domingo, 26 de fevereiro de 2017

ECLIPSE SOLAR ANULAR - FEVEREIRO/2017

imagem:Eclipse solar de 26 de fevereiro de 2017

Por Cláudia Lazzarotto

O eclipse Solar Anular em 26 de Fevereiro de 2017, acontece no Plenilúnio da Lua Nova, com um incrível Stellium (acúmulo Planetário) em Peixes. Teremos neste momento também uma poderosíssima conjunção em Áries. São encontros fortes, muito fortes!!!
Meu Deus o que falar das energias que anda nos enviando o Cosmos…são cada vez mais intensas e abrangentes....
Enfim...o Eclipse acontece às 12h aqui no Brasil e as 15h na Inglaterra, no fuso 0°. Não será visível no Brasil, mas será possível visualizá-lo no Sul da América do Sul em particular, no sul do Chile e da Argentina, e em parte da Angola e no norte da Zâmbia.
Na grande conjunção em Peixes, temos Sol (a essência do Ser), Lua (o sentir), Mercúrio (o mental e a comunicação) e o próprio Netuno (o espiritual e, por isto, o sutil e o inconsciente), regente do signo de Peixes.
E como se não bastasse temos ali também os Nódulos Lunares regentes de nosso plano Divino, o Nódulo Sul em Peixes fazendo a oposição com o Nódulo Lunar Norte em virgem e propiciando então grandes curas Kármicas feitas a partir do Espiritual até cada um de nós no aqui e agora. 
Tudo isto significa uma abertura sem dimensão do fluxo energético Divino. Uma chance incrível de realinharmos todo o nosso ser, Interno, emocional, mental e espiritual, Santo Ser Crístico com nossa centelha Divina, Eu Superior.
Um momento de bênçãos direcionadas especificamente à cura de nossas maiores e mais profundas feridas Kármicas, aquelas que talvez até não tenhamos consciência neste momento encarnatório que ainda temos.
Quase impossível racionalizar em meio a tanta energia, então o que fazer? Como aproveitar e absorver?
Só tem um caminho, na Fé. Com a certeza que seremos direcionados para o que de fato precisamos em nossa caminhada evolutiva, o que realmente for o melhor para cada um de nós. E aos seres arraigados às energias egoícas, pode vir um grande susto no caminho, o que com certeza, muitas vezes pode ser de grande valia no processo evolutivo e libertador!!



Temos também neste Eclipse um todo poderoso encontro de Urano (liberdade e revolução), Vênus (amor) com Marte (ação, força e guerra) justamente em seu signo regente, em Áries.
Considerando que estes planetas estão quadrados a Plutão (Morte, renascimento, Poder – para o bem ou para o mal – depende de como for direcionado) em Capricórnio (Karma estrutura, responsabilidade).
E que todos eles estão aspectados a Júpiter retrógrado em Libra, podemos resumir esta aspectação em uma única palavra “Bomba”!!!
Ou seja, um momento astral de intensidade inenarráveis, emanadas destes grandes encontros planetários que temos no momento.
A partir daí, qualquer tentativa de controle e direcionamento a partir de nosso limitadíssimo entendimento consciente, pode ser desastrosa... 
E o que fazer então?
Acreditar cegamente na Justiça Divina e na presença de Saturno em Sagitário na condução das explosivas energias dos Plantas em Áries, pois ele, por sua vez, está sob a direção da Justiça Divina, que tanto falamos ultimamente e que há tanto esperamos ver agir com magnitude. 
E como já nos disse nosso querido Gilberto Gil, “andar com fé eu vou...que a Fé não costuma falhar"...
E que Deus esteja sempre conosco....



quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

UMA CANÇÃO PARA O ARCANO 0...OU 22

imagem:TAROT WAITE

The Fool On The Hill

Day after day alone on the hill
The man with the foolish grin is keeping perfectly still
But nobody wants to know him
They can see that he's just a fool
And he never gives an answer
But the fool on the hill
Sees the sun going down
And the eyes in his head
See the world spinning around

Well on his way his head in a cloud
The man of a thousand voices talking perfectly loud
But nobody ever hears him
Or the sound he appears to make
And he never seems to notice
But the fool on the hill
Sees the sun going down
And the eyes in his head
See the world spinning around

And nobody seems to like him
They can tell what he wants to do
And he never shows his feelings
But the fool on the hill
Sees the sun going down
And the eyes in his head
See the world spinning around

Round and round and round
He never listens to them
He knows that they're the fools
They don't like him
But the fool on the hill
Sees the sun going down
And the eyes in his head
See the world spinning around



domingo, 12 de fevereiro de 2017

Padmasambhava e a era da estupidez

A predição de Padmasambhava sobre a era em que “as pessoas serão as criadoras da própria estupidez”
por Nando Pereira (Dharmalog.com)

The Eight Manifestations of Padma Sambhava by Laura Santi

Quando a época degenerada deste aeon chegar, as pessoas serão suas próprias enganadoras, suas próprias más conselheiras, as criadoras da própria estupidez, mentindo e enganando a si mesmas. Quão triste que essas pessoas tenham formas humanas mas não possuem nenhum senso maior que um boi!
– Padmasambhava, do livro “Advice from the Lotus-Born”

Parece que a época degenerada desta era chegou, e se o grande mestre budista do Século 8, Padmasambhava, estiver certo, a melhor pergunta que podemos nos fazer agora é: como estamos nos enganando? Quanto estamos nos enganando? Com o que exatamente nos enganamos?

Podemos achar que não, podemos pensar que “eu não me engano, sei bem o que estou fazendo”. Mas seria apenas mais uma forma de auto-engano, pois se não fosse, estaríamos plenamente despertos. O próprio Padmasambhava diz, no mesmo compêndio “Advice from the Lotus-Born”: “Não coloque sua confiança nos fenômenos condicionados; alcance a certeza dentro da sua própria mente, o estado desperto não está em nenhum outro lugar“.

A travessia pelo  Grande Cânion da Desilusão é por dentro de nós mesmos. Esse cânion não é a percepção de uma ilusão fora de nós, como se estivéssemos apenas cometido um equívoco de não ver direito, ou de acidentalmente confundir as coisas: é a percepção de que nós mesmos viemos nos enganando, nos iludindo e nutrindo ativamente essas mentiras, provocando os problemas de entendimento e confusão, dentro de nós, com nossos talentos e capacidades desvirtuadas, e a respeito de nós mesmos e do mundo que (achamos que) vemos. É grave. E triste, como lamentou Padmashabhava.

Ele aconselha, demonstrando que tipo de engano e ilusão estamos nutrindo: “Quando você sentir apego por algo atraente ou aversão por algo repulsivo, compreenda que é ilusão da sua mente”. Em outro trecho: “Quando você ver pessoas cometendo o mal, tenha compaixão por elas”. E ainda em outro: “Quando você ouvir palavras agradáveis ou desagradáveis, saiba que são sons vazios, como ecos”. E talvez um dos mais importantes para este momento: “Não tome nenhum ser senciente como seu inimigo: fazer isso é apenas engano da sua mente“.

Se algum desses conselhos de Padmasambhava soa desafiador, essa investigação sobre nossos auto-enganos pode começar por eles. Mas podemos também começar observando nossas dores, crises e confusões, e ver se elas são manifestações apenas de um cenário externo caótico ocasional, ou se mostram que algo está errado do lado de dentro de nós, algo em nossa mente. Um célebre mestre do Vedanta indiana, Swami Dayananda, publicou um livro cujo título era “O Problema É Você, A Solução é Você“, de uma clareza maravilhosa. Certa vez ele escreveu, num artigo sobre meditação: “para criar uma condição mental que lhe permita ver a verdade de si mesmo, você deve remover todas as falsas noções que tem“. Falsas noções são exatamente as ilusões e enganos, sobre o mundo e nós mesmos.

O terapeuta brasileiro Sérgio Veleda  publicou recentemente um comentário a respeito da prevalência dos nossos auto-enganos mais cotidianos (mas que também envolvem as ilusões maiores). Ele diz: “A maior parte do tempo estamos mentindo, fingindo. Não fazemos isso apenas para os outros mas para nós mesmos. Argumentamos para nós mesmos como um lobo faria com uma criança, assim como um perverso ou um psicopata agiria com um inocente. Quando os hindus dizem que esse mundo é maya (ilusão), estão se referindo ao mundo que habitamos particularmente. A maneira de mentir e de fingir nos é tão comum que ela hoje se confunde com isso que dizemos ser “eu”. Então podemos mentir e fingir com a sensação clara que não mentimos e não fingimos para continuar até a morte mentindo e fingindo.”

Com a sensação clara que não mentimos. E como ter uma sensação mais clara do que a sensação clara? Só a investigação mais profunda sobre si mesmo pode revelar isso. E, de preferência, com a ajuda de pelo menos uma outra pessoa, ou um grupo de pessoas. O místico armênio Gurdjieff dizia que ninguém se salva sozinho, pois é muito difícil de ver o engano em si mesmo. Com mais profundidade, com ajuda, sinceridade e observação limpa, talvez cheguemos à dimensão de ver a ilusão, e aí poderemos soltá-las de dentro de nós mesmos.


Fonte:
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