ORIXÁS - FORÇAS SAGRADAS DA NATUREZA

Gravuras e concepção: João Makray  (www.joaomak.net)  Textos/edição do livro: Flavia Castro  (www.batoke.com.br)
imagem:Tempo
A Marca dos Tempos
Consciência
Os Tempos: o Tempo eterno, o Tempo cronológico ou físico e o Tempo espiritual.
O Tempo que nasce de cada Orixá. Como Iansã, esse Orixá não pode ser visto, apenas percebido através de seus efeitos, tais como os sinais da idade do Tempo cronológico. Tempo traz a consciência e as referências relativas à vida na Terra: o passado, presente e futuro, assim como a aspiração à eternidade.

imagem: IFÁ
IFÁ - A Síntese
Sabedoria
Ifá é a sabedoria contida em todo conhecimento. Ifá é o poder de síntese. Através da simplicidade trazida pela sabedoria, alcançamos a luz de Oxalá.

imagem: OXALÁ
A Luz das Realizações,a Paz 
Luz Espiritual 
Oxalá é o último Orixá do Xirê. O ponto onde tudo converge antes de reiniciar um novo ciclo de manifestação da vida na Terra. Em Xangô, apenas uma pequena parte da energia liberada pela atuação de Elegbará, cristaliza. Essa energia é lapidada e refinada no ciclo da Terra, diluída no ciclo das Águas, sintetizada no Ar. Quando alcança Oxalá, resta apenas uma ínfima proporção da energia impulsionada por Elegbará. É a culminação de tudo que é manifestado na Terra: a luz das realizações.

fonte da imagem: Amazon.com

Inspirado na cosmogonia do Templo Guaracy, João Makray mergulhou no universo dos Orixás para revelar, com sua arte, algumas de suas manifestações na natureza. Muito além de ancestrais divinizados ou deuses míticos personificados com roupagens de colonizadores, os Orixás de João Makray trazem a dinâmica da vida, da natureza sagrada.

Dezesseis Orixás se sucedem na sequência chamada, pelo Templo Guaracy, de Xirê. A palavra traduzida muitas vezes como “roda” ou “dança” evoca a elaborada organização das forças da natureza que nasceram com a criação do mundo.

Segundo a Cosmogonia Guaracyana, em algum momento da eternidade, a luz, substância original do universo, se concentrou, adquiriu consciência de espaço e se expandiu. Essa explosão e a consequente fragmentação da luz, conhecida pelos científicos como Big Bang, deu lugar a uma trindade: Luz, Consciência e Energia. As três se expandiram ao mesmo tempo, de forma unificada. Entretanto, enquanto Luz e Consciência progrediram em forma linear e paralela, a Energia foi perdendo intensidade e adquirindo densidade, afastando-se cada vez mais de seu ponto de origem, criando uma curva descendente da qual nasceu o Xirê, a manifestação de toda vida na Terra.
Essa extraordinária dinâmica dos Orixás percorre os quatro elementos numa espiral contínua e infinita, que inicia com o Fogo primordial de Elegbará, originário do centro da Terra, para atingir Oxalá, a grande síntese da luz no Ar.
Para acompanhar cada gravura, foram escolhidas algumas palavras geradas pela maravilhosa visão Guaracyana dos Orixás. A intenção é preparar o olhar para o encontro com a natureza sagrada, tão presente na arte de João Makray.

Quadrante do Fogo
imagem: Elegbará
Os Orixás de Fogo – Elegbará, Ogum, Oxumarê e Xangô – percorrem o caminho da criação à cristalização. Marcam a origem, o ponto de partida. Dão início à sequência dos 16 Orixás a partir do quadrante sul do Xirê. Daqui os outros seguem, no sentido horário, a trajetória pelos quatro pontos cardeais.

Quadrante da Terra
imagem: Obaluaiê
Os Orixás da Terra – Obaluaiê, Oxóssi, Ossãe e Obá – representam a realidade física e concreta da vida. É o ciclo da saúde e da subsistência. Ponte entre o Fogo e a Água, os Orixás da Terra ocorrem numa sequência que vai alterando seu teor de Água, do mais seco ao mais úmido.

Quadrante da Água
imagem: Oxum
Os Orixás das Águas – Nanã, Oxum, Iemanjá e Ewá – são relacionados com todas as emoções. Eles seguem o caminho natural das Águas, das nascentes ao mar e à evaporação. Encontram-se ao norte do Xirê, em oposição ao Fogo do sul. Se o ciclo do Fogo é associado com a potência, o ciclo das Águas traz a consciência, criando o equilíbrio das dualidades.


Quadrante do Ar
imagem: Iansã
Os Orixás do Ar – Iansã, Tempo, Ifá e Oxalá – vão perdendo sua representação física. Depois de Iansã, só podem ser percebidos com a mente e o espírito.


Gravuras e concepção: João Makray (www.joaomak.net)
Textos/edição do livro: Flávia Castro (www.batoke.com.br)

Veja mais em http://xire.org/orixas/elegbara.html

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