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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

A pluralidade dos mundos / Júpiter e alguns outros mundos


Sombrero Galaxy in infrared light (Hubble Space Telescope and Spitzer Space Telescope)



A PLURALIDADE DOS MUNDOS
Quem não teria perguntado, considerando a Lua e os outros astros, se esses globos são habitados? Antes que a ciência nos tivesse iniciado quanto à natureza desses astros, disso se podia duvidar hoje, no estado atual dos nossos conhecimentos, há, pelo menos, probabilidades; mas fizeram-se a essa idéia, verdadeiramente sedutora, objeções tiradas da própria ciência. A Lua, diz-se, parece não ter mais atmosfera, e, talvez, água. Em Mercúrio, tendo em vista a sua proximidade do Sol, a temperatura média deve ser a do chumbo fundido, de sorte que, se houver chumbo, deverá correr como a água dos nossos rios. Em Saturno, é tudo o oposto; não temos termo de comparação para o frio que nele deve reinar; a luz do Sol, ali, deve ser muito fraca, apesar do reflexo das suas sete luas e do seu anel, porque, a essa distância, o Sol não deve parecer senão como uma estrela de primeira grandeza. Em tais condições, pergunta-se se seria possível viver.
Não se concebe que, uma semelhante objeção possa ser feita por homens sérios. Se a atmosfera da Lua não pôde ser percebida, é racional que disso se infere que não exista? Não pode estar formada de elementos desconhecidos ou muito rarefeitos para não produzir refração sensível? Diremos a mesma coisa da água ou dos líquidos que nela existam. Com relação aos seres vivos, não seria negar o poder divino crendo impossível uma organização diferente da que nós conhecemos, quando, sob os nossos olhos, a previdência da Natureza se estende com uma solicitude tão admirável até o menor dos insetos, e dá, a todos os seres, órgãos apropriados ao meio ao qual devem habitar, seja sob a água, o ar ou a terra, seja mergulhados na obscuridade ou expostos ao clarão do Sol? Se não tivéssemos jamais visto os peixes, não poderíamos conceber seres vivos na água; não faríamos uma idéia da sua estrutura. Quem poderia crer, ainda há pouco tempo, que um animal pudesse viver um tempo indefinido no seio de uma pedra! Mas, sem falar desses extremos, os seres que vivem sob o fogo da zona tórrida poderiam existir nos gelos polares? E, todavia, há, nesses gelos, seres organizados para esse clima rigoroso e que não poderiam suportar o ardor de um sol vertical. Por que, pois, não admitiríamos que seres possam estar constituídos de modo a viverem sobre outros globos e num meio todo diferente do nosso? Seguramente, sem conhecer a funde a constituição física da Lua, dela sabemos o bastante para estarmos certos de que, tais como somos, ali não poderíamos viver, tanto como não o podemos no seio do Oceano, em companhia dos peixes. Pela mesma razão, os habitantes da Lua, se pudessem vir à Terra, constituídos para viverem sem ar, ou num ar muito rarefeito, talvez muito diferente do nosso, seriam asfixiados em nossa espessa atmosfera, como o somos quando calmos na água. Ainda uma vez, se não temos a prova material e visual da presença de seres vivos em outros mundos, nada prova que não possam existir, cujo organismo seja apropriado a um meio ou a um clima qualquer. O simples bom senso nos diz, ao contrário, que assim deve ser, porque repugna à razão crer que esses inumeráveis globos que circulam no espaço não são senão massas inertes e improdutivas. A observação nos mostra, deles, superfícies acidentadas por montanhas, vales, barrancos, vulcões extintos ou em atividade; por que, pois, não haveriam seres orgânicos? Seja, dir-se-á; que haja plantas, mesmo animais, isso pode ser; mas seres humanos, homens civilizados como nós, conhecendo Deus, cultivando as artes, as ciências, isso será possível?
Seguramente, nada prova, matematicamente, que os seres que habitam os outros mundos sejam homens como nós, moralmente falando; mas, quando os selvagens da América viram desembarcar os Espanhóis, não duvidaram mais que, além dos mares, existia um outro mundo cultivando artes que lhes eram desconhecidas. A terra é salpicada de uma inumerável quantidade de ilhas, pequenas ou grandes, e tudo o que é habitável está habitado; não surge um rochedo no mar que o homem não plante, no instante, sua bandeira. Que diríamos se os habitantes de uma das menores dessas ilhas, conhecendo perfeitamente a existência das outras ilhas e continentes, mas, jamais havendo tido relações com aqueles que os habitam, se cressem os únicos seres vivos do globo? Nós lhes diríamos: Como podeis crer que Deus haja feito o mundo só para vós? Por qual estranha bizarria vossa pequena ilha, perdida num canto do Oceano, teria o privilégio de ser a única habitada? Podemos dizer outro tanto de nós com respeito às outras esferas. Por que a Terra, pequeno globo imperceptível na imensidão do Universo, que não se distingue dos outros planetas nem pela sua posição, nem pelo seu volume, nem pela sua estrutura, porque não é nem a menor nem a maior, nem está no centro e nem na extremidade, por que, digo, seria, entre tantas outras, a única residência de seres racionais e pensantes? Que homem sensato poderia crer que esses milhões de astros, que brilham sobre as nossas cabeças, tenham sido feitos para recrear a nossa visão? Qual seria, então, a utilidade desses outros milhões de globos imperceptíveis a olho nu, e que não servem nem mesmo para nos clarear? Não haveria, ao mesmo tempo, orgulho e impiedade em pensar que assim deve ser? Àqueles que a impiedade pouco toca, diremos que é ilógico.
Chegamos, pois, por um simples raciocínio, que muitos outros fizeram antes de nós, a concluir pela pluralidade dos mundos, e esse raciocínio se encontra confirmado pela revelação dos Espíritos. Eles nos ensinam, com efeito, que todos esses mundos são habitados por seres corpóreos apropriados à constituição física de cada globo; que, entre os habitantes desses mundos, uns são mais, outros são menos, avançados do que nós do ponto de vista intelectual, moral e mesmo físico. Ainda mais, hoje, sabemos que podemos entrar em relação com eles, e deles obter notícias sobre o seu estado; sabemos, ainda, que não só todos esses globos são habitados por seres corpóreos, mas, que o espaço está povoado por seres inteligentes, invisíveis para nós por causa do véu material lançado sobre a nossa alma, e que revelam a sua existência por meios ocultos ou patentes. Assim, tudo é povoado no Universo, a vida e a inteligência estão por toda parte: sobre os globos sólidos, no ar, nas entranhas da terra, e até nas profundezas etéreas. Haverá, nessa doutrina, alguma coisa que repugne à razão? Não é, ao mesmo tempo, grandiosa e sublime? Ela nos eleva pela nossa própria pequenez, diferentemente desse pensamento egoísta e mesquinho que nos coloca como os únicos seres dignos de ocupar o pensamento de Deus.



JÚPITER E ALGUNS OUTROS MUNDOS
Revista Espirita,1858

Antes de entrarmos nos detalhes das revelações que os Espíritos nos fizeram, sobre o estado dos diferentes mundos, vejamos a quais conseqüências lógicas poderemos chegar, por nós mesmos e unicamente pelo raciocínio. Reportando-se à escala espírita que demos no precedente número, pedimos às pessoas desejosas de aprofundarem seriamente essa ciência nova, estudarem com cuidado esse quadro e dele se compenetrarem; nele encontrarão a chave de mais de um mistério.

O mundo dos Espíritos se compõe de almas de todos os humanos desta Terra e de outras esferas, desligadas dos laços corporais; do mesmo modo, todos os humanos são animados por Espíritos neles encarnados. Há, pois, solidariedade entre os dois mundos: os homens terão as qualidades e as imperfeições dos Espíritos com os quais estão unidos; os Espíritos serão mais ou menos bons ou maus, segundo os progressos que tiverem feito durante a sua existência corporal. Essas poucas palavras resumem toda a doutrina. Como os atos dos homens são o produto do seu livre arbítrio, levam a marca da perfeição ou da imperfeição do Espírito que os provocam. Ser-nos-á, pois, muito fácil fazermos uma idéia do estado moral de um mundo qualquer, segundo a natureza dos Espíritos que o habitem; poderemos, de algum modo, descrever a sua legislação, traçar o quadro dos seus costumes, dos seus usos, das suas relações sociais. Suponhamos, pois, um globo habitado, exclusivamente, por Espíritos da nona classe, por Espíritos impuros, e a ele nos transportemos pelo pensamento. Nele veremos todas as paixões desencadeadas e sem freio; o estado moral no último grau de embrutecimento; a vida animal em toda a sua brutalidade; nada de laços sociais, porque cada um não vive e não age senão para si e para satisfazer os seus apetites grosseiros; o egoísmo nele reina com soberania absoluta, e arrasta consigo o ódio, a inveja, o ciúme, a cupidez, a morte.

Passemos, agora, para uma outra esfera, onde se encontrem Espíritos de todas as classes da terceira ordem: Espíritos impuros, Espíritos levianos, Espíritos pseudo-sábios, Espíritos neutros. Sabemos que, em todas as classes dessa ordem, o mal domina; mas, sem terem o pensamento do bem, o do mal decresce à medida que se afastam da última classe, O egoísmo é sempre o móvel principal das ações, mas os costumes são mais brandos, a inteligência mais desenvolvida; o mal, aí, estará um pouco disfarçado, enfeitado e dissimulado. Essas próprias qualidades, engendram um outro defeito, que é o orgulho; porque as classes mais elevadas são bastante esclarecidas para terem consciência da sua superioridade, mas não o bastante para compreenderem o que lhes falta; daí a sua tendência à escravização das classes inferiores, e de raças mais fracas, que tenham sob o seu jugo. Não tendo o sentimento do bem, não têm senão o instinto do eu e acionam a sua inteligência para satisfazerem as suas paixões. Numa tal sociedade, se o elemento impuro domina, esmagará o outro; no caso contrário, os menos maus procurarão destruir os seus adversários; em todos os casos, haverá luta, luta sangrenta, luta de extermínio, porque são dois elementos que têm interesses opostos. Para proteger os bens e as pessoas, serão necessárias leis; mas essas leis serão ditadas pelo interesse pessoal e não pela justiça; o forte as fará, em detrimento do fraco.

Suponhamos, agora, um mundo onde, entre os elementos maus que acabamos de ver, se encontrem alguns dos de segunda ordem; então, em meio da perversidade, veremos aparecer algumas virtudes. Se os bons estiverem em minoria, serão vítimas dos maus; mas, à medida que aumente a sua preponderância, a legislação será mais humana, mais eqüitativa, e a caridade cristã não será, para todos, uma letra morta. Desse próprio bem, vai nascer um outro vício. Malgrado a guerra que os maus declarem, sem cessar, aos bons, não poderão impedi-los de os estimar em seu foro íntimo; vendo a ascendência da virtude sobre o vício, e não tendo nem a força e nem a vontade de praticá-la, procurarão parodiá-la; tomam-lhe a máscara; daí os hipócritas, tão numerosos em toda sociedade onde a civilização é imperfeita.

Continuemos nossa rota através dos mundos, e detenhamo-nos neste, que nos vai repousar um pouco do triste espetáculo que acabamos de ver. Não é habitado senão por Espíritos da segunda ordem. Que diferença! O grau de depuração que alcançaram exclui, entre eles, todo pensamento do mal, e só essa palavra nos dá a idéia do estado moral dessa feliz região. A legislação, aí, é bem simples, porque os, homens não têm do que se defenderem, uns contra os outros; ninguém quer o mal para o seu próximo, ninguém se apropria do que não lhe pertence, ninguém procura viver em detrimento do seu vizinho. Tudo respira a benevolência e o amor; os homens não procuram se prejudicar; não há ódio; o egoísmo é desconhecido e a hipocrisia não teria finalidade. Aí, todavia, não reina a igualdade absoluta, porque a igualdade absoluta supõe uma identidade perfeita no desenvolvimento intelectual e moral; ora, veremos, pela escala espiritual, que a segunda ordem compreende vários graus de desenvolvimento; haverá, pois, nesse mundo, desigualdades, porque uns serão mais avançados do que outros; mas, como entre eles não há senão o pensamento do bem, os mais elevados não conceberão nada de orgulho, e os outros nada de ciúme. O inferior compreende a ascendência do superior e se submete, porque essa ascendência é puramente moral e ninguém dela se serve para oprimir.

As conseqüências que tiramos, desses quadros, embora apresentadas de um modo hipotético, não deixam de ser perfeitamente racionais, e, cada um pode deduzir o estado social de um mundo qualquer, segundo a proporção dos elementos morais dos quais se o supõe composto. Vimos que, abstração feita da revelação dos Espíritos, todas as probabilidades são para a pluralidade dos mundos; ora, não é menos racional pensar que todos não estão num mesmo grau de perfeição, e que, por isso mesmo, nossas suposições podem muito bem ser realidades. Não os conhecemos, senão o nosso, de um modo positivo. Que categoria ele ocupa nessa hierarquia? Ah! basta considerar o que aqui se passa para ver que está longe de merecer a primeira categoria, e estamos convencidos de que, lendo estas linhas, já se lhe terá marcado seu lugar. Quando os Espíritos nos dizem que estão, senão na última, pelo menos nas últimas, o simples bom senso nos diz, infelizmente, que não se enganam; temos muito a fazer para elevá-lo à categoria daquele que escrevemos em último lugar, e temos muita necessidade que o Cristo venha nos mostrar o caminho.

Quanto à aplicação, que podemos fazer, do nosso raciocínio, aos diferentes globos do nosso turbilhão planetário, não temos senão os ensinamentos dos Espíritos; ora, para quem não admite senão provas palpáveis, é positivo que sua asserção, a esse respeito, não tenha a certeza da experimentação direta. No entanto, não aceitamos, todos os dias com confiança as descrições, que os viajantes nos fazem, de países que jamais vimos? Se nós não devêssemos crer senão por nossos olhos, não creríamos em grande coisa. O que dá aqui, um certo peso ao dizer dos Espíritos, é a correlação que existe entre eles, pelo menos nos pontos principais. Para nós, que fomos cem vezes testemunhas dessas comunicações, que pudemos apreciá-las em seus menores detalhes, que nelas escrutamos o forte e o fraco, observamos as semelhanças e as contradições, encontramos todos os caracteres da probabilidade; todavia, não lhes damos senão sob benefício de inventário, a título de notícias, aos quais cada um está livre para ligar a importância que julga adequada. Segundo os Espíritos, o planeta Marte seria ainda menos avançado do que a Terra; os Espíritos que nele estão encarnados pareceriam pertencer, quase exclusivamente, à nona classe, a dos Espíritos impuros, de sorte que o primeiro quadro, que demos acima, seria a imagem desse mundo. Vários outros pequenos globos estão, com algumas nuanças, na mesma categoria. A Terra viria em seguida; a maioria de seus habitantes pertence, incontestavelmente, a todas as classes da terceira ordem, e a parte menor às últimas classes da segunda ordem. Os Espíritos superiores, os da segunda e da terceira classe, nela cumprem, algumas vezes, uma missão de civilização e progresso, e são exceções. Mercúrio e Saturno vêm depois da Terra. A superioridade numérica de bons Espíritos lhes dá a preponderância sobre os Espíritos inferiores, do que resulta uma ordem social mais perfeita, relações menos egoístas, e, por conseqüência, uma condição de existência mais feliz. A Lua e Vênus estão quase no mesmo grau e, sob todos os aspectos, mais avançados do que Mercúrio e Saturno. Juno (Juno é o nome de uma divindade itálica. Deve ter ocorrido um lapso do autor, uma vez que não ha, no nosso sistema solar, nenhum planeta com este nome. N. do T.) e Urano seriam ainda superiores a esses últimos. Pode-se supor que os elementos morais, desses dois planetas, são formados das primeiras classes da terceira ordem e, na grande maioria, de Espíritos da segunda ordem. Os homens, neles, são infinitamente mais felizes do que sobre a Terra, pela razão de que não têm nem as mesmas lutas a sustentar, nem as mesmas tribulações a suportar, e não estão expostos às mesmas vicissitudes físicas e morais.

De todos os planetas, o mais avançado, sob todos os aspectos, é Júpiter. Ali, é o reino exclusivo do bem e da justiça, porque não há senão bons Espíritos. Pode-se fazer um idéia do feliz estado dos seus habitantes pelo quadro que demos do mundo habitado sem a participação dos Espíritos da segunda ordem.

A superioridade de Júpiter não está somente no estado moral dos seus habitantes; está, também, na sua constituição física. Eis a descrição que nos foi dada, desse mundo privilegiado, onde encontramos a maioria dos homens de bem que honraram nossa Terra pelas suas virtudes e seus talentos.

A conformação dos corpos é quase a mesma desse mundo, mas é menos material, menos denso e de uma maior leveza específica. Ao passo que rastejamos penosamente na Terra, o habitante de Júpiter se transporta, de um lugar para outro, roçando a superfície do solo, quase sem fadiga, como o pássaro no ar ou o peixe na água. Sendo a matéria, da qual o corpo está formado, mais depurada, ela se dissipa, depois da morte, sem ser submetida à decomposição pútrida. Ali não existe a maioria das enfermidades que nos afligem, sobretudo aquelas que têm sua fonte nos excessos de todos os gêneros e na desordem causada pelas paixões. A alimentação está em relação com essa organização etérea; não seria bastante substanciosa para os nossos estômagos grosseiros, e a nossa seria muito pesada para eles; ela se compõe de frutas e plantas, e, aliás, haurem, de algum modo, a maior parte do meio ambiente do qual aspiram as emanações nutritivas. A duração da vida é, proporcionalmente, muito maior que sobre a Terra; a média equivale a cinco dos nossos séculos. O desenvolvimento também é muito mais rápido, e a infância dura apenas alguns de nossos meses.

Sob esse envoltório leve, os Espíritos se desligam facilmente e entram em comunicação recíproca unicamente pelo pensamento, sem excluir, todavia, a linguagem articulada; também a segunda vista é, para a maioria uma faculdade permanente; seu estado normal pode ser comparado ao dos nossos sonâmbulos lúcidos; é também porque se manifestam, a nós, mais facilmente do que aqueles que estão encarnados em mundos mais grosseiros e mais materiais. A intuição que têm do futuro, a segurança que lhes dá uma consciência isenta de remorsos, fazem com que a morte não lhes cause nenhuma apreensão; vêem-na chegar sem medo e como uma simples transformação.

Os animais não estão excluídos desse estado progressivo, sem se aproximarem, entretanto, do homem, mesmo sob o aspecto físico; seus corpos, mais materiais ligam-se ao solo, como nós à Terra. Sua inteligência ó mais desenvolvida do que nos nossos; a estrutura dos seus membros se dobra a todas exigências do trabalho; são encarregados da execução de obras manuais; são os servidores e os operários: as ocupações dos homens são puramente intelectuais. O homem é, para eles, uma divindade, mas uma divindade tutelar que jamais abusa do seu poder para oprimi-los.

Os Espíritos que habitam Júpiter, geralmente, se comprazem, quando querem se comunicar conosco na descrição do seu planeta, e quando se lhes pergunta a razão, respondem que é a fim de nos inspirar o amor ao bem pela esperança de, para lá, ir um dia. Foi com esse objetivo que um deles, que viveu na Terra com o nome de Bernard Palissy, o célebre oleiro do décimo sexto século, empreendeu, espontaneamente e sem ser solicitado para isso, uma série de desenhos tão notáveis, tanto pela sua singularidade quanto pelo talento da execução, e destinado a nos dar a conhecer, até nos menores detalhes, esse mundo tão estranho e tão novo para nós. Alguns retratam personagens, animais, cenas da vida privada; mas, os mais notáveis, são aqueles que representam habitações, verdadeiras obras-primas das quais nada sobre a Terra poderia nos dar uma idéia, porque essa não parece com nada do que conhecemos; é um gênero de arquitetura indescritível, tão original e, no entanto, tão harmoniosa, de uma ornamentação tão rica e tão graciosa, que desafia a mais fecunda imaginação. O senhor Victorien Sardou, jovem literato e dos nossos amigos, cheio de talento e de futuro mas em nada desenhista, lhes serviu de intermediário. Palissy nos promete uma série que nos dará, de algum modo, a monografia ilustrada desse mundo maravilhoso. Esperamos que essa curiosa e interessante coletânea sobre a qual voltaremos num artigo especial consagrado aos médiuns desenhistas, poderá ser, um dia, entregue ao público.

O planeta Júpiter, apesar do quadro sedutor que dele nos foi dado, não é o mais perfeito entre os mundos. Há outros, desconhecidos para nós, que lhes são bem superiores, no físico e no moral, e cujos habitantes gozam de uma felicidade ainda mais perfeita; lá é a morada dos Espíritos mais elevados, cujo envoltório etéreo nada mais tem das propriedades conhecidas da matéria.

Várias vezes, perguntaram-nos se pensamos que a condição do homem nesse mundo é um obstáculo absoluto a que pudesse passar, sem intermediário, da Terra para Júpiter. A todas as questões que tocam à Doutrina Espírita, jamais respondemos segundo as nossas próprias idéias, contra as quais estamos sempre desconfiando. Limitamo-nos a transmitir o ensinamento que nos foi dado, ensinamento que não aceitamos com leviandade e com um entusiasmo irrefletido. À questão acima, respondemos simplesmente, porque tal é o sentido formal das nossas instruções e o resultado das nossas próprias observações: SIM, o homem, deixando a Terra, pode ir imediatamente para Júpiter, ou para um mundo análogo, porque esse não é único dessa categoria. Pode-se disso ter a certeza? NÃO. Pode-se para lá ir porque há, sobre a Terra, embora em pequeno número, Espíritos bastante bons e bastante desmaterializados para não serem deslocados para um mundo onde o mal não tem acesso. Não há a certeza disso, porque pode-se se iludir sobre o mérito pessoal, e pode-se, aliás, ter uma outra missão a cumprir. Aqueles que podem esperar esse favor, não são, seguramente, nem os egoístas, nem os ambiciosos, nem os avaros, nem os ingratos, nem os ciumentos, nem os orgulhosos, nem os vaidosos, nem os hipócritas, nem os sensuais, nem nenhum daqueles que estão dominados pelo amor aos bens terrestres; a estes, talvez, seja preciso, ainda, longas e rudes provas. Isso depende de sua vontade.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

A VISÃO ESPÍRITA DO PLANETA JÚPITER / É VERDADE QUE JÚPITER PROTEGE A TERRA ?

Muito além do que uma simples descrição do planeta Júpiter, a série de palestra que se baseia numa comunicação obtida na Revista Espírita de 1858 é de fato um convite para nos esforçarmos e vivenciarmos os ensinamentos trazidos pelos benfeitores espirituais.


Projeto Conhecer, Sentir, Viver Kardec - Grupo Espírita Allan Kardec 
Fonte:http://vimeo.com/channels/180185/page:6


É VERDADE QUE JÚPITER PROTEGE A TERRA? 

A resposta é sim. Alguns astrônomos acreditam que uma das razões da Terra ser habitável é que a gravidade de Júpiter, que ajuda a proteger-nos de alguns cometas. Cometas de longo período, em particular, entram no sistema solar a partir de seus limites exteriores. Sabe-se que a gravidade de Júpiter altera a trajetória da maioria dessas bolas de gelo, como um estilingue, e eles se movem velozmente para fora do sistema solar antes que possam chegar perto da Terra. Então cometas de longo período só atingem a Terra em longas escalas de tempo de milhões ou dezenas de milhões de anos. Sem a proximidade de Júpiter, cometas de longo período iriam colidir com o nosso planeta muito mais freqüência. 

terça-feira, 28 de maio de 2013

ALINHAMENTO PLANETÁRIO TEM HOJE, DIA 28 DE MAIO, O SEU AUGE / TRÂNSITO DE JÚPITER EM 31 DE MAIO NA ASTROLOGIA VEDA


Alinhamento planetário Importante acontece nesta semana, de 25 a 30 com maior ênfase, tendo seu auge de maior aproximação hoje 28/5/2013.
O alinhamento destes planetas que acontece no signo de Gêmeos, mantém e intensifica a vibração do último eclipse, uma vez que envolve os planetas regentes do eixo do último eclipse Gêmeos e Sagitário unindo-os a Vênus.
Com isto temos a incrível intensificação energética do campo mental, por estar em Gêmeos, mas também porquê Mercúrio é o regente de Gêmeos e a mente, Júpiter rege a verdade, a justiça, o conhecimento superior filosófico e representa A SABEDORIA DIVINA com Vênus representa o AMOR!!!
É momento de alinharmos mente, coração ativando nossa verdade essencial, ainda o eu interior com o eu superior, tudo isto ativado pelo amor, a energia de fato mais libertadora que existe!!!
Este alinhamento propicia a cura intima mental, emocional num completo desbloqueio que resulta em uma oportunidade de transmutação e libertação, trazendo alegrias, bênçãos e conquistas que valem para nosso eu Espiritual, ou seja, total, eu interior e superior, conquistas efetivas!!!
Vamos aproveitar para purificarmos mente e coração, para estarmos abertos para a prosperidade e as alegrias intimas de cada um de nós!!!

Cláudia Lazzarotto – Astróloga Kármica 
www.carmenbalhestero.com.br e www.pax.org.br

 31/MAIO/2013 
TRÂNSITO DE JÚPITER NA ASTROLOGIA VEDA 

Esta conjunção auspiciosa irá trazer grande ajuda em todas as áreas da Vida de cada um.
Estas energias são a base para as mudanças duradouras que começam durante esta conjunção e duram um ano de 31/maio/2013 à 31/maio/2014.
Jupiter representa Otimismo, possibilitando a capacidade de trazer mudanças positivas .
Este trânsito de Jupiter significa as mudanças nas posições dos corpos celestiais e estabelece as energias fundamentais na  MUDANÇA DE CONSCIÊNCIA INDIVIDUAL E NA CONSCIÊNCIA PLANETÁRIA. 
Estas energias vão tocar diretamente o emocional de cada um : as vitórias alcançadas, desafios encarados, reavalição de situações e valores na Vida de cada um, estamina mental e física que são influenciadas por este trânsito.
Abram-se para receber o máximo apoio do Universo nas suas Transformações Positivas em todas as áreas de sua Vida  AGORA. 
Só depende da Sua Sintonia em Deus, o Grande-Aquiteto do Universo e na elevação de sua vibração através de uma Oração de Poder.

Dias Iluminados com muito Amor, Bençãos e Realizações,
Pax & Luz,
Carmen Balhestero

SUGESTÕES DE ORAÇÕES:

AVE MARIA 
PAI NOSSO 

BENÇÃO:
Selados para sempre na sétupla Chama dos majestosos Elohins,e envoltos em segurança na Tríplice atividade da Chama Trina, nós vamos e enfrentamos os dias com os passos firmes de um poderosos conquistadores da vida, vitoriosos, e Mestree sobre todas a substâncias e sobre os mundos em geral. Isto afirmamos como Verdade e aceitamos como realidade em nossas vidas, agora!

MEDITAÇÃO DE CURA MUNDIAL: 
No princípio,
No principio DEUS.
No princípio DEUS criou o Céu e a Terra,
E DEUS disse: que Haja Luz, e houve Luz.
Agora é o tempo do novo começo, e EU SOU um co-criador com DEUS de um novo céu que se aproxima, à medida que à nova vontade de DEUS é expressa na Terra através de mim.
É o reino de Luz, de Amor, de Paz e Compreensão.
E eu estou fazendo a minha parte para revelar a sua realidade.
Começo comigo mesmo. Sou uma alma viva e o espírito de DEUS habita em mim sendo eu mesmo.
EU e o PAI somos um e tudo aquilo que pertence ao PAI, pertence a mim.
Em verdade, sou o Cristo de DEUS.
O que é verdadeiro em mim, é verdadeiro em todos, porque DEUS é tudo e tudo é DEUS.
Eu vejo somente o espírito de DEUS em todas as almas.
E para todo homem, mulher e criança na Terra, eu digo:
EU Amo você, pois você sou eu. Você é meu sagrado ser.
Eu agora abro o meu coração, e deixo a pura essência do Amor Incondicional fluir.
Eu a vejo como uma Luz dourada e irradiando do centro do meu ser e sinto a sua Divina vibração dentro e através de mim, acima e abaixo de mim.
EU SOU um com a Luz. A Luz me preenche. A Luz me ilumina. EU SOU a Luz do mundo.
Com o propósito em mente, eu irradio a Luz.
Deixo o resplendor anteceder-me para unir-se à outras Luzes.
Sei que isto está acontecendo em todo o mundo neste momento.
Vejo as Luzes se unindo ... Agora, há somente uma Luz. Nós somos a Luz do Mundo!
A Luz una de Amor, de Paz e Compreensão está se movendo. Ela flui através da face da Terra, tocando e Iluminando cada alma na sombra da ilusão. E onde havia escuridão, existe agora a Luz da Realidade.
E o resplendor cresce, permeando, preenchendo cada forma de vida.
Há somente a vibração de uma vida Perfeita agora.
Todos os reinos da Terra respondem, e o Planeta está vivo com Luz e Amor.
Existe união total. E nesta união pronunciamos a Palavra. Que o sentido de
separatividade seja dissolvido. Que a humanidade retorne à DEUS.
Que a Paz flua em cada mente.
Que o Amor flua em cada coração.
Que o perdão reine em cada alma.
Que a compreensão seja o elo de ligação comum a todos.
E agora da Luz do mundo, a Presença Única e Poder do Universo respondem.
DEUS está curando e harmonizando o Planeta Terra.
A Onipotência se manifesta.
Estou vendo a cura do Planeta diante dos meus próprios olhos, à medida que todas as falsas crenças e padrões errôneos se dissolvem.
O sentindo de separação não mais existe;
a cura ocupou o seu lugar, e a sanidade do mundo foi restaurada.
Este é o começo da Paz na Terra e Boa Vontade para com todos.
À medida que o Amor flui de todos os corações, o Perdão reina em todas as almas e todos os corações e mentes estão unidos em perfeita compreensão.
Assim é, Assim é, Assim é.
Amém, Amém, Amém.
Om, Om, Om.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

UMA FESTA NO CÉU: CONJUNÇÃO VÊNUS - MERCÚRIO - JÚPITER


CONJUNÇÃO TRÍPLICE ENTRE VÊNUS, MERCÚRIO E JÚPITER
texto por Haroldo Barros

Encontro entre os dois planetas interiores e Júpiter, tendo como cenário o signo de Gêmeos, indicando a sábia síntese entre o belo e o racional, a arte e a ciência, o sentimento e a mente.

No dia 28 deste Maio de 2013, uma verdadeira festa no Céu: Mercúrio e Vênus se encontram, o que por si só, já traduz um momento rico de significados. E, ainda por cima, Júpiter se junta à dupla, ampliando as possibilidades e trazendo sabedoria e compreensão.

E há uma belíssima página da a Mitologia Grega que tem muito a dizer sobre esse encontro: a história do belo Hermafrodito!

Conta-se que Mercúrio (Hermes) e Vênus (Afrodite) num dado momento se amaram e dessa união nasceu Hermafrodito (= filho de Hermes e Afrodite, nomes gregos dessas divindades), jovem de extraordinária beleza.

Continue lendo em:
http://haroldobarros.wordpress.com/2013/05/27/conjuncao-triplice-entre-venusmercurio-e-jupiter/

quinta-feira, 23 de maio de 2013

JÚPITER, VÊNUS E MERCÚRIO - UMA BELA CONJUNÇÃO COM O SOL QUE OCORRERÁ NO DIA 26 DE MAIO/2013


Os mestres Júpiter, Vênus e Mercúrio começam a tomar posições no céu para a abertura de um portal dimensional que ocorrerá no dia 26 de Maio/2013 formando um triângulo perfeito. A grande pirâmide no céu será um sinal da abertura deste portal, que será precedida pelo eclipse lunar do dia 25 de Maio.


Fonte:Facebook

Grata Ma Jivan, pela partilha!
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Três planetas fazendo pose para foto:

Hoje e pelo menos nos próximos dez dias, assim que o Sol se esconder no horizonte oeste, no começo da noite, você poderá observar no céu (mesmo a olho nu), bem perto do horizonte, três planetas aparentemente bem próximos: Mercúrio, Vênus e Júpiter.  
Para quem não os conhece, serão pontinhos bem brilhantes e bem baixos no céu. Muita gente vai pensar que são estrelas distantes. Mas são nossos vizinhos do Sistema Solar.
A imagem acima é uma simulação do que poderemos ver hoje, em praticamente todo o território brasileiro, por volta das 18h (horário de Brasília), assim que o Sol se esconder. 

Dica para observar os três planetas:

http://fisicamoderna.blog.uol.com.br/arch2013-05-19_2013-05-25.html#2013_05-23_12_34_46-7000670-0

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UMA FESTA NO CÉU: CONJUNÇÃO VÊNUS - MERCÚRIO - JÚPITER

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

BAILE NO CÉU - LUA OCULTA JÚPITER/ECLIPSE LUNAR PENUMBRAL

O fenômeno ocorreu na noite de ontem, dia 28 de Novembro/2012, e se repetirá no dia 25 de Dezembro/2012.


Veja AQUI as imagens da Lua e de Júpiter no dia 25/12/2012

Lua passa em frente a Júpiter - Foto: Fernando Borges/Terra 

Foto: Fabiano Melo/vc repórter
Foto: Erasmo Dantas/vc repórter 
Veja mais em:
http://www.portalrcr.com.br/noticias/foto-noticia/47097-brasileiros-acompanham-fenomeno-astronomico


Também ontem ocorreu o eclipse lunar penumbral.
Lindo de se ver!
 É festa no céu!
fonte: http://www.spaceweather.com/

Galeria de imagens:
http://www.spaceweather.com/gallery/indiv_upload.php?upload_id=74073&PHPSESSID=2gp2vleuh5n68j5ierc3d4k7r4



Fonte das fotos: Terra
http://noticias.terra.com.br/ciencia/fotos/0,,OI230555-EI238,00-Brasileiros+acompanham+fenomeno+astronomico+veja+fotos.html