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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

OS REIS MAGOS SEGUNDO A FRATERNIDADE BRANCA

O texto, que segue abaixo (na verdade só um trecho) fala sobre os Mestres Ascensos em suas reencarnações com os Reis Magos.
Se é verdade eu não sei.
Andei procurando no "Glossário Teosófico" de H.P. Blasvatsky algo sobre isso encontrei apenas uma acanhada definição "de uma bela lenda" e sem nenhuma referência aos Mestres El Morya, Kuthumi e Djwhal Khull como sendo os Reis Magos.
De toda forma, achei muito interessante as colocações.
Confira.
Mestres: El Morya, Kuthumi e Djwal Khull

De acordo com a Grande Fraternidade Branca Mestre El Morya foi o Rei Mago Melquior, Mestre Kuthumi foi o Rei Mago Baltazar e Mestre Djwal Khull o Rei Mago Gaspar. 
Por esses dados já imaginamos o tamanho da missão de luz desses amorosos Mestres, que vem desde os tempos remotos, muito antes do Amoroso Mestre Jesus, lutando por esse planeta. 

O número três tão necessário para os ensinamentos, corresponde aos três reis magos, na figura de três mestres Ascensionados que de acordo com a Lei são: 

1 - Melquior o Mestre Ascenso El Morya, a chama azul, o Poder e a Vontade de Deus através dos seus ensinamentos, a hora doze, onde encontramos eixo do chacra da coroa, o ouro dos magos, a dimensão da realeza do Cristo, o Corpo, o Buda, o remédio para as trinta e duas feridas que irão se tornar curadas como marcas a exibir a todos que se queiram curar, etc... 

2 - Baltazar, o Mestre Ascenso Kuthumi, a chama dourada, a sabedoria do ensinamento de Deus em ação, a hora dois, onde encontramos o eixo do chacra do plexo solar, o incenso dos magos, a dimensão da divindade do Cristo, a Fala do Buda em ação, através dos seu ensinamentos, o Dharma, etc... 

3 - Gaspar, o Mestre Ascenso Djwahl Khul, a chama rosa, o amor do ensinamento de Deus em ação, agora doado aos outros vistos como Fraternos ou irmãos que se querem curar de todas as sua feridas ou chagas, a hora um, onde encontramos o eixo do chacra da Alma, a mirra dos magos, a dimensão da humanidade do Cristo, a Mente do Buda em ação, através dos seu ensinamentos a todos, a Sangha, etc... 

Mais uma representação da Chama Trina, (os três primeiros raios, os três reis magos, azul - poder/fé, dourado- sabedoria/iluminação , rosa - amor) mostrando-nos que devemos tê-la ativa em nossos corações. 

Vamos ancorar a Chama Trina no dia de hoje, expandi-la para nosso lar, familiares e para o planeta. 

Mais do mesmo em:
http://www.rakelpossi.com/ampliado.php?ID=20080105233259

http://tsl.org/maestrosascendidos/el-morya-acerca-de-la-epifania/

Fonte:

domingo, 6 de janeiro de 2013

6 DE JANEIRO: DIA DE REIS / DIA DO ASTRÓLOGO

fonte da imagem: Wikipédia
O dia mundial do astrólogo é comemorado anualmente pelos astrólogos no Brasil e no mundo, no dia 06 de Janeiro, culminando com as comemorações do DIA DE REIS. ASTRÓLOGO, na antiguidade, era sinônimo de Sábio, e foram os Três Sábios-Astrólogos Belchior, Baltazar e Gaspar, OS TRÊS REIS MAGOS, que tiveram a revelação da vinda do Filho de Deus, Jesus, e através da posição de uma Estrela puderam identificar o local exato onde nasceria O MESSIAS, aquele que viria ensinar o sentimento mais forte que ele deixou para o mundo: “Amai-vos uns aos outros como Eu Vos Amei”. Vindos de terras e culturas muito distantes, cada um trazia um presente que representava uma escola de Sabedoria. Da Europa Orienta vieram Belchior, representando a Escola da alquimia, trazendo o Ouro como presente; e Gaspar, vindo do Oriente, representando a Escola da Astrologia, presenteando com o Incenso, símbolo da transmutação do denso no sutil. Já Baltazar, vindo da África, representava a Escola da Magia, presenteando o Menino Jesus com a Mirra. O respeito pelos Astrólogos remonta há séculos quando reis, imperadores, chefes de Estado, recorriam aos conhecimentos e métodos astrológicos para melhor planejarem suas vidas através das ações e conquistas. Foi o caso de José, citado na Bíblia, que sendo vendido como escravo pelos irmãos que não aceitavam, por inveja, seus dons proféticos, fora aproveitado pelo Faraó para ajuda-lo a decifrar seus sonhos. Atualmente o respeito e credibilidade dos profissionais da área está sendo resgatado e o movimento da Astrologia no Brasil e no mundo vem crescendo cada vez mais, retomando a credibilidade de antigamente. Hoje já se pode perceber que a Astrologia nos ajuda a prevenir muitos males que podem ser evitados. Através das informações fornecidas pelas previsões astrológicas, pode-se nortear momentos importantes, e decisivos de nossa vida, uma ferramenta importante principalmente nas mãos de nossos governantes. Em Sergipe, as Astróloga Adeilde Marques, pioneira na área, vem desenvolvendo palestras e cursos para conhecimento desta arte milenar. A dica de Adeilde para a passagem do Dia de Reis é acender incenso, pois eles, além de perfumar o ambiente, nos conecta com a presença dessas Escolas de Sabedoria da Antiguidade. Outra dica é fazerem suas previsões pessoais pois, através do conhecimento do que está previsto, pode-se prevenir ou aproveitar momentos chaves de nossa vida. Um Feliz Dia de Reis.


Leia também:
http://terramena.blogspot.com.br/2013/01/os-3-reis-magos.html

Fonte:http://www.adeildemarques.jor.br/dia_astrologos.htm

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

BELCHIOR, GASPAR E BALTAZAR



imagem: Desenhos para colorir

Reis Magos, santos esquecidos dentro das tradições do Natal
por Armando Gimenez


Das figuras bíblicas mais intimamente ligadas à tradição religiosa do povo destacam-se os Reis Magos, ou melhor, os Santos Reis uma vez que a hagiologia romana considera-os bem aventurados.

O simbolismo dos Reis Magos é amplo e emprestam-lhes os exegetas as mais diversas interpretações. Estão ligados intimamente às festas do Natal e deles nasceu, praticamente, a tradição do Papai Noel, pois os presentes dados nessa ocasião reproduzem que os magos do Oriente, depois de cumprida a rota que lhes indicava a estrela de Belém, prestaram a Jesus na gruta onde ele nascera.

As referências bíblicas são vagas e o episódio quase passa despercebido dos evangelistas, mas as contribuições da tradição patriática são muitas e, como elas têm força de fé e verdade, nelas devemos buscar grande parte das coisas que se contam dos santos Belchior, Gaspar e Baltazar já referidos pelos profetas do Velho Testamento, que vaticinavam a homenagem dos Reis ao humilde filho de Davi que deveria nascer em Belém.

De onde vieram e o que buscavam, pouca gente sabe. Vinham do Oriente e Baltazar, o mago negro talvez viesse de Sabá (terra misteriosa que seria o sul da Península Arábica ou, como querem os etíopes, a Abissínia). Simbolizam também as três unicas raças bíblicas, isso é, os semitas, jafetitas e camitas. Uma homenagem, pois, de todos os homens da Terra ao Rei dos Reis.

Eram magos, isto é, astrólogos e não feiticeiros. Naquele tempo a palavra mago tinha esse sentido, confundindo-se também com os termos sábio e filósofo. Eles prescrutavam o firmamento e sentiram-se chocados com a presença de um novo astro e, cada um deles, deixando suas terras depois de consultar seus pergaminhos e papiros cheios de palavras mágicas e fórmulas secretas, teve a revelação de que havia nascido o novo Rei de Judá e, que ele, como soberano, deveria, também, prestar seu preito ao menino que seria o monarca de todos os povos, embora o seu Reino não fosse deste mundo.

O simbolismo dos presentes

Conta ainda a tradição que, ao chegar a Canaã, indagaram os Magos onde havia nascido o novo Rei de Judá. Essa pergunta preocupou Herodes, que hoje seria considerado um quisting a serviço dos romanos, e que reinava na Judéia.

Os representantes do Império preocupavam-se com o aparecimento de um novo lider do povo de Israel. A revolta dos macabeus ainda não fora esquecida e o povo oprimido esperava, ansioso, pela vinda do Messias que iria libertar o Povo de Deus e cumprir a palavra do salmista: "Disse o Senhor ao meu Senhor — senta-te à minha direita até que ponho os teus amigos como escarbelo aos teus pés".

Os magos procuram — conforme conselho de Herodes — o novo Rei para render-lhe homenagem e para informar o representante romano do lugar onde nascera o Messias a fim de, com falso preito, sequestrá-lo.

No presépio encontramos apenas os animais e os pastores e, inspirados pelo Espírito Santo, curvaram-se diante do filho do carpinteiro de Nazaré e depositaram, ao pé da mangedoura que lhe servia de berço, os presentes: ouro, incenso e mirra, isto é prendas que simbolizavam a realeza, a divindade e a imortalidade do novo Rei, e grão de areia que cresceria e derrubaria o ídolo de pés de barro (simbolo das grandes potências que se sucederam no domínio do mundo), do sonho de Nabucodonosor decifrado pelo profeta Daniel.

Símbolos da humildade

Na tradição cristã os três Reis Magos simbolizavam os poderosos que deveriam curvar-se diante dos humildes na repetição real do canto da Virgem Maria à sua prima Isabel, e "Magnificat", pois sua alma rejubilava-se no Senhor, que exaltaria os pequenos de Israel e humilharia os poderosos.

A igreja cultua os Reis Magos dentro desse simbolismo. Representam os tronos, os potentados, os senhores da Terra que se curvara diante de Cristo, reconhecendo-lhe a divina realeza. É a busca dos poderosos que vêem em Belchior, Gaspar e Baltazar o exemplo de submissão aos designios de Deus e que devem, como os magos, despojar-se de seus bens e depositá-los aos pés dos demais seres humanos, partilhando sua fortuna como dignos despenseiros de Deus.

Os presentes de Natal também têm esse sentido. São as ofertas dos adultos à criança que com a sua pureza representa Jesus. Alguns, dão a essas festas um sentido mitológico pagão, buscando nas cerimônias dos druidas, dos germânicos ou saturnais romanas a pompa das festas natalinas que culminam com a Epifania.

A Bifana  - (Befana)

A palavra epifania, usada também como nome de mulher, deu origem a uma corruptela dialetal do sul da Itália, levada depois a Portugal e Espanha, a Bifana. A Bifana, segundo a lenda, era uma velha que, no dia de Reis, saía pelas ruas da cidades a entregar presentes aos meninos que tivessem sido bons durante o ano que findara. Estava intimamente ligada às tradições dos povos mediterrâneos e mais próxima do significado litúrgico das festas natalícias. Os presentes eram somente dados no dia 6 de Janeiro e nunca antes. Tanto assim é, que nós mesmos, no Brasil, na nossa infância, recebíamos os presentes nesse dia. Depois, com a influência francesa e inglesa em nossas tradições a Epifania ou Bifana foi substituída pelo Papai Noel, a quem muitos estudiosos atribuem uma origem pagã e outros, para disfarçar o sentido comercial da sua presença no dia de Natal, confundem com São Nicolau.

Hoje, o Santos Reis já não são lembrados. O presépio praticamente não existe e só neles é que podemos ver os Magos de Oriente apresentados. A árvore de Natal, pinheiro que os druidas e os feutos enfeitavam para agradar o terrível deus do inverno Hell, substituíria a representação do nascimento de Jesus, introduzida no costume dos povos por São Francisco de Assis. A festa da Epifania, dia de guarda no calendário litúrgico, já não mais é respeitada e com ela desaparecerem outras tradições da nossa gente, trazidas da Peninsula Ibérica pelos nossos antepassados, como a folia de Reis, Reizados e tantos outros autos folclóricos, cultuados em poucas regiões do país.

Gimenez, Armando. "Reis Magos, santos esquecidos dentro das tradições do Natal". Diário de São Paulo, São Paulo, 5 de janeiro 1958

Artigo publicado em Portal da família
Cortesia do site Jangada Brasil - www.jangadabrasil.com.br