24 DE JUNHO - INTI RAYMI - A GRANDE FESTA DO SOL INCA (RITUAL E ORAÇÃO)


A cultura indígena de tribos do mundo inteiro e de todas as épocas, desde os aborígines da Austrália (ditos remanescentes da antiga Lemúria) passando pelos Maoris da Nova Zelândia até os Olmecas, Astecas, Mexicanos, Maias, Incas e no Brasil os Tupi Guaranis, Aimorés, Xavantes e tantas outras, é fundamentada e vivenciada na natureza e nos seus elementais.
Xamã, palavra de origem siberiana, significa “aquele que sabe”. São sensitivos com poderes psíquicos, proféticos e de cura,  também conhecidos no Brasil como Pajé. Têm como base técnica fontes de energias no reino animal, vegetal e mineral e nos quatro elementos da natureza, da terra, do fogo, do ar e da água. Por exemplo  os Kahuanas no Havaí são profundos conhecedores de fórmulas de imunidade ao fogo e alguns Lamas Tibetanos possuem a capacidade de alterar condições climáticas.
Também no espiritismo a sabedoria milenar indígena é  altamente cultuada.
Na Umbanda os “Caboclos” ensinam através de seus canais retransmissores, os médiuns, técnicas de cura, purificação e harmonização.
Por tantos ensinamentos extraídos da Mãe Terra e da Mãe Natureza, quer através de suas “pajelâncias” com ervas medicinais, quer com o culto e respeito aos ancestrais, saudamos aqui à todos os índios e não podemos deixar de sermos gratos ao Cacique Pena Branca que nos iniciou e ensinou  mostrando o caminho da espiritualidade com tanta dedicação, paciência, confiança e amor por nós. Saudamos também Pachacútec, formoso inca (1438 – 1471), cujo nome significa “pessoa que inicia uma nova era”, que encarnou na Terra como uma partícula da essência de Mestre Saint Germain e como avatar transmutou todo Império Inca.
Reverenciamos  neste dia dedicado a todos os índios, que nesta época de transição é resgatada toda a sua cultura, sabedoria e luz.


INTI RAYMI 

Inti Raymi ou a Grande Festa do Sol Inca e a preservação da sua cultura cujo festival é realizado todos os anos em 24 de Junho em Sacsayhuaman no Peru com a presença de milhares de pessoas, no qual celebra-se os conhecimentos incas na astronomia e tem por objetivo principal o agradecimento pela colheita da lavoura dos últimos 6 meses e pelos futuros 6 meses.
No primeiro quarto do século XVI começou a circular entre o povo inca a notícia de presença de pessoas estranhas. Em 1539 ocorreu a guerra civil entre os incas o que muito facilitou a invasão dos espanhóis, que quando chegaram as terras andinas vestidos com roupas estranhas a eles e com poderes que lhes pareciam sobrenaturais (armas de fogo, etc.), os incas acreditaram serem eles filhos de Wirococha (na trindade inca Wiracocha é o Pai, Mamapacha a Mãe e Inti, o deus Sol, filho e manifestação de Wiracocha).
Em 1531 aproveitando-se de suas credulidades, disseram os invasores que vinham como enviados de Deus a causa de Húascar, soberano regente, contra Ataualpa, seu irmão e também regente que jamais acreditou na divindade dos intrusos.
Em novembro de 1532 fez-se uma cilada para Ataualpa. Pizarro, o comandante espanhol, convida-o para um jantar insistindo que não desejam a guerra e sim a paz. A um movimento combinado que Pizarro faz com a toalha da mesa, seus soldados prendem Ataualpa e matam mil índios que surpresos não tinham nem sequer armas para defenderem-se.
Inicia-se um verdadeiro genocídio e infinitos saques. Os tesouros incas são rapidamente dilapidados pelo resgate de uma suposta liberdade que nunca ocorreu.
No império inca existia o Koricancha onde estava instalada a sede governamental e em Machú Picchú ficava a sede religiosa.
Em Koricancha que significa quadrilátero de ouro, hoje onde está situada a Igreja de São Domingos em Cusco, ficava exposto o Punchao, disco de 7 metros de diâmetro em ouro e pedras preciosas que em quéchua, língua nativa,  quer dizer  “O Senhor do Dia, Criador da Luz, do Sol, das Estrelas e de todas as coisas”. Este disco solar foi trazido por Deus e Deusa Merú de outras esferas de Luz, cujas propriedades produziam a cura e era visitado pelos nativos todas vezes que adoeciam. Para salvaguarda-lo da espoliação espanhola, foi “escondido” nas águas do Lago Titicaca (o lago mais alto do mundo).
Todos os templos foram destruídos e para provarem o seu domínio,  os invasores queimaram os inúmeros campos de plantação de coca, erva considerada sagrada e venerada pelos incas como Mamacoca e usada em todos os rituais andinos porque ela lhes representava a força manifestada de Mamapacha, a Mãe Terra. Sacerdotes incas, perplexos diziam que Mamacoca determinou que assim como o homem branco destruíra suas folhas, um dia essas folhas destruiria o homem branco ...
Machú Picchú, talvez pela sua localização não foi encontrada pelos homens de Pizarro, porém os rumores da invasão do império, saques e destruição, desorientou completamente seus habitantes, entre eles Sacerdotes e Mamakonas (orientadoras das donzelas reclusas em preparação ao sacerdócio) que até hoje desconhece-se os seus destinos. Apenas sabe-se que a cidade foi abandonada rapidamente.
Porém o mais importante de tudo é que apesar da destruição do império e término da civilização  inca, sobrevive até os dias de hoje a sua cultura e a sua sabedoria e entre tantas celebrações O Inti Rami traduz toda a sua soberania de fé, luz e amor.
Abençoados e iluminados sejam todos Apús (espíritos) Inca!


RITUAL 
-  Acenda uma vela laranja ou amarela oferecendo sua Chama a Inti, o Deus Sol
-  Ao lado da vela coloque alguns trigos que representa a colheita, a fartura e a abundância.
- Em um pequeno vaso com terra, canteiro ou jardim, plante alguns milhos que representam a semeadura de tudo o que vamos colher nos próximos 6 meses.
Nota: A colheita e a semeadura não representam apenas produtos da lavoura, mas sim tudo que plantamos e colhemos em nossas vidas, tanto material como imaterial. Portanto deve-se cuidar dos milhos plantados com muito amor para que a manifestação de nossos ideais também germine os melhores frutos.
-  Faça uma oração em agradecimento por tudo o que foi-lhe ofertado nos últimos 6 meses e em pré agradecimento por tudo que receberá nos próximos meses.


ORAÇÃO 
Oh Poderoso Wiracocha, o Soberano,
Mamapacha, a Mãe Terra,
Inti, o Espírito do Sol,
Amados Xamãs e Caboclos de todas tribos indígenas,
abrimos nosso chacra cardíaco, no centro do peito, como um grande sol dourado que irradia Luz na nossa Presença EU SOU a todos aqueles que por amor a Mãe Terra, ao Reino Animal, Vegetal e Mineral, aos Elementais da natureza da terra, do ar, do fogo, da água e do éter, perpetuaram a Sabedoria e a Abundância da Mãe Natureza.
Que a herança por nós recebida de Vosso Conhecimento, Discernimento e respeito a todas emanações de vida, seja a tônica de nossas missões individuais e coletivas.
Bem Amados ancestrais, seres de antigas civilizações, invocamos pelo Fogo Sagrado da Purificação, do Equilíbrio e da Harmonia para que nenhum mal acometa nossa mente, emoções e ações.
Com a Vossa imensa Sabedoria, protegei-nos, abençoai-nos com a Vossa Luz para que possamos retransmitir para o futuro infinito e assim perpetuar a pureza de Vossos conhecimentos.
Nossa eterna gratidão pelo Vosso imenso Amor e Humildade! 
Neste dia de celebração, nós seus filhos, reunimos a força das nossas Presenças  EU SOU em nome de todos seus descendentes de todas as raças e credos e na Unidade para oferta-lhes nossa Luz que se expande e irradia por todo o Planeta Terra,  para que o Espírito de Gaia, o Espírito da Mãe Terra receba essa Luz e a redistribua a todos os seres de todos os Reinos, Planos e Dimensões. Que assim seja!

por Heloísa Lassálvia

Fonte:
www.carmenbalhestero.com.br 
www.pax.org.br 

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