NANÃ BURUQUÊ - A GRANDE AVÓ


EU VI SENHORA SANT'ANA,
SENTADA NA CACHOEIRA.
E ELA BRADAVA TANTO,
CHAMANDO OGUM
PARA JURAR BANDEIRA.
Ponto  e Nanã na Umbanda

Nanã é a grande avó de todos os Orixás. Ela é responsável por todas as questões maternas relacionadas com as mulheres, ela é o espírito da Terra e da Lua.
Uma sábia senhora que gosta de cuidar de si mesma, enquanto observa a Terra e seus netos. 
Nanã pode nos auxiliar nas questões de saúde em geral ou aquelas referentes ao útero e a gravidez, especificamente.
Seu campo de ação é próximo aos rios, pois ela é a mãe de todas as águas, inclusive da água doce. É através de Nanã, que Oxum recebe as águas para formar seus rios.
Nanã pode ser vista também nos pântanos, onde recebe suas oferendas.(*)

Nanã foi a primeira esposa de Oxalá, tendo com ele três filhos: Iroko, Obaluaiê e Oxumarê.
Segundo as pesquisas de Pierre Verger, Nanã, no culto anterior à chegada dos orixás iorubanos à região da atual  Nigéria, teria um posto hierárquico semelhante ao de Oxalá - ou até mesmo de Olorum.
Na mitologia do Daomé, Nanã às vezes é apresentada como orixá feminino, às vezes como masculino ou até mesmo assexuado, pai (ou mãe) de todas as coisas, seres e orixás.
Orixá indiscutivelmente feminino, primeira mulher de Oxalá (representado a antiguidade da civilização que a cultuava) e associada sempre à maternidade. É por tudo isso, a mais velha deusa das águas, tendo associações tanto com a morte como a posição reservada aos velhos em qualquer sociedade.
O elemento de Nanã é a lama, o lodo do fundo dos rios e dos mares em geral. É, por extensão a deusa dos pântanos, o ponto de contato das águas com a terra, a separação entre  o que já havia (Água) e o que foi libertado por mando de Olorum ( a terra do "saco da criação") - sendo portanto, sua criação simultânea à da criação do mundo.
Segundo Pierre Verger, "Nanã é o arquétipo das pessoas que agem com calma e benevolência, dignidade e gentileza. Das pessoas lentas nos cumprimentos de seus trabalhos e que julgam ter a eternidade à sua frente para acabar seus afazeres. Elas gostam de crianças e educam-nas, talvez com excesso de doçura e mansidão, pois possuem tendencia a se comportar com a indulgência das avós.
Agem com segurança e majestade. Suas reações bem equilibradas e a pertinência de suas decisões mantem-nas sempre no caminho da sabedoria e da justiça."
Na Umbanda, Nanã Buruquê é sincretizada como Nossa Senhora Sant'ana, mãe da Virgem Maria e, não é mera coincidência o fato de hoje ser comemorado o dia dos Avós.
Suas cores são o branco e o azul, na Umbanda e Roxa no Candomblé.
Quanto ao dia da semana à ela consagrado, existem variações, uns dedicam a Terça-feira, outros à Quarta-feira (associando-a  ao culto de seu filho Obaluaê) e por fim, ao Sábado, juntamente com as outras orixás das águas Oxum e Iemanjá.
É apelidada de "Vovó", e sua saudação é Salubá! (**)


(*)Fonte texto e imagem:
http://divinemoon.tumblr.com/post/50684202095/nana-buruku-nana-is-the-great-grandmother-of
(**) Revista Planeta Cultos Afro-brasileiros - Os Orixás - Ed.Planeta

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