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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

IANSÃ: SEM O VENTO, NÃO HÁ PERFUME!


Iansã, é Rainha de Umbanda,
Ela é dona do seu Jacutá.(*)
Eparrei, Eparrei, Eparrei .
Oh Mamãe de Aruanda,
Segura seu filhos na Fé e na Lei.



(*)Jacutá: Denominação de altar. Casa do santo. No Candomblé é um título dado a Xangô que significa "lutar com as pedras". Esse nome também se refere ao 5º dia da semana Yorubá, no qual Xangô é cultuado.

Fonte da imagem: http://ospagadores.blogspot.com.br/2010/04/martirio-de-santa-barbara-lucas-cranach.html
Fonte: SEM O VENTO, NÃO HÁ PERFUME! - Jamberesu - As Cantigas de Angola - Mário César Barcellos

domingo, 1 de dezembro de 2013

2014: ANO REGIDO POR XANGÔ E IANSÃ



O ano de 2014 será regido por Júpiter, o planeta da prosperidade e da fartura. O ano novo que se avizinha predispõe ao trabalho comunitário, um maior engajamento pessoal na busca e compreensão da religiosidade e favorece a mobilização das consciências contra movimentos de intolerância religiosa. Sendo na esfera astrológica o ano regido por Júpiter, na particularidade dos orixás a regência será de Xangô e Iansã, e carmicamente permanece a ação de Obaluaê que foi o regente de 2013. Há que se considerar que independente do orixá regente, todos os orixás atuam sempre e, especialmente EXU, que é o eterno movimento no Cosmo. Júpiter é um planeta de diplomacia e boa vontade. A promessa de que um ano regido por Júpiter seja um ano de abundância e expansão é fantasiosa se for interpretado pelo lado material. Xangô propicia um melhor perceber-se e perceber o outro, melhorando o diálogo inter e intrarreligioso. É o ano de 2014 de muita mobilização na esfera de busca dos direitos e igualdade, notadamente contra a intolerância religiosa. Como Xangô estará com sua irradiação magnética bastante acentuada em 2014, todos os que buscam o mundo espiritual e sagrado devem ter consciência da Lei de Causa e Efeito, pois podemos mudar as causas e não termos o efeito esperado, notadamente se não respeitamos o livre arbítrio do outro, interferindo em seu campo energético. Ou seja, o efeito de retorno estará mais intenso e o uso da magia requererá muita responsabilidade de quem busca e de quem aplica os cerimoniais religiosos de invocação, rezas, encantamentos e imprecações mágicas. Quanto a Umbanda, o ano favorece a mobilização das comunidades entre si, os seminários e congressos, bem como a elaboração consensual de diretrizes básicas do que seja a Umbanda, respeitando-se a diversidade, mantendo-se a liberdade rito litúrgica de cada centro, sem codificação. Ou seja, esta busca de diretrizes básicas -- uma "carta magna" de Umbanda -- parte de dentro, das comunidades de terreiro e lideranças religiosas, que sob os auspícios vibratórios de Xangô, encontrarão receptividade da maioria do povo de Umbanda, exaurido pela persistente intolerância religiosa contra os terreiros, legitimando iniciativas de união que objetivem dar maior seriedade e melhor visibilidade a religião, fortalecendo a Umbanda frente a sociedade laica e minimizando a intolerância religiosa de outros cultos que demonizam nossa religião.
Muita paz, saúde, força e união.
Muito axé.
Norberto Peixoto.

Mais em:
http://www.triangulodafraternidade.com/2013/11/orixas-regentes-de-2014-o-que-esperar.html#more

Sobre Júpiter


Sobre Xangô: Lendas de Xangô e







Sobre Iansã:
Orixá Iansã e
Lendas de Iansã



terça-feira, 4 de dezembro de 2012

04 DE DEZEMBRO - DIA DE IANSÃ: A SENHORA DO AMANHECER

EPARREI, OYÁ!

Oyá/Mudanças

Eu trabalho de forma profunda
sempre presente
sempre em movimento
Eu trabalho de forma dramática
com trovões e relâmpagos
varrendo e extirpando
Eu trabalho de forma sutil
empurrando e aguilhoando
deteriorando
Eu  rodopio e giro 
borrifo e disperso
choco e sacudo
abro caminho para o que está por vir
Posso ser leve ou estupenda
breve ou duradoura
tumulto ou ascensão
O que eu não posso é ser ignorada.(*)



Ponto de Iansã - Senhora do Amanhecer 

No amanhecer é que essa estrela brilha
No amanhecer é que ela se ilumina

Iansã senhora do amanhecer
Tua espada brilha pra nos proteger
Iansã senhora do amanhecer
Tua espada brilha pra nos proteger

É Oya, Iansã que nos conduz
É Oya, Iansã com sua luz
É Oya, Iansã que nos conduz
É Oya, Iansã com sua luz

Ao rodopiar faz o vento
e a chuva trás
pra lavar a terra
semear a paz

É Oya, Iansã que nos conduz
É Oya, Iansã com sua luz
É Oya, Iansã que nos conduz
É Oya, Iansã com sua luz

É santa guerreira, se preciso for
Pra acabar com a guerra
E espantar a dor
É santa guerreira, se preciso for
Pra acabar com a guerra
E espantar a dor

É Oya, Iansã que nos conduz
É Oya, Iansã com sua luz
É Oya, Iansã que nos conduz
É Oya, Iansã com sua luz (**)



Texto e imagem 1(*) O Oraculo da Deusa - Amy S. Marashinsky - Hrana Janto
http://mydailygoddess.blogspot.com/2008/06/oya-change_22.html
Imagem 2(**) pt.fantasia.wikia.com
http://www.4shared.com/audio/wKmvdocE/Ians_Senhora_do_Amanhecer.html

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

ORIXÁS - FORÇAS SAGRADAS DA NATUREZA

Gravuras e concepção: João Makray  (www.joaomak.net)  Textos/edição do livro: Flavia Castro  (www.batoke.com.br)
imagem:Tempo
A Marca dos Tempos
Consciência
Os Tempos: o Tempo eterno, o Tempo cronológico ou físico e o Tempo espiritual.
O Tempo que nasce de cada Orixá. Como Iansã, esse Orixá não pode ser visto, apenas percebido através de seus efeitos, tais como os sinais da idade do Tempo cronológico. Tempo traz a consciência e as referências relativas à vida na Terra: o passado, presente e futuro, assim como a aspiração à eternidade.

imagem: IFÁ
IFÁ - A Síntese
Sabedoria
Ifá é a sabedoria contida em todo conhecimento. Ifá é o poder de síntese. Através da simplicidade trazida pela sabedoria, alcançamos a luz de Oxalá.

imagem: OXALÁ
A Luz das Realizações,a Paz 
Luz Espiritual 
Oxalá é o último Orixá do Xirê. O ponto onde tudo converge antes de reiniciar um novo ciclo de manifestação da vida na Terra. Em Xangô, apenas uma pequena parte da energia liberada pela atuação de Elegbará, cristaliza. Essa energia é lapidada e refinada no ciclo da Terra, diluída no ciclo das Águas, sintetizada no Ar. Quando alcança Oxalá, resta apenas uma ínfima proporção da energia impulsionada por Elegbará. É a culminação de tudo que é manifestado na Terra: a luz das realizações.

fonte da imagem: Amazon.com

Inspirado na cosmogonia do Templo Guaracy, João Makray mergulhou no universo dos Orixás para revelar, com sua arte, algumas de suas manifestações na natureza. Muito além de ancestrais divinizados ou deuses míticos personificados com roupagens de colonizadores, os Orixás de João Makray trazem a dinâmica da vida, da natureza sagrada.

Dezesseis Orixás se sucedem na sequência chamada, pelo Templo Guaracy, de Xirê. A palavra traduzida muitas vezes como “roda” ou “dança” evoca a elaborada organização das forças da natureza que nasceram com a criação do mundo.

Segundo a Cosmogonia Guaracyana, em algum momento da eternidade, a luz, substância original do universo, se concentrou, adquiriu consciência de espaço e se expandiu. Essa explosão e a consequente fragmentação da luz, conhecida pelos científicos como Big Bang, deu lugar a uma trindade: Luz, Consciência e Energia. As três se expandiram ao mesmo tempo, de forma unificada. Entretanto, enquanto Luz e Consciência progrediram em forma linear e paralela, a Energia foi perdendo intensidade e adquirindo densidade, afastando-se cada vez mais de seu ponto de origem, criando uma curva descendente da qual nasceu o Xirê, a manifestação de toda vida na Terra.
Essa extraordinária dinâmica dos Orixás percorre os quatro elementos numa espiral contínua e infinita, que inicia com o Fogo primordial de Elegbará, originário do centro da Terra, para atingir Oxalá, a grande síntese da luz no Ar.
Para acompanhar cada gravura, foram escolhidas algumas palavras geradas pela maravilhosa visão Guaracyana dos Orixás. A intenção é preparar o olhar para o encontro com a natureza sagrada, tão presente na arte de João Makray.

Quadrante do Fogo
imagem: Elegbará
Os Orixás de Fogo – Elegbará, Ogum, Oxumarê e Xangô – percorrem o caminho da criação à cristalização. Marcam a origem, o ponto de partida. Dão início à sequência dos 16 Orixás a partir do quadrante sul do Xirê. Daqui os outros seguem, no sentido horário, a trajetória pelos quatro pontos cardeais.

Quadrante da Terra
imagem: Obaluaiê
Os Orixás da Terra – Obaluaiê, Oxóssi, Ossãe e Obá – representam a realidade física e concreta da vida. É o ciclo da saúde e da subsistência. Ponte entre o Fogo e a Água, os Orixás da Terra ocorrem numa sequência que vai alterando seu teor de Água, do mais seco ao mais úmido.

Quadrante da Água
imagem: Oxum
Os Orixás das Águas – Nanã, Oxum, Iemanjá e Ewá – são relacionados com todas as emoções. Eles seguem o caminho natural das Águas, das nascentes ao mar e à evaporação. Encontram-se ao norte do Xirê, em oposição ao Fogo do sul. Se o ciclo do Fogo é associado com a potência, o ciclo das Águas traz a consciência, criando o equilíbrio das dualidades.


Quadrante do Ar
imagem: Iansã
Os Orixás do Ar – Iansã, Tempo, Ifá e Oxalá – vão perdendo sua representação física. Depois de Iansã, só podem ser percebidos com a mente e o espírito.


Gravuras e concepção: João Makray (www.joaomak.net)
Textos/edição do livro: Flávia Castro (www.batoke.com.br)

Veja mais em http://xire.org/orixas/elegbara.html

sábado, 4 de dezembro de 2010

EPARREI, OYÁ! - SALVE SANTA BÁRBARA!

O dia de hoje é delas!


O iá, o iá, o iá e,
O iá Matamba(*) di kakarukaia, zinge.
O iá, o iá, o iá e,
O iá Matamba di kakarukaia, zinge o!
(Governa, governa, governa, sim,
A velha Matamba governa desde cedo.
Governa, governa, governa, sim,
A velha Matamba governa desde cedo! (Desde muito tempo.)



Santa Bárbara virgem dos cabelos loiros
Ela vem descendo com sua espada de ouro.**
Saravá!


Segundo Fernandes Portugal em seu livro "Curso de Cultura religiosa afro-brasileira, "Eparrei" é uma louvação a um dos raios de Oyá.
Conheça mais sobre a cultura afro na página do Professor da USP Reginaldo Prandi.
Saiba também quem foi Santa Bárbara, segundo o catolicismo.
Pra finalizar, não deixe de visitar o belíssimo site de Maria Bethânia


AXÉ PARA TODOS!

Fonte: (*)O inquice Matamba  corresponde ao orixá nagô Iansã - Letra da cantiga de Matamba e quem ela é,  estão no livro "Jamberesu - As Cantigas de Angola" de Mário César Barcellos - Ed. Pallas 


Leia também: Iansã, a transgressora pela vida


Imagem de Iansã por Carybé em África saberes e práticas



Imagem de Santa Bárbara - arquivo pessoal - desconheço o autor
(**) Ponto de Umbanda
Vídeo: Youtube