CAMINHO,VERDADE E VIDA


DAR
“E dá a qualquer que te pedir; e, ao que tomar o que é 
teu, não lho tornes a pedir.”
Jesus (LUCAS, 6: 30) 

O ato de dar é dos mais sublimes nas operações da vida; entretanto, muitos homens são displicentes e incompreensíveis na execução dele.
Alguns distribuem esmolas levianamente, outros se esquecem da vigilância, entregando seu trabalho a malfeitores.
Jesus é nosso Mestre nas ocorrências mínimas. E se ouvimo-­lo recomendando estejamos prontos a dar “a qualquer” que pedir, vemo-­lo atendendo a todas as criaturas do seu caminho, não de acordo com os caprichos, mas segundo as necessidades.
Concedeu  bem-­aventuranças aos aflitos e advertências aos vendilhões. Certo, os mercadores de má­fé, no íntimo, rogavam­lhe a manutenção do “statu quo”, mas sua resposta foi eloqüente. Deu alegrias nas bodas de Caná e repreensões em assembléias dos discípulos. Proporcionou a cada situação e a cada personalidade o que necessitavam e, quando os ingratos lhe tomaram o direito da própria vida, aos olhos da Humanidade, não voltou  o Cristo a pedir­lhes que o deixassem na obra começada.
Deu tudo o que se coadunava com o bem. E deu  com abundância, salientando­se que, sob o peso da cruz, conferiu sublime compreensão à ignorância geral, sem reclamação de qualquer natureza, porque sabia que o ato de dar  vem de Deus e nada mais sagrado que colaborar com o Pai que está nos céus.

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ENTRE OS CRISTÃOS 
“Mas entre vós não será assim.”
Jesus (MARCOS, 10: 43) 

Desde as eras mais remotas, trabalham os agrupamentos religiosos pela obtenção dos favores celestes.
Nos tempos mais antigos, recordava­se da Providência tão­só nas ocasiões dolorosas e graves. Os crentes ofereciam sacrifícios pela felicidade doméstica, quando a enfermidade lhes invadia a casa; as multidões edificavam templos, em surgindo calamidades públicas.
Deus era compreendido apenas através dos dias felizes.
A tempestade purificadora pertencia aos gênios perversos.
Cristo, porém, inaugurou uma nova época. A humildade foi o seu caminho, o amor e o trabalho o seu  exemplo, o martírio a sua palma de vitória. Deixou  a compreensão de que, entre os seus discípulos, o  princípio de fé jamais será o da conquista fácil de favores do céu, mas o de esforço ativo pela iluminação própria e pela execução dos desígnios de Deus, através das horas calmas ou tempestuosas da vida.
A maior lição do Mestre dos Mestres é a de que ao invés de formularmos votos e sacrifícios convencionais, promessas e ações mecânicas, como a escapar dos deveres que nos competem, constitui­nos obrigação primária entregarmo­nos, humildes, aos sábios imperativos da Providência, submetendo­nos à vontade justa e misericordiosa de Deus, para que sejamos aprimorados em suas mãos.

Fonte:Caminho, Verdade e Vida
pelo espirito Emmanuel - psicografia de Francisco Cândido Xavier

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