O EREMITA


Descrição: Um homem barbudo, envolto num grande manto, avança lentamente, iluminando seu caminho com uma lanterna que levanta na mão direita. Um bastão, na mão esquerda, guia seus passos.

Simbolismo: O número Nove possui um valor ritual. Último da série de algarismos, anuncia ao mesmo tempo, um fim e um recomeço.
A influência de Saturno, de andamento mais regular, favorece as buscas interiores, as estruturas e o trabalho em profundidade.
O homem de barba, que caminha lentamente numa estrada a respeito da qual ele está seguro, personifica a experiência adquirida no trabalho e na vida. Vestido com um hábito de monge e envolto num grande manto para sublinhar sua austera simplicidade, discrição e recusa do artificial, ele segue prudentemente pelo caminho do conhecimento. A lanterna serve para iluminá-lo e ajudá-lo na busca da sabedoria e da espiritualidade. Todavia, convém lembrar que essa busca do absoluto tem diversas etapas que devem ser vividas o mais discretamente possível. Esta é a razão  pela qual o Eremita encobre ligeiramente a lanterna à altura do rosto. O cajado permite a comunicação com forças telúricas; símbolo igualmente de sabedoria, o Eremita sabe que poderá, se houver necessidade, apoiar-se nele para continuar seu caminho. 
O artificial, o superficial e o brilho não existem para esse homem à procura de si mesmo e de seu valor intrínseco.
Solitário, parte em busca da Verdade, sabendo que sua experiência ainda é pouca coisa em relação àquilo que ele ignora.

Texto extraído do livro ABC do Tarô, de Colette H.Silvestre - Círculo do Livro/1987

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