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sexta-feira, 20 de abril de 2012

OS OITO VERSOS SAGRADOS DO BUDISMO

Buda Kamakura-The Great Buddha statue, Kōtoku Temple, Kamakura, Japan


I

Com determinação para realizar
O maior bem-estar para todos os seres conscientes
Que eu possa sempre amar
Quem se sobressair, até a mais desejável jóia

II

Quando me unir a outras pessoas,
Que eu me considere o menos importante
E veja o outro como supremo
Do fundo do meu coração.

III

Em todas as ações, que eu examine minha mente
E assim que surjam Klesha ou desilusões
Ameaçando a mim e aos outros
Que eu as enfrente e evite com firmeza.

IV

Quando vir seres de natureza perversa
Pressionados pelo pecado da violência e aflição,
Que eu possa amar essas pessoas raras
Como se tivesse achado um precioso tesouro.

V

Quando os outros me tratarem mal,
Me insultarem, me caluniarem,
Que eu sofra a derrota
E ofereça a vitória a eles.

VI

Se alguém que tenha me ajudado
Com grande esperança tenha me machucado,
Que eu possa contemplá-lo
Como meu Guru supremo.

VII

Que eu possa, direta e indiretamente,
Beneficiar e alegrar todas as minhas mães
Que eu possa em segredo assumir
O mal e o sofrimento das mães.

VIII

Que tudo isso permaneça imaculado.
Mantendo em vista os Oito Princípios,
Que eu, vendo todos os dharmas como irreais,
Possa me desligar de todos os cativeiros, samsara.


PELO BEM ETERNO DE TODOS OS SERES, QUE TODOS POSSAM SE BENEFICIAR.


Fonte:Facebook de João Marcos Cividanes

domingo, 24 de outubro de 2010

SANGYE MENLA (BUDA DA MEDICINA) E SÃO RAFAEL (A CURA DE DEUS)

Ontem fiquei sabendo que o dia 24 de Outubro é a data em que se comemora o dia de São Rafael, coincidentemente estou relendo um livro sobre as meditações tibetanas, e justamente cheguei no capítulo sobre o buda da medicina.  
Então, resolvi postar sobre ambos, uma vez que falam sobre a mesma coisa: a cura que vem de Deus.
  
Seu nome é Sangye Menla e conforme está no livro ele é o "Rei da medicina" e também uma manifestação do Buda Shakyamuni.
Achei a história deste buda muito bonita e com um especial significado para mim neste momento.
O mais interessante foi que li este capítulo, justamente num dia em que estamos entrando na fase da lua cheia e que coincide com as práticas de meditação para  este buda (não sei se estou me expressando corretamente, mas foi isso que entendi).
O texto diz o seguinte: "Tradicionalmente o oitavo mês lunar é considerado o dia do buda da medicina, quando sua força, bem como a de todas as divindades sagradas, é especialmente forte.  
...este é o momento apropriado para rituais de cura... 
Também a lua cheia do oitavo mês (na maioria das vezes em Outubro) é recomendada para isso, pois a força do luar é especialmente pura e forte"...
 Sangye-Menla
"Elogio e veneração a ele,
a luz do lápis-lazúli, o Buda da cura,
o glorioso, repleto de igual compaixão por todos!
A simples audição do seu nome
te liberta do sofrimento dos planos inferiores
e te cura da doença dos três venenos dos espírito."
(Gotas de néctar, prática do Sangye-Menla) 

*os três venenos do espírito são: a cobiça, o ódio e a ignorância.

Tayaha Om Bekanze Bekanze Mahabekanze
Radza Samudgate Svaha
"Seu mantra representa uma oração em honra a seu nome, capacitando o espírito a abrir-se em correta entrega às suas forças curativas e unir-se com sua essência".


Do hebraico Rapha' (curar) e 'el (Deus): Deus curou.
Rafael significa Deus cura ou curador divino. Líder dos poderes. Está encarregado de curar a Terra e, através dele a Terra proporciona abrigo para os homens, a quem também cura.
Retratado com uma espada ou seta bem afiada traz um frasco de ouro de bálsamo. Suas cores são os verdes suaves e todas as tonalidades do azul.

Invocaçao:
"Divino Arcanjo Rafael, dá-me fé no poder curador da vida. E que eu possa utilizar este poder para me ajudar, harmonizar-me e curar-me para depois poder ajudar os outros, harmonizá-los e curá-los. Que o poder curativo que dorme em meu interior se revele.
Abençoe-me, Arcanjo Rafael, para que eu possa abençoar o mundo."



Fontes: A Prática da Meditação Tibetana, de Nick Dudka e Sylvia Luetjohann e
A Invocação dos Anjos - Padma Patra

sábado, 7 de agosto de 2010

A RODA DA EXISTÊNCIA

imagem: A Roda da Vida - dharmanet.com.br

A Roda da Existência

Faça o bem, desista do nocivo
Atenha-se à doutrina de Buda...
Se seguires com esforço constante
o caminho da autodisciplina,
podes abandonar a roda do nascimento
e colocar um fim ao sofrimento.
Buda Shakyamuni 


A tradição
"De acordo com a tradição, a roda  da existência surgiu quando o rei Bimbisara de Maghada, um dos mais importantes estimuladores do Buda Shakyamuni, procurou um presente adequado para o soberano de uma cidade vizinha. Do próprio Buda veio a sugestão de transmitir uma visão geral de toda a sua doutrina em forma de imagem, tendo ele dado também instruções práticas de como a roda da existência devia ser formada.
Embaixo do quadro estavam os versos citados no início, e quando o rei vizinho leu essas palavras, ele não só aceitou esta verdade no coração, mas também a disseminou em todo o seu reino."



Fonte do texto: A prática da Meditação Tibetana - Imagens que estimulam a Compaixão, a Descoberta e a Sabedoria - Nick Dudka e Sylvia Luetjohann - Editora Pensamento/SP - 1ª Edição/2009

sexta-feira, 30 de julho de 2010

O ZEN EM QUADRINHOS

"Recebi o link para este livro como um verdadeiro presente,  se quiser ler, clique na imagem."

Zen é:
Não confiar na palavra escrita,

Uma transmissão especial
independente dos textos sagrados;

Voltar-se para a própria mente,

 Ver a natureza,
 tornar-se um buda.
Bodhidharma (? - 528 d.C)

terça-feira, 23 de março de 2010

DESPERTANDO COMPAIXÃO

"A compaixão é sentida no centro do coração, e a origem da compaixão são os nosso sentimentos, a nossa experiência de viver. Enquanto a energia positiva da compaixão não fluir através dos nossos corações, realizaremos pouca coisa de real valor. Podemos estar simplesmente  ocupando a nossa mente com palavras e imagens vazias. Podemos dominar várias ciências ou filosofias mas, sem compaixão, somos meros estudiosos vazios, enredados em círculos viciosos de desejos, cobiças e ansiedades. É escasso o significado verdadeiro ou a satisfação de nossas vidas. Mas quando a nossa energia é despertada, nossos relacionamentos com os outros se tornam saudáveis e não necessitam de esforços - não temos nenhum sentimento de dever ou de obrigação, porque, façamos o que fizermos, sentimo-nos  natural e espontaneamente "certos". Como o sol, que emite raios inumeráveis, a compaixão é a fonte de todo crescimento interior e de toda ação positiva".   


(Trecho do capítulo "Despertando Compaixão", do livro Gestos de Equilíbrio, de Tarthang Tulku -  Editora Pensamento - 12ª edição/1999).

terça-feira, 10 de novembro de 2009

LIVROS, UMA PAIXÃO!

Quem me conhece um pouco, sabe o quanto eu gosto de livros. Parece até uma mania, mas não é, pelo menos é assim que encaro a questão. Para mim nada substitui este prazer de manusear um livro, não leio nada pelo computador, quando gosto de alguma coisa, prefiro imprimir e ler depois, afinal tenho que preservar meus olhos e se por um lado o computador ou melhor a Internet trouxe o mundo pra dentro de nossas casas é preciso obedecer ao bom senso de não ficar por aqui horas e horas.
Numa tarde quente, com nuvens que apontavam que uma bela chuva poderia cair a qualquer momento, resolvi encarar e ir mesmo assim.
Entre o caminho de casa até o meu destino (????), pensei no que realmente eu queria, estava com saudade de ir à uma livraria, disto eu já sabia.
Senti até o cheiro dos livros, antes da livraria porém, passei no Céu da Terra e logo de cara encontrei o Oráculo do Pão.
Mineiramente falando, "olhei com as mãos", queria saber o que era aquilo, gostei e comprei.
Na verdade, na tentativa de dar um presente para minha irmã, que anda lá com "seus" problemas, achei que o "OP" pudesse ajudá-la a melhorar seu astral.
Se foi para me agradar ou não, hoje notei ela está mais animada.
Milagres do pão??? Talvez. Eu acredito na misericórdia divina.
Acho que a frase "a hora antes do nascer do sol é a mais escura", cabe bem para minha irmã neste momento. Pode parecer meio escuro ou escuro total, mas agora a única saída é esperar clarear.
Bom, mas afinal o que estes 3 livros acima tem haver com isso? Nada, em termos.
Antes de sair para o trabalho, dei a minha irmã uma imagem que imprimi de Tara Branca junto com seu mantra (acho que ela gostou...não me devolveu, bricandeirinha).
Pensei em imprimir esta imagem em um papel de melhor qualidade para que pudesse colocá-la onde faço minhas reflexões "um dia desses vou fazer isso", falei comigo mesma.
Voltando ao assunto, quando cheguei na livraria, fui direto para a parte "esotérica" da loja.
Olhando a estante, encontrei primeiro "O livro perdido de Dzyan" de Helena Blavatsky, ( li "A voz do Silêncio", e a palavra "dzyan" é citada por ela, em alguma parte do livro).
Achei interessante e separei para comprar.
Olhando mais um pouco, encontrei "Simbolismo e o significado dos números", de Hajo Banzhaf, a grande surpresa é que o livro é todo colorido e o papel é brilhante, coisa rara nos livros da Editora Pensamento. Algumas partes, ele repete um pouco do que está em "Manual do Tarô", mas o livro por si só já é bem legal, com várias referências das imagens que ilustram os textos, sem contar as analogias e relações entre os números, os símbolos e as cartas do tarô.
Vi também outro livro, "Mandalas Extraterrestres", de Janosh, muito interessante, mas por hora não.
Quando fui recolocar este livro no lugar tive que afastar outro para dar espaço e encontrei "A Prática da Meditação Tibetana" de Nick Dudka e Sylvia Luetjohann.
Achei que a imagem da capa fosse de Tara Branca, quando chegue em casa e abri, li que era um Buda, "Vajrasatva - aquele que possui o diamante como essência do ser", assim está no livro.
O livro vem com 12 lâminas (inclusive com a mesma Tara Branca que dei a minha irmã) e cada capítulo explica quem são as divindades, quais os mantras ...
Parece que é muito bom, ainda não li mas acho que vou começar por ele.
Enquanto isso, pesquisei sobre Nick Dudka este é seu site em inglês e russo: Thangka.

Este site é maravilhoso.Por hora é só. Fui.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

TARA BRANCA

Tara Branca em Sânscrito é Sitatara *; é às vezes chamada de Mãe de todos os Budas e representa o aspecto maternal da compaixão. Sua cor branca significa pureza, sabedoria e verdade.
Em sua iconografia, Tara Branca muitas vezes tem sete olhos, para além dos dois habituais, ela tem um terceiro olho na testa e um em cada uma das mãos e dos pés.
Isto simboliza sua vigilância e capacidade de ver todo o sofrimento no mundo.
A Tara "de sete olhos" é a forma da deusa especialmente popular na Mongólia.
Tara Branca veste roupas de seda e lenços que deixam seu torso esguio e seios arredondados descobertos como na antiga Índia.
Assim como Tara Verde, ela é ricamente adornada com jóias.
Tara Branca está sentada na posição de
lótus do diamante, com a sola dos pés apontando para cima. Em sua postura de graça e calma, sua mão direita faz o gesto de concessão de benefícios, com sua mão esquerda ela faz o mudra da proteção e mantém uma flor de lótus que contém três flores.
Na primeira, está a semente e representa o passado Kashyapa Buda, na segunda, que está em plena floração, simboliza o presente Buda Sakyamuni e na terceira, que está pronta para florescer, significa o futuro Buda Maitreya.
Estas três flores que simbolizam Tara é a essência dos três Budas.
Na prática religiosa, Tara Branca ajuda seus seguidores a superarem os obstáculos, especialmente aqueles que inibem a prática da religião. Ela também está associada com a longevidade.


Este texto foi traduzido automaticamente pelo Google e estas traduções no estilo "ao pé da letra" acabam ficando meio sem sentido, eu apenas "melhorei" alguma coisa.
Achei interessante a descrição da iconografia de Tara, se ela é fiel à verdade eu não sei. Gosto destas "explicações" de saber o significado contido em cada símbolo, em cada detalhe.



Mais sobre Tara Branca em: Zephyrus
O link Sitatara* é do blog Lótus Sagrada e não faz parte do texto original.


Fonte texto: http://community.livejournal.com/goddess_files/2468.html
Fonte da imagem: www.meditationinliverpool.org.uk

sábado, 10 de outubro de 2009

TARA VERDE

Tara Verde, por Tiffani Hollack Gyatso


Os budistas do Tibete, consideram Tara a mãe generosa e compassiva, capaz de remover todos os obstáculos. Para eles, essa divindade - uma manifestação do princípio feminino sob a forma de uma Buda - ama todos os seres e concede rápido auxílio a quem pede sua ajuda.
Tara, cujo nome significa "estrela" no antigo idioma sânscrito, é representada como uma bela jovem coberta de flores e jóias raras, que mora em um lugar celestial.
Mas para os budistas não é uma divindade distante "Ela também representa o aspecto iluminado de cada ser humano, que em essência é amoroso e cheio de compaixão.
"Temos Tara dentro de nós e basicamente somos ela também", diz York Stillmann da
Shambhala Brasil



Outras imagens e textos sobre Tara em:
Chagdud Gonpa Brasil
Zephyrus
Samsara




Fonte do texto: Liane C.de Almeida Alves, para Revista Bons Fluidos, nº65 - Especial Fé e Religião - Editora Abril.