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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

TEMPO



Tempo é o Senhor do reino do amanhã
São os traços no rosto da vida
O tempo dá,
O tempo tira,
O tempo passa,
E a vida gira.

Tempo é o amor que ainda não veio
Ou se veio, não teve tempo de ficar.
Tempo é chance, momento certo
Que dura o tempo que se é pra durar.

Tempo é o pensamento
Corre o mundo sem sair do lugar.
Tempo é a saudade que voa longe;
Visita o distante onde se esconde,
Às vezes, em tempo de partida,
Pra nunca mais voltar.

Tempo é a promessa dos profetas,
Mas só dos poetas é folha de escrever
Caída do alto de Iroko
Onde em seu descanso pousa
E ninguém vê.

O laço, a bandeira, o segredo
Tempo dança no Terreiro
E nos pés cansados da humanidade.
Tempo é tudo aquilo que prospera
Do renascimento à ancestralidade.

Ifadeyin Fakolade & Thais de Oyá
Arte: André Hora

Fonte:Anaitac

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

KITEMBO/TEMPO

Quando o Tempo virar... 
Quando o Tempo virar... 
Quando o Tempo virar meu Deus do céu! 
Eu não sei o que será!”


Orando para o Tempo, tempo me disse: 
“ Zara que o Tempo Zará, espere que sua hora chegará, o Tempo certo virá”
Nos momentos de desespero, de angústias e solidão, Tempo me diz: 
“tenha calma, que só com tempo a gente chega lá, não queira chegar antes do Tempo”.
Sem Tempo não temos o tempo. 
Sempre teremos tempos bons e ruins.
Quando tiver um tempo, ore por Tempo, para que Ele nos traga tempos de Paz, Alegria, Amor e Harmonia!


Aproveite seu tempo.
Utilize-o sempre de forma útil.
Axé!

domingo, 4 de agosto de 2013

TEMPO / IROKO

Tempo tá embriagado,
Quem mandou Tempo beber...
Aê,aê,aê,
Quem mandou Tempo beber!(*)

(*)Kitembo, quando bebe, muda o tempo, já que ele rege as estações do ano e o clima.
Se bebe muito, muitas vezes o tempo irá mudar, trazendo sol forte, ventos, pouca ou muita chuva etc.
Nas lendas deste nkisi, o ato de beber significa que Kitembo está brincando, falando, dançando, rodopiando e, fingindo-se de bêbado.


Tempo não tem casa
Tempo mora na rua
A morada de Tempo
é o Sol
é o Sol e a Lua


IROKO

Assim como Oxumarê, Nanã e Obaluaiê, Iroko é um orixá de origem daomeana. As lendas contam que foi o primeiro filho de Oxalá, o que indica que ele era o mais velho dos orixás da cultura que foi assimilada pelos conquistadores iorubanos.
Em termos de elemento, Iroko é associado a uma árvore - no Brasil, a gameleira branca. Essa identificação é a síntese de suas características. Suas fortes raízes se prendem firmemente ao chão, dando-lhe uma estrutura forte e bastante solidificada no terreno,
Seus filhos, portanto, teriam um pouco dessa "árvore" no seu corpo forte, firme. Sua definição em termos de temperamento seria a mesma: determinados, inflexíveis (às vezes teimosos) e capazes de uma cólera difícil de se aplacar.
O sincretismo de Iroko no Brasil é realizado com São Francisco de Assis. Seu dia é terça-feira e as cores, o branco e o cinza.
A saudação é "Iroko i só!" e raras são suas incorporações nas cerimônias, assim como são raros seus filhos-de-santo - um deles é a ialorixá Olga de Alaketu.(**)


(*)Fonte: Jamberesu - As Cantigas de Angola - Mário César Barcellos
(**) Planeta cultos afro-brasileiros- Os Orixás - Ed.Três - 6ªedição/Maio de 1996

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

ORIXÁS - FORÇAS SAGRADAS DA NATUREZA

Gravuras e concepção: João Makray  (www.joaomak.net)  Textos/edição do livro: Flavia Castro  (www.batoke.com.br)
imagem:Tempo
A Marca dos Tempos
Consciência
Os Tempos: o Tempo eterno, o Tempo cronológico ou físico e o Tempo espiritual.
O Tempo que nasce de cada Orixá. Como Iansã, esse Orixá não pode ser visto, apenas percebido através de seus efeitos, tais como os sinais da idade do Tempo cronológico. Tempo traz a consciência e as referências relativas à vida na Terra: o passado, presente e futuro, assim como a aspiração à eternidade.

imagem: IFÁ
IFÁ - A Síntese
Sabedoria
Ifá é a sabedoria contida em todo conhecimento. Ifá é o poder de síntese. Através da simplicidade trazida pela sabedoria, alcançamos a luz de Oxalá.

imagem: OXALÁ
A Luz das Realizações,a Paz 
Luz Espiritual 
Oxalá é o último Orixá do Xirê. O ponto onde tudo converge antes de reiniciar um novo ciclo de manifestação da vida na Terra. Em Xangô, apenas uma pequena parte da energia liberada pela atuação de Elegbará, cristaliza. Essa energia é lapidada e refinada no ciclo da Terra, diluída no ciclo das Águas, sintetizada no Ar. Quando alcança Oxalá, resta apenas uma ínfima proporção da energia impulsionada por Elegbará. É a culminação de tudo que é manifestado na Terra: a luz das realizações.

fonte da imagem: Amazon.com

Inspirado na cosmogonia do Templo Guaracy, João Makray mergulhou no universo dos Orixás para revelar, com sua arte, algumas de suas manifestações na natureza. Muito além de ancestrais divinizados ou deuses míticos personificados com roupagens de colonizadores, os Orixás de João Makray trazem a dinâmica da vida, da natureza sagrada.

Dezesseis Orixás se sucedem na sequência chamada, pelo Templo Guaracy, de Xirê. A palavra traduzida muitas vezes como “roda” ou “dança” evoca a elaborada organização das forças da natureza que nasceram com a criação do mundo.

Segundo a Cosmogonia Guaracyana, em algum momento da eternidade, a luz, substância original do universo, se concentrou, adquiriu consciência de espaço e se expandiu. Essa explosão e a consequente fragmentação da luz, conhecida pelos científicos como Big Bang, deu lugar a uma trindade: Luz, Consciência e Energia. As três se expandiram ao mesmo tempo, de forma unificada. Entretanto, enquanto Luz e Consciência progrediram em forma linear e paralela, a Energia foi perdendo intensidade e adquirindo densidade, afastando-se cada vez mais de seu ponto de origem, criando uma curva descendente da qual nasceu o Xirê, a manifestação de toda vida na Terra.
Essa extraordinária dinâmica dos Orixás percorre os quatro elementos numa espiral contínua e infinita, que inicia com o Fogo primordial de Elegbará, originário do centro da Terra, para atingir Oxalá, a grande síntese da luz no Ar.
Para acompanhar cada gravura, foram escolhidas algumas palavras geradas pela maravilhosa visão Guaracyana dos Orixás. A intenção é preparar o olhar para o encontro com a natureza sagrada, tão presente na arte de João Makray.

Quadrante do Fogo
imagem: Elegbará
Os Orixás de Fogo – Elegbará, Ogum, Oxumarê e Xangô – percorrem o caminho da criação à cristalização. Marcam a origem, o ponto de partida. Dão início à sequência dos 16 Orixás a partir do quadrante sul do Xirê. Daqui os outros seguem, no sentido horário, a trajetória pelos quatro pontos cardeais.

Quadrante da Terra
imagem: Obaluaiê
Os Orixás da Terra – Obaluaiê, Oxóssi, Ossãe e Obá – representam a realidade física e concreta da vida. É o ciclo da saúde e da subsistência. Ponte entre o Fogo e a Água, os Orixás da Terra ocorrem numa sequência que vai alterando seu teor de Água, do mais seco ao mais úmido.

Quadrante da Água
imagem: Oxum
Os Orixás das Águas – Nanã, Oxum, Iemanjá e Ewá – são relacionados com todas as emoções. Eles seguem o caminho natural das Águas, das nascentes ao mar e à evaporação. Encontram-se ao norte do Xirê, em oposição ao Fogo do sul. Se o ciclo do Fogo é associado com a potência, o ciclo das Águas traz a consciência, criando o equilíbrio das dualidades.


Quadrante do Ar
imagem: Iansã
Os Orixás do Ar – Iansã, Tempo, Ifá e Oxalá – vão perdendo sua representação física. Depois de Iansã, só podem ser percebidos com a mente e o espírito.


Gravuras e concepção: João Makray (www.joaomak.net)
Textos/edição do livro: Flávia Castro (www.batoke.com.br)

Veja mais em http://xire.org/orixas/elegbara.html

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

SALVE,TEMPO!

Kitembo Rei de Angola
imagem:Tempo/Iroko - por Salles Tenório
Quatro é o número da Terra; quatro foram os dias que Olorum levou para criar o mundo; para  cada dia, Olorum criou quatro Odus – num total de 16.
Quatro são as estações do ano: primavera, verão, outono e inverno;
quatro são os elementais da natureza: água, terra, fogo e ar.
Ligado a ao número quatro, está o Nkisse (orixá) Tempo – de origem Angola e Congo – semelhante ao Iroko, da Nação Ketu e a Loko, da Nação Jeje.

Tempo é o senhor das estações do ano; regente das mutações climáticas.
Tempo está sempre em movimento, entre uma e outra extremidade dos pólos. Ora está em Exu – equilíbrio negativo do  Universo – ora está em Oxalá – equilíbrio positivo do Universo – ora intermediário entre um e outro pólo.
Tempo é equilíbrio e desequilíbrio, ao mesmo tempo.
Ele é o instante o agora, o segundo, o minuto, a hora.
Nas casas de Angola, Tempo é reverenciado com o Pai da Maionga,  do banho, que vai purificar o corpo dos seguidores e iniciados no culto, no momento de maior energia, e vibração deste Inquice (Orixá).
Tempo está ligado ao meio ambiente, pois qualquer choque ambiental tem a sua regência. Ligado intimamente aos quatros elementos da Natureza, Tempo viaja por todos eles, num movimento constante, alterando infinitamente o  tempo.
Sem esse movimento, viveríamos o mesmo segundo sempre, melhor, "sempre" não existiria. Com o tempo parado, não poderia existir vida de nenhuma espécie.
A este inquice,  também chamado de Kitembo, foi designado o controle do ambiente, a passagem dos segundos, minutos e horas, dando sentido aos dias, semanas, meses, anos, décadas, séculos e milênios. Ele é o próprio nome: Tempo.
Tempo (Kitembo) rege as estações do ano. Ele é o responsável pela passagem de uma estação  para outra. Está ligado ao frio, ao calor, à seca, às tempestades, ao ambiente pesado e ao ambiente agradável.

Tempo é primavera: período da beleza das plantas, do nascimento e do desabrochar das flores, do clima agradável, do frio gostoso e do sol morno, sadio; período em que a Natureza é mais colorida e talvez mais bela de ser ver.
Tempo é verão: período de forte calor, de sol escaldante, de temporais, enchentes.
Tempo é o outono: período de mudança das plantas, dos ventos fortes, do clima meio nublado, sem beleza, mas de fundamental importância para o surgimento de um novo ciclo de vida.
Tempo é inverno: período de frio, seca, estiagem, ambiente gelado e úmido.


Kitembo está associado à escala do crescimento.
Sua ferramenta é uma escada com uma lança voltada para cima, em referência ao próprio tempo. É a energia em constante deslocamento nos quatro pontos cardeais: norte, sul, leste e oeste. Viaja por rodos eles constantemente, sem parar. E nem poderia!

Imagem: Orixá Tempo, por Gil Abelha

Mitologia
Os Angolas e os Congos, que cultuam os antepassados, contam uma historia sobre esse Inquice. Relatam que ele era um homem muito agitado, que resolvia várias coisas ao mesmo tempo e realiza várias tarefas de uma só vez.
Reclamava, entretanto, que o dia era muito pequeno e que não conseguia realizar tudo aquilo que desejava, nos prazos estabelecidos por ele mesmo. Reclamava demais. Cobrava de Nzambi (Oxalá nas nações  Angola e Congo) ter nascido lento e incapaz de realizar tudo o que pretendia, mesmo que, na realidade, fosse um homem forte, veloz, astuto e competente. Mesmo assim, não se considerava capacitado para realizar seus objetivos e acusava Nzambi de ter feito o dia muito pequeno.
Um dia, Nzambi lhe disse:
- Parece que errei em sua criação pois, você é muito apressado.
E ele retrucou  a Nzambi:
- Não tenho culpa se o Senhor, Pai, fez  o dia tão pequeno. As horas são tão miúdas que não dá tempo para realizar tudo aquilo que planejo!
E Nzambi, aborrecido, mas admirado pela coragem do seu filho, determinou então:
- Já que você considera que o tempo é pequeno, passará,então,a controlá-lo e administrando as estações do ano. Andará pelo fogo, pela água, pela terra e pelo ar. Não terá, mas problemas de tempo. Será,  então conhecido como Tempo e regerá os movimentos da Natureza.

Trechos do texto publicado em:http://akodimakamba.blogspot.com.br


fonte da imagem:http://www.yalode.com.br/

E olha o Tempo,
Vira o Tempo
e olha do Tempo
o Tempo virou.
Salve,Tempo!


domingo, 7 de agosto de 2011

KITEMBO



Kitembo, na Mitologia Bantu Kindembu, mais conhecido no Brasil como 'Tempo', é um Nkisi (orixá) ligado ao tempo cronológico e mitológico.
É o orixá das transformações que guia o seu povo nômade através da sua bandeira branca, assim todos, mesmo estando longe pode unir-se ao líder, por que o mastro da sua bandeira é tão alto que pode ser visto de qualquer lugar. É um orixá raro com poucos filhos.
Associado com o Iroko  é também visto como a Gameleira Branca, uma árvore sagrada

Fontes:

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

terça-feira, 4 de agosto de 2009

KITEMBO. SALVE, O TEMPO!

Salve, o Tempo!
Respeitemos o Tempo que DEUS nos deu, façamos dele algo positivo para nós mesmos e para os outros, produzindo boas obras, para que ELE nem falte, nem sobre.
"TEMPO", não é nosso, é de DEUS, que TUDO SABE, TUDO PODE, TUDO VÊ!
Ele é o senhor da razão.
Exitem várias canções que falam sobre o tempo e o que ele representa, é como o ar, não o vemos, mas é fundamental para nossa existência e evolução.
Nesta canção de Gilberto Gil, ele fala de maneira maravilhosa sobre a ação do tempo sobre nós e de nos ajustarmos às suas ações.
Outra bela canção é Oração ao Tempo , de Caetano Veloso.
E por falar em TEMPO, na Nação Angola cultua-se um Inquice ( Orixá ) chamado Kitembo ou Tempo, ele rege as estações do ano, o clima e o próprio tempo como elemento da natureza, geralmente sua festa é comemorada no mês de Agosto.




Fontes: Imagem: Orixá Tempo, por Gil Abelha,
Música: Gilberto Gil - Tempo Rei (Música e Letra: Gilberto Gil - cd Raça Humana-1984)