentro de você, e mesmo que você não saiba nada, mesmo que você não compreenda nada e mesmo que você não perceba nada, você aspire a ser o que está se passando porque isto está se passando, nós somos todos filhos de Erks, nós somos todos filhos de Mirna Jad, nós somos todos filhos do único e o trabalho nesta raça agora é este, então temos que ser bons aspirantes e então, perfurar o solo não é esta ambição de ir lá pro fundo não porque não vai pro fundo, você é levado, você não vai em lugar nenhum, você é levado, então não tenha ambição nenhuma aqui porque dizem que a ambição é a última que morre, ambição vai até o fim mascarada de muitas coisas.
Então aqui se trata de aspirar realmente ser aqui fora tudo isto que você não sabe bem o que é, não sabe mesmo, mas não se preocupe e caminhe e vá porque há uma certa altura desta perfuração se começa a compreender alguma coisa, não tudo, mas alguma coisa e uma das primeiras coisas que se compreende é que foi tudo certo, que não houve enganos.
De forma que aspirar a ser aquilo que está acontecendo com a raça isto neste momento é algo que faz parte deste atributo isto é, a vida deste atributo.


(*)Erks = É o centro iniciático para a humanidade terrena. Desvela a vida espiritual aos que podem conhecê-la e coloca-nos diante dos limiares da existência divina.

A 2ª FAIXA PODE SER LIDA E OUVIDA EM
http://arcanodezenove.blogspot.com.br/2013/11/atributos-dos-monasterios-entrega-do.html